DERROTA NO TRE

Adelcino Lopo pede direito de resposta contra Folha de Mato Grosso e sofre derrota no TRE-MT

Justiça Eleitoral rejeita pedido do candidato a deputado estadual envolvendo reportagem baseada em elementos atribuídos a relatório da Polícia Civil; decisão ainda pode ser contestada

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O candidato a deputado estadual e ex-prefeito de Pontal do Araguaia, Adelcino Francisco Lopo, acionou a Justiça Eleitoral contra o portal Folha de Mato Grosso após a publicação de uma reportagem que mencionou seu nome em uma investigação relacionada a suspeitas envolvendo contratos públicos.

O pedido foi analisado pelo Tribunal Regional Eleitoral de Mato Grosso (TRE-MT), que negou o direito de resposta solicitado por Adelcino Lopo contra o Folha de Mato Grosso.

A decisão, assinada pelo juiz auxiliar da propaganda Marcelo Alexandre Oliveira da Silva Morgado, considerou que a reportagem estava baseada em elementos atribuídos a um relatório técnico parcial da Polícia Civil e apresentava ressalvas sobre o caráter ainda investigativo das informações.

Para a Justiça Eleitoral, não ficaram configurados, no caso analisado, os requisitos necessários para obrigar o Folha de Mato Grosso a publicar o direito de resposta pretendido pelo candidato.

O QUE ESTAVA EM DISCUSSÃO

A reportagem questionada por Adelcino foi publicada em 10 de setembro de 2026 com o título:

“Relatório da Polícia Civil cita Adelcino Lopo em suspeitas de favorecimento em contratos públicos.”

Conforme registrado na decisão, a matéria informou que as referências ao ex-prefeito apareciam em relatos de terceiros e destacou que, nos trechos analisados, não havia prova direta de que ele tivesse recebido valores.

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Adelcino alegou à Justiça Eleitoral que a manchete, a imagem utilizada e a chamada “FOI A MANDO DE ADELCINO” transmitiriam ao leitor uma conclusão mais grave do que aquela efetivamente demonstrada pelo conteúdo da investigação.

O TRE-MT, entretanto, entendeu que a expressão havia sido apresentada como uma fala atribuída a terceiro, e não como uma afirmação direta feita pelo Folha de Mato Grosso.

PEDIDO É JULGADO IMPROCEDENTE

Na análise do processo, a Justiça Eleitoral também examinou questões relacionadas à legitimidade do portal, aos elementos gráficos empregados na publicação e a outros pontos levantados durante a disputa judicial.

O entendimento foi de que título, imagem, chamada e conteúdo da reportagem deveriam ser analisados conjuntamente.

A Justiça Eleitoral concluiu que a publicação continha ressalvas suficientes para demonstrar que as informações se referiam a uma investigação e a suspeitas ainda submetidas à apuração.

Ao final, o pedido de direito de resposta formulado por Adelcino Lopo foi julgado improcedente em relação à reportagem indicada na ação.

Já os pedidos relacionados a redes sociais, vídeos e outras publicações que não teriam sido individualizados por URL foram extintos sem análise do mérito.

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“OPERAÇÃO CENÁRIO MONTADO”

A reportagem está relacionada a elementos de investigação da Polícia Civil de Mato Grosso envolvendo contratos públicos e conversas analisadas no curso do procedimento investigativo.

A decisão eleitoral, porém, possui alcance específico.

O TRE-MT não decidiu se Adelcino Lopo praticou ou não eventual irregularidade criminal. A análise realizada pela Justiça Eleitoral tratou do pedido de direito de resposta contra a reportagem publicada pelo Folha de Mato Grosso.

A própria decisão diferencia a discussão sobre o conteúdo jornalístico da apuração dos fatos investigados, que segue submetida às autoridades responsáveis.

Com o julgamento, o Folha de Mato Grosso venceu essa etapa da disputa judicial e não terá, por força dessa decisão, de conceder o direito de resposta solicitado pelo candidato.

Adelcino Lopo ainda poderá questionar a decisão pelas vias processuais cabíveis, observados os requisitos e prazos previstos na legislação.

A decisão do TRE-MT não representa conclusão sobre eventual responsabilidade criminal do candidato. O Tribunal analisou especificamente o direito de resposta e concluiu que, no caso submetido à Justiça Eleitoral, não estavam presentes os requisitos para sua concessão.

Propaganda

POLÍTICA MT

Candidatos ao Senado apostam em servidores, segurança e pautas sociais na TV

Programas desta segunda-feira (21) destacaram diferentes propostas e trajetórias dos candidatos que disputam duas vagas por Mato Grosso

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O horário eleitoral gratuito para o Senado em Mato Grosso voltou a reunir, nesta segunda-feira (21), discursos direcionados a diferentes segmentos do eleitorado. Servidores públicos, segurança, proteção social, saúde, investimentos e direitos das mulheres estiveram entre os principais temas apresentados pelos candidatos. A propaganda para o cargo de senador é exibida às segundas, quartas e sextas-feiras, conforme as regras da Justiça Eleitoral.

Entre os candidatos, Pedro Taques (PSB) voltou a abordar sua atuação em defesa de servidores públicos e mencionou o caso dos empréstimos consignados. Na propaganda, afirmou que pretende atuar para recuperar valores que, segundo sua campanha, foram perdidos por servidores afetados pelo problema.

Janaina Riva (MDB) também direcionou seu programa ao funcionalismo público. A candidata falou sobre o endividamento dos servidores e apresentou propostas relacionadas à Revisão Geral Anual (RGA), além de destacar sua trajetória política e sua atuação como mulher na Assembleia Legislativa.

Carlos Fávaro (PSD) utilizou o espaço para apresentar propostas relacionadas à saúde, infraestrutura e questões trabalhistas. Entre as medidas citadas pela campanha está o posicionamento favorável ao fim da escala de trabalho 6×1.

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Já Mauro Mendes (União) voltou a apresentar resultados de sua passagem pelo Governo de Mato Grosso e mencionou investimentos realizados durante sua gestão. A propaganda também trouxe referência a levantamento eleitoral apresentado pela campanha.

SEGURANÇA E PROTEÇÃO SOCIAL

Margareth Buzetti (PP) concentrou o discurso em pautas relacionadas à proteção de mulheres, crianças e idosos. A candidata voltou a defender mecanismos de integração entre órgãos públicos para facilitar a identificação de situações de risco e ampliar a atuação das forças de segurança.

Antônio Galvan (Avante), por sua vez, manteve o discurso voltado à defesa da família e apresentou sua trajetória no setor produtivo. A campanha também reforçou sua identificação com o agronegócio.

José Medeiros (PL) teve espaço reduzido no programa desta segunda-feira após a decisão que determinou a compensação de tempo para Janaina Riva. O candidato voltou a questionar a mudança na distribuição da propaganda entre os dois integrantes da mesma coligação. 

A disputa pelo tempo de televisão entre Medeiros e Janaina começou após questionamentos judiciais sobre a divisão inicialmente adotada pela coligação. O Supremo Tribunal Federal determinou que o espaço fosse dividido igualmente entre os dois candidatos, e posteriormente o TRE-MT determinou a compensação do tempo que Janaina havia deixado de receber no início da campanha. 

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Os demais candidatos ao Senado também seguem utilizando o horário eleitoral para apresentar propostas e reforçar suas principais bandeiras. Mato Grosso elegerá dois senadores nas eleições de 2026, e a propaganda eleitoral gratuita do primeiro turno segue até 1º de outubro. 

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