POLÍTICA MT
Avallone destaca trabalho da Assembleia no combate à Covid-19
Foto: FABLICIO RODRIGUES / ALMT
No dia 11 de março de 2020, a Organização Mundial de Saúde (OMS) declarava situação de pandemia pela abrangência global dos impactos causados pela covid-19. Começava ali um dos períodos mais desafiadores para a humanidade, que exigiu e continua a exigir muitos esforços dos agentes políticos de todos os Poderes, do setor produtivo e das forças vivas da sociedade organizada. Em Mato Grosso, a Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT) assumiu sua responsabilidade como representante dos cidadãos e coordenou um grande esforço para assegurar condições adequadas de combate ao coronavírus num estado de dimensões continentais.
Escolhido pelos parlamentares para presidir a Comissão Mista Observatório Socioeconômico da ALMT, criada em março de 2020 para acompanhar e propor medidas de enfrentamento à pandemia, o deputado Carlos Avallone (PSDB) coordenou ao longo destes dois anos uma série de ações que foram decisivas para proteger a população. Através da intermediação do Observatório, foi possível expandir a rede pública hospitalar fornecendo o atendimento médico necessário e equipamentos fundamentais como cilindros de oxigênio, máscaras, equipamentos de proteção para profissionais da saúde, respiradores e novas vagas em Unidades de Terapia Intensiva (UTIs).
O observatório também orientou os municípios na aceleração da vacinação, na compra de vacinas e insumos hospitalares diretamente, sempre respeitando a lei de responsabilidade fiscal. A Comissão ainda trabalhou para ajudar manter a atividade produtiva dentro das possibilidades de cada momento da pandemia, pensando especialmente na preservação dos empregos e no apoio às pequenas e médias empresas através de linhas de crédito e redução de tributos.
“Para mim tem sido gratificante coordenar este processo, com a confiança da Mesa Diretora, de meus colegas deputados, dos membros do Executivo, das prefeituras, câmaras municipais e do empresariado, numa grande corrente do bem que ajudou a preservar milhares de vidas”, disse Avallone.
Já em abril de 2020, a Assembleia Legislativa abriu mão de recursos próprios para custear a reforma e ampliação do Hospital Metropolitano, em Várzea grande, adaptado para o atendimento exclusivo a pacientes com covid. A população passou a contar com 278 leitos, sendo 238 clínicos e mais 40 leitos de UTI. Orçada em R$ 17 milhões, a obra contou com aporte financeiro no valor de R$ 10 milhões da Assembleia Legislativa.
Ciente da importância da vacina para barrar a pandemia, a Assembleia instalou em sua sede um dos maiores e melhores postos de vacinação do estado. A Central de Vacinação encerrou as atividades em dezembro último, depois de vacinar 118.810 pessoas. Com uma estrutura completa para atendimento por meio de uma equipe formada por servidores da Prefeitura de Cuiabá e do Legislativo estadual, o polo de vacinação chegou a atender mais de 1800 pessoas num único dia, funcionando em horários estendidos para facilitar o acesso do cidadão.
Setor produtivo – A parceria entre o Parlamento, Governo do Estado e empresariado, resultou em doações do setor produtivo que superaram os R$ 16 milhões, ou 75% do total de doações recebidas pelo Executivo para o combate à covid-19 em 2020. Já em abril daquele ano, por solicitação do Observatório, a Associação Mato-grossense dos Produtores de Algodão (Ampa) doou para os profissionais da saúde 900 mil máscaras, dois mil protetores faciais de acrílico, cinco mil óculos, quatro mil macacões e sete mil testes rápidos. Até o final de agosto, a Ampa havia doado quase R$ 7 milhões no combate à pandemia, quase um milhão de itens entregues ao governo estadual.
Além disso, muitos produtores do interior fizeram doações à rede pública municipal de saúde, incluindo recursos para UTIs em Sapezal, ampliação da Santa Casa de Rondonópolis e respiradores portáteis para diversos hospitais.
A parceria com a Federação das Indústrias do Estado de Mato Grosso (Fiemt), por meio do Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (Senai-MT), permitiu a manutenção e recuperação de centenas de respiradores, financiada pelo Tribunal de Contas do Estado. O Senai também produziu mais de 6 mil protetores faciais distribuídos a profissionais da Saúde e da Segurança Pública. Além disso, produziu mais de 2 milhões de máscaras simples em 2020, gerando renda para centenas de costureiras.
O Observatório ainda estimulou o trabalho da Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT), através do Departamento de Química, para produção de 55 mil litros de álcool gel distribuídos nos campus e hospitais públicos. O Fab.lab da Arquitetura, produziu mais de duas mil face Shields, videolaringoscópios e adaptadores para máscaras de mergulho, que auxiliam na respiração dos pacientes. Também foi reconhecido o trabalho dos servidores da Caixa Econômica Federal (CEF) no atendimento aos beneficiários do Auxílio Emergencial.
