POLÍTICA MT

Audiência pública discute ação contra leis estaduais de criação de escolas militares

Publicados

em

Foto: Ronaldo Mazza

Na tarde desta quarta-feira (7), a Assembleia Legislativa de Mato Grosso discutiu em audiência pública a ação proposta pelo Partido dos Trabalhadores (PT), em novembro, contra leis estaduais que disciplinam criação de escolas militares, objetivo da legenda é que elas sejam declaradas inconstitucionais. Requerente da audiência, o deputado Gilberto Cattani (PL) é favorável à manutenção das duas normas (Leis 10.922/2019 e 11.273/2020) questionadas na justiça.

Participaram do debate estudantes, professores, parlamentares eleitos, diretores e coordenadores de escolas militares do estado, representantes do Governo Estadual e de conselhos de segurança, entre outros interessados. Em defesa das escolas cívico-militares, os presentes lembraram que a gestão das unidades é compartilhada com a Secretaria Estadual de Educação (Seduc/MT) e ainda que o recurso recebido é igual a de outras escolas.

O secretário de Educação de Mato Grosso, Alan Porto, afirmou que ficou surpreso quando soube da ação contra as legislações e reforçou que o poder executivo estadual tem trabalhado pela ampliação dessas unidades de ensino. “No Programa Educação 10 anos há 30 políticas públicas e mais de 135 projetos, inclusive está prevista a ampliação do número de escolas cívico-militares”, disse. De acordo com o titular da Seduc/MT, a meta do planejamento é que o estado chegue a ter 60 escolas do tipo, hoje são 27. 

Porto também ressaltou que entre as 10 escolas com melhor desempenho em Mato Grosso, estão sete colégios cívico-militares. O argumento de boa qualidade no ensino foi reiterado por gestores dessas unidades como o diretor de Ensino, Instrução e Pesquisa do Corpo de Bombeiros Militar, cel. BM Gledson Vieira Bezerra. “A Escola Dom Pedro II de Alta Floresta tem nota 6,7 enquanto a média das escolas estaduais é de 3,6 ou 3,7. Temos excelentes resultados, o material utilizado é comparável aos de escolas particulares”, destacou o militar.

Leia Também:  ALMT reconhece dedicação de voluntários da Cruz Vermelha em Mato Grosso

Estudante do Colégio Tiradentes de Várzea Grande Danilo Campos de Jesus declarou que teve mudanças de comportamento após frequentar a unidade. “Mudou minha maneira de pensar, de lidar com disciplina. Acho que ensinam muito mais, correm atrás, ajudam, cobram. Temos jogos militares, competições. É uma escolha de cada um estar lá, deve ser uma escolha do povo”, defendeu.

Ex-comandante-geral da Polícia Militar e deputado federal eleito, o coronel Jonildo José de Assis avaliou “ser importante uma audiência dessa envergadura” para discutir o tema. “A escola militar não é melhor, nem pior. É um modelo de escola entre outros que existem, é uma opção oferecida para a população, que só se torna realidade com a partir do desejo da comunidade. E há um poder transformador até no entorno da escola, onde existia consumo de drogas, agora há cantinas no caso de Várzea Grande. Hoje há fila de espera para estudar nas escolas militares”, disse.

“Na nossa escola não tem evasão, o aluno entra e vai até o término do ensino médio. Já chegamos a receber mil pedidos de matrícula em vinte dias. Nós teríamos de abrir mais escolas para atender a demanda”, garantiu o diretor da Escola Tiradentes em Cuiabá, Cel PM RR Zacarias Conceição Vitalino. “Alguns pais não entendem a disciplina militar, mas todo lugar tem hierarquia e disciplina, nas empresas, outros ambientes”, concluiu.

