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Assembleia e MTPrev debatem metodologia e resultados atuarial da revisão da faixa de isenção

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Atualmente, a faixa de isenção de impostos da alíquota previdenciária atinge os aposentados que ganham até R$ 3 mil. O objetivo da PEC é ampliar essa faixa

Foto: Marcos Lopes

A Assembleia Legislativa do Estado de Mato Grosso realizou hoje (22/12), reunião híbrida com representantes do MTPrev, órgão responsável pela previdência e aposentadoria dos servidores públicos estaduais. O evento foi requerido pelo deputado Carlos Avallone (PSDB), presidente da Comissão de Fiscalização, Acompanhamento e Execução Orçamentária (CFAEO) do Poder Legislativo.

O evento teve como principal objetivo debater os cálculos do Projeto de Emenda Constitucional 7/2022, a PEC dos Aposentados. Também foi tratada a metodologia e resultados dos impactos atuarial das propostas da revisão da faixa de isenção apresentados pelo Legislativo estadual. Após a reunião, ficou definido que a assessoria do deputado Avallone vai se reunir com a equipe técnica da CFAEO para propor que as Lideranças Partidárias apresentem um Projeto de Lei Complementar (PLC) complementando a Lei 202/2004.

“O MTPrev esclareceu muita coisa, mas ainda há diversos aspectos que precisam ser solucionados. Vamos levar, em fevereiro de 2023, uma proposta a mais ao governo, em cima de números. Discutimos bastante e tiramos muitas dúvidas. Vamos continuar nos reunindo com a equipe técnica da Assembleia e do MTPrev para saber o que podemos fazer juridicamente para melhorar a situação”, revelou o deputado.

Atualmente, a faixa de isenção de impostos da alíquota previdenciária atinge os aposentados que ganham até R$ 3 mil. O objetivo da PEC é ampliar essa faixa para quem recebe até pouco mais de R$ 7 mil, que é o teto do INSS.

Em sessão ordinária do dia 7 de dezembro último, a PEC não foi aprovada na ALMT. Foram 13 votos a favor, oito contra e cinco faltas. Porém, para aprovação, eram necessários 15 deputados favoráveis à PEC, que recebeu parecer contrário da Comissão de Constituição, Justiça  e Redação da Casa.