A campanha “Oxigênio Solidário”, que reuniu governo do Estado, Assembleia Legislativa e mais de 120 empresários, arrecadou o equivalente a R$ 1,134 milhão em equipamentos e produtos para atender as unidades de saúde, incluindo milhares de cilindros e cargas de oxigênio.
Especialistas em saúde pública ponderam que, no caso da covid-19, é difícil fazer estimativas confiáveis sobre o fim da pandemia, devido às características do vírus, à desigualdade das coberturas vacinais pelo mundo e às variantes virais que continuam surgindo.
“O Observatório da ALMT continua acompanhando a evolução dos casos no estado, felizmente hoje num patamar mais baixo como resultado do avanço da vacinação. Mas a pandemia não acabou e continuamos atentos e fazendo esta interlocução com os profissionais da saúde, os gestores públicos e a sociedade em geral”, finalizou Avallone.
POLÍTICA MT
Viúvo de Amália Barros considera ‘infeliz’ fala de dirigente do PL e defende retratação pública
A repercussão da declaração do presidente do PL em Mato Grosso, Ananias Filho, durante a convenção estadual do partido, continua produzindo desdobramentos. Em entrevista ao portal O Bom da Notícia, o empresário Thiago Boava, viúvo da ex-deputada federal Amália Barros e pré-candidato à Câmara dos Deputados pelo Partido Liberal, classificou como “infeliz” a fala do dirigente ao associar a morte da parlamentar à disputa eleitoral e afirmou que uma retratação pública seria o gesto mais adequado diante do episódio.
Na quarta-feira, durante entrevista coletiva concedida após a convenção da legenda, Ananias declarou que “Deus deu uma mão e levou uns lá para cima” ao comentar o espaço político aberto após a morte de Amália Barros, falecida em maio de 2024, aos 39 anos. A vaga na Câmara Federal passou a ser ocupada pelo primeiro suplente da legenda, Nelson Barbudo.
Embora procure interpretar a declaração como fruto de uma escolha inadequada de palavras, Boava admite que o resultado foi profundamente negativo. “Prefiro acreditar que faltou domínio das palavras, e não sensibilidade. Mas a repercussão mostra que a frase foi muito infeliz”.
O empresário afirmou ainda concordar com a reflexão apresentada no artigo “Quando uma palavra pública fere muito além da política”, publicado pela jornalista Marisa Batalha, segundo o qual determinadas declarações extrapolam a disputa eleitoral porque atingem valores humanos e simbólicos muito mais amplos.
Boava entende que as desculpas não precisam ser feitas à ele, ainda que admita seu desconforto. Porém, em uma eventual retratação deveria reconhecer o significado da trajetória construída por Amália e o esforço de tantas mulheres que enfrentam barreiras históricas para ocupar espaços de representação política.
“Não sinto necessidade de um pedido de desculpas para mim, nem acredito que seja isso que minha sogra espere. Mas penso que uma retratação seria importante pela memória da Amália e por todas as mulheres que travam diariamente essa batalha”.
Ele acrescentou que a rápida ascensão política da ex-deputada simbolizou uma conquista rara dentro de um ambiente ainda marcado por desigualdades. “A trajetória da Amália foi belíssima. Em tão pouco tempo ela conquistou um espaço que poucas lideranças conseguem construir ao longo de uma vida pública”.
Ao comentar os efeitos políticos da declaração, Boava também observou que um gesto de reconhecimento do erro contribuiria para a própria imagem do dirigente partidário. “Seria importante para ele também. As pessoas estão formando uma impressão sobre esse episódio, e reconhecer um equívoco demonstra grandeza.”
A declaração de Ananias repercutiu entre lideranças políticas, jornalistas e movimentos ligados à participação feminina na política. Alguns veículos de comunicação noticiaram o constrangimento provocado pela fala e destacaram o entendimento de Boava de que uma retratação pública seria o caminho mais adequado para encerrar o episódio.
Ao associar uma morte precoce à dinâmica eleitoral e à vontade divina, a declaração abriu um debate que ultrapassou os limites partidários e reacendeu discussões sobre responsabilidade institucional, cuidado com a linguagem e respeito à memória de mulheres que conseguiram romper barreiras históricas na política brasileira.
Amália Barros morreu em maio de 2024, aos 39 anos, no Hospital Vila Nova Star, em São Paulo, onde permaneceu internada em estado grave após complicações decorrentes de uma cirurgia para a retirada de um nódulo no pâncreas.
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