ESTRATÉGIA POLÍTICA | ELEIÇÕES 2026

Campanha pouco roteirizada e aposta na autenticidade marcam estratégia que levou Pivetta à reeleição

Coordenador de comunicação, Humberto Frederico afirma que a equipe valorizou a espontaneidade do governador, manteve o planejamento inicial e intensificou a presença nas redes sociais na reta final da disputa.

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A campanha que garantiu a reeleição de Otaviano Pivetta (Republicanos) ao Governo de Mato Grosso foi marcada pela aposta na espontaneidade do candidato e pela valorização de sua personalidade. Segundo o consultor político Humberto Frederico, responsável pela comunicação da campanha, a estratégia foi reduzir os discursos excessivamente roteirizados e aproveitar situações reais do cotidiano do governador para aproximá-lo do eleitorado.

Frederico avaliou que a sinceridade e o perfil humano de Pivetta foram diferenciais importantes durante a disputa. Em vez de entregar discursos prontos para serem reproduzidos, a equipe procurou transformar em conteúdo as atitudes e interações espontâneas do candidato.

“Foi uma campanha muito pouco roteirizada, não foi entregue quase nada para o candidato falar. Foi uma campanha em que a gente pegou muito do que ele estava fazendo para poder trazer para as pessoas”, explicou o estrategista.

A avaliação da equipe é que a autenticidade ajudou a construir uma conexão com os eleitores, especialmente entre aqueles que buscavam um candidato alinhado a valores conservadores e de direita. Para Frederico, uma parcela significativa desse público identificou em Pivetta princípios compatíveis com suas convicções políticas.

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O resultado foi uma vitória ainda no primeiro turno, com mais de 60% dos votos, desempenho que surpreendeu parte dos analistas políticos durante a reta final da campanha.

Crescimento na reta final

De acordo com Frederico, as pesquisas internas indicavam uma trajetória de crescimento, mas a equipe ainda demonstrava cautela quanto à possibilidade de encerrar a disputa já no primeiro turno. A virada mais expressiva teria ocorrido nos últimos dez dias, período marcado por debates, mobilização nas redes sociais e maior comparação entre os candidatos por parte do eleitorado.

O coordenador também apontou a migração de votos de eleitores ligados ao MDB e o fortalecimento de alianças regionais como fatores que contribuíram para o resultado. Em Sinop, por exemplo, articulações de lideranças locais ajudaram a consolidar apoios importantes à candidatura.

Outro elemento destacado foi a identificação de parte do eleitorado de direita com Pivetta. Na avaliação do estrategista, muitos eleitores não enxergaram apenas uma escolha pelo governador, mas também uma forma de fortalecer um projeto político alinhado às suas convicções.

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Planejamento mantido até o fim

Apesar das mudanças no cenário eleitoral ao longo da campanha, Frederico afirmou que a equipe manteve, em linhas gerais, a estratégia definida desde o início. O planejamento foi ajustado semana a semana, conforme as pesquisas e a resposta do eleitorado, sem abandonar a linha central de comunicação.

A equipe também precisou lidar com os desafios da comunicação digital, incluindo o alcance das publicações, os custos de impulsionamento e as mudanças no ambiente das redes sociais. Nesse cenário, a produção de conteúdos capazes de circular para além dos canais oficiais ganhou importância.

Na avaliação do coordenador, a campanha demonstrou que a comunicação política pode ganhar força quando consegue traduzir a personalidade do candidato em mensagens compreensíveis para a população, sem depender exclusivamente de discursos ensaiados.

A vitória de Pivetta no primeiro turno consolidou sua posição no cenário político mato-grossense e reforçou, segundo a avaliação de sua equipe, a importância da combinação entre planejamento, articulação política e comunicação próxima do eleitor.

 

Com informações do mídia News

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POLÍTICA MT

Flávio Bolsonaro promete manter programas sociais, mas não garante aumento real do salário mínimo

Site de campanha do candidato do PL afirma que benefícios serão preservados e prevê correção do piso pela inflação, sem detalhar a política de valorização nem possíveis mudanças no BPC.

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O senador e candidato à Presidência da República Flávio Bolsonaro (PL) lançou um site para responder a notícias que considera falsas e apresentar posicionamentos de sua campanha. Entre os temas abordados estão o salário mínimo, os programas sociais, a jornada de trabalho e o escândalo envolvendo o Banco Master e o Banco de Brasília (BRB).