Leia Também:  Reivindicações e debate técnico marcam audiência pública para discutir a MT-251

Por solicitação do deputado Gilberto Cattani, o procurador da Assembleia Gustavo Coelho explicou que os argumentos a favor da manutenção das leis já foram apresentados à justiça. “Procuramos demonstrar que há liberdade de pensamento e de expressão nas escolas cívico-militares, que representam uma nova forma de pensa a educação no Brasil. Também discutimos que há competência para legislar nessa área é concorrente e não somente da União e que as leis estão de acordo com decreto federal”, explicou. 

“Tudo que foi registrado aqui nós pretendemos apresentar ao judiciário para que entendam a importância da manutenção dos colégios militares no nosso estado. As escolas militares são magníficas e não podemos perder isso”, entende Cattani.

Fonte: ALMT

Propaganda

POLÍTICA MT

Jovem de Mato Grosso assina com o Palmeiras após se destacar no futebol paranaense

Atacante de São José dos Quatro Marcos começou a jogar aos 5 anos, ganhou projeção no PSTC e agora passa a integrar as categorias de base do clube paulista

Publicados

em

O jovem Weverton Rayan, de São José dos Quatro Marcos (MT), deu um importante passo na carreira esportiva ao assinar contrato com o Palmeiras. O atacante passou a integrar as categorias de base do clube paulista após chamar atenção pelo desempenho apresentado no futebol paranaense.

A trajetória do jogador começou ainda na infância, aos 5 anos, na Escolinha Furação, comandada pelo professor Agnaldo, em sua cidade natal. Desde cedo, Weverton participou de campeonatos e passou a buscar oportunidades em avaliações realizadas fora de Mato Grosso.

Aos 11 anos, surgiu a chance de participar de uma avaliação no Trieste, em Curitiba. Aprovado, o atleta se mudou para a capital paranaense acompanhado da família. Durante cerca de um ano e quatro meses, permaneceu no Paraná e também passou por avaliações em outros clubes, mas não conseguiu aprovação.

Diante das dificuldades, a família retornou para São José dos Quatro Marcos, onde Weverton retomou os treinamentos na Escolinha Furação.

Destaque no futebol paranaense

Uma nova oportunidade apareceu posteriormente no PSTC, em Londrina (PR). O atacante foi aprovado em uma avaliação e passou a disputar o Campeonato Paranaense de base pela equipe.

Leia Também:  Reivindicações e debate técnico marcam audiência pública para discutir a MT-251

Foi durante essa passagem que Weverton ganhou maior projeção. O desempenho ofensivo e a quantidade de gols fizeram com que ele se destacasse e terminasse a competição como artilheiro.

A evolução também chamou a atenção do empresário Claudio Mattos, que passou a acompanhar e apoiar a carreira do jovem atleta.

Sonho de chegar a um grande clube

O bom desempenho no PSTC abriu caminho para a transferência ao Palmeiras. O jogador foi negociado com o clube paulista, assinou o contrato na semana passada e passou a fazer parte da estrutura das categorias de base.

Para a mãe, Jéssica Batista Rogério, a chegada do filho ao Palmeiras representa a realização de um sonho construído ao longo de anos de dedicação da família.

“Significa a realização de um dos maiores sonhos dele e a certeza de que todo o esforço, cuidado e sacrifício valeram a pena. Estamos muito orgulhosos”, afirmou.

Nesta nova etapa, Weverton ficará alojado na estrutura do Palmeiras. Os pais, Jéssica e Wesley Nora Gonçalves, permanecerão em Mato Grosso por enquanto. A família não planeja se mudar para São Paulo neste momento.

Leia Também:  Comissão de Segurança realiza 1ª reunião e vota 29 proposições

A chegada ao clube paulista marca mais um capítulo na trajetória do jovem mato-grossense, que começou nos campos de São José dos Quatro Marcos, passou pelo futebol paranaense, ganhou destaque no PSTC e agora busca construir seu caminho nas categorias de base de um dos principais clubes do futebol brasileiro.

Continue lendo

política mt

mato grosso

policial

PICANTES

MAIS LIDAS DA SEMANA