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Barranco solicita informações sobre fechamento de escola em Barra do Garças para “virar” instituição cívico-militar

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Foto: JLSIQUEIRA / ALMT

O deputado estadual Valdir Barranco (PT) usou o Plenário da Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT), nesta quarta-feira (1), para cobrar informações do secretário de Estado de Educação, Alan Porto, sobre o fechamento inexplicável da Escola Estadual Antônio Cristino Cortes, localizada em Barra do Garças (590 km de Cuiabá), para ser transformada em escola cívico-militar.

Membro titular da Comissão de Educação da Assembleia, o parlamentar tem recebido diversas mensagens de profissionais da educação, estudantes e pais dizendo que a Seduc usará o prédio da escola para modificar o seu método de ensino. “Exijo que o secretário Alan Porto responda esse questionamento, que não é meu, mas sim da comunidade escolar de Barra do Garças. Qual o sentido dessa mudança na instituição? Qual o fundamento? Os barra-garcenses exigem essa reposta bem esclarecida. Não é possível que a Seduc realize mais uma ação descabida sem consultar as pessoas afetadas diretamente com a decisão”, disse.

No requerimento nº 383/2022, Barranco ainda citou que a adoção de política autoritária em escolas públicas é incompatível com os princípios que regem o Estado Brasileiro. “Toda essa ideia de se alterar as escolas para os “métodos” militares é um verdadeiro retrocesso social, e remetem em restrições ao pensamento crítico e supressão da diversidade dos estudantes. Temos de reconhecer, e não suprimir, individualidades, promovendo a proteção integral de crianças e adolescentes e o respeito a seus direitos fundamentais, entre eles, o livre desenvolvimento da personalidade e o direito à educação como instrumento emancipatório”, explicou.

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Trecho do documento também aponta que Constituição Federal, em seu artigo 206, estabelece que o ensino deve ser ministrado com base na liberdade de aprender, ensinar, pesquisar e divulgar o pensamento, a arte e o saber, no pluralismo de ideias e de concepções pedagógicas e na gestão democrática do ensino público.

“Nessa mesma linha de pensamento e de defesa, o Estatuto da Criança e do Adolescente, sob a Lei nº 8.069/90, prevê, em seu artigo 17, o direito à inviolabilidade da integridade física, psíquica e moral da criança e do adolescente, abrangendo a preservação da imagem, da identidade, da autonomia, dos valores, ideias e crenças, dos espaços e objetos pessoais”, finalizou o deputado.

Fonte: ALMT

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POLÍTICA MT

Charge com IA coloca Wellington “conversando” com Lula e Dilma e entra na onda do humor eleitoral nas redes – veja o video 

Vídeo satírico usa inteligência artificial para criar diálogos fictícios e explora o apelido de “melancia”, usado por adversários do candidato do PL; montagem transforma provocações da campanha em humor nas redes sociais

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A inteligência artificial também virou ferramenta para o humor na reta final da eleição em Mato Grosso. Um vídeo em formato de charge digital que circula pelas redes sociais coloca o candidato ao Governo Wellington Fagundes (PL) em situações hilarias envolvendo o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e a ex-presidente Dilma Rousseff, ambos do PT.

Produzido com recursos de inteligência artificial e linguagem assumidamente caricatural, o conteúdo apresenta Wellington ao telefone e constrói diálogos  entre os políticos retratados.

A montagem deve ser entendida como sátira eleitoral: as falas, situações e conversas atribuídas aos personagens ao que tudo indica não é real e produzidas digitalmente.

Um dos elementos centrais da brincadeira é o apelido de “melancia”, expressão que já vem sendo utilizada por adversários de Wellington durante a campanha. O próprio candidato já respondeu publicamente ao rótulo, argumentando que sua atuação política sempre buscou resultados para Mato Grosso independentemente do partido que estivesse no Palácio do Planalto.

Na linguagem da provocação eleitoral, “melancia” faz referência à expressão “verde por fora e vermelho por dentro”, numa tentativa de associar a atual posição de Wellington no PL e sua proximidade com o campo bolsonarista às relações institucionais e políticas que manteve, em períodos anteriores, com governos do PT.

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No vídeo de humor, o apelido “melancia” vira praticamente um bordão. A charge explora justamente a ideia de Wellington ser “verde por fora e vermelho por dentro”, levando a provocação ao exagero ao criar conversas fictícias com Lula e Dilma.

Há, porém, nuances importantes na trajetória real do candidato. Wellington manteve interlocução com governos de diferentes orientações políticas, mas também votou pelo impeachment de Dilma Rousseff em 2016. O registro da Rádio Senado confirma sua participação na votação e sua posição favorável ao afastamento da então presidente.

Atualmente, Wellington está no PL e se posiciona como oposição ao governo Lula. Em 2023, por exemplo, registrou no Senado essa condição ao comentar uma visita do presidente a Rondonópolis. Já em julho deste ano, discursou sobre a convenção nacional do PL que anunciaria a candidatura presidencial de Flávio Bolsonaro.

É exatamente o contraste entre diferentes momentos da vida política do senador que fornece matéria-prima para a charge. A sátira exagera essas relações, cria situações inexistentes e transforma a disputa de narrativas da campanha em conteúdo de entretenimento.

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O formato mostra ainda uma nova realidade das eleições. As tradicionais charges políticas ganharam movimento, voz e capacidade de reproduzir de maneira artificial a aparência de figuras públicas. Por isso, a identificação do conteúdo como humor e inteligência artificial é fundamental para evitar que uma sátira seja interpretada como documento verdadeiro.

Entre memes, provocações e montagens, a inteligência artificial abriu uma nova frente no humor eleitoral. No caso de Wellington, a charge recupera o já conhecido apelido de “melancia” e transforma a provocação do “verde por fora e vermelho por dentro” em roteiro para uma conversa entre Lula, Dilma e Wellington, buscando arrancar risadas e repercussão nas redes sociais.

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