Sobre o salário mínimo, o candidato afirma que não pretende extinguir o piso nacional nem desvinculá-lo da inflação. No entanto, o material divulgado não apresenta compromisso explícito com reajustes acima da inflação, mecanismo que garante aumento real do poder de compra dos trabalhadores.

A política de valorização retomada pelo governo Luiz Inácio Lula da Silva (PT), em 2023, prevê a correção pela inflação medida pelo INPC, somada à variação positiva do Produto Interno Bruto (PIB), respeitados os limites fiscais em vigor. Durante o governo Jair Bolsonaro, o salário mínimo teve reajustes baseados na inflação, sem ganho real na maior parte do período.

O tema se tornou um dos pontos de disputa na campanha presidencial. Lula afirma que propostas de ajuste fiscal defendidas por integrantes da equipe de Flávio podem atingir políticas sociais. O candidato do PL, por sua vez, nega que pretenda concentrar medidas de contenção de gastos sobre a população mais pobre, embora seus assessores defendam uma redução das despesas públicas.

No site de campanha, Flávio afirma que o Bolsa Família e os demais programas assistenciais serão mantidos. A proposta apresentada prevê aperfeiçoamento da gestão, correção de distorções e combate a fraudes, mas não detalha possíveis mudanças nos critérios de concessão ou nos valores dos benefícios.

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A mesma falta de detalhamento aparece na abordagem sobre o Benefício de Prestação Continuada (BPC), pago a idosos e pessoas com deficiência de baixa renda que atendem aos critérios legais. Questionada sobre uma eventual redução do benefício, a campanha afirma que os programas sociais existentes serão preservados, mas não esclarece se haverá alterações na política de valorização.

Após a publicação de reportagem sobre o tema, Flávio se comprometeu publicamente a conceder reajustes nas aposentadorias acima da inflação. Ainda assim, o plano divulgado não apresenta detalhes suficientes para determinar como essa promessa seria implementada ou como se relacionaria com as despesas previdenciárias.

A campanha também aborda o programa Pé-de-Meia, voltado à permanência de estudantes no ensino médio. O candidato nega que pretenda extinguir a iniciativa e classifica como equivocada a interpretação de que a proposta de redução de despesas significaria o fim do programa.

Outro tema incluído no site é a jornada de trabalho. Flávio menciona a proposta de flexibilização defendida pelo coordenador político de sua campanha, senador Rogério Marinho (PL-RN), em oposição ao fim da escala 6×1, modelo em que o trabalhador cumpre seis dias de atividade para um de descanso.

Segundo a campanha, a proposta prevê remuneração por hora trabalhada e manutenção de direitos como FGTS, férias e 13º salário. O material, porém, não detalha como a flexibilização seria regulamentada nem quais garantias seriam adotadas para evitar perda de renda ou de proteção trabalhista.

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Banco Master e BRB também entram no debate

O site de Flávio dedica espaço ao caso envolvendo o Banco Master e o Banco de Brasília. O candidato afirma que não utilizará recursos de aposentados para cobrir prejuízos relacionados ao caso e sustenta que o presidente da República não tem ingerência direta sobre o banco regional.

O material não menciona conversas entre Flávio e o ex-dono do Banco Master, Daniel Vorcaro, nem aborda o repasse de ao menos R$ 65 milhões ao filme sobre Jair Bolsonaro, pontos citados na reportagem original. A campanha afirma que trabalhará para preservar a solidez e a confiabilidade das instituições financeiras brasileiras.

A discussão também envolve o governo do Distrito Federal. A governadora Celina Leão (PP), aliada de Flávio, defendeu um empréstimo de até R$ 6,6 bilhões com garantia da União para enfrentar a crise do BRB. O presidente Lula, por sua vez, afirmou que o governo federal não pretende repassar recursos para cobrir prejuízos do banco.

As propostas divulgadas indicam as principais linhas de discurso econômico e social da candidatura, mas deixam questões em aberto sobre a execução das medidas. Entre os pontos que ainda exigem esclarecimento estão a política de reajuste real do salário mínimo, eventuais mudanças no BPC e os efeitos de uma política de contenção de gastos sobre os programas sociais e a Previdência.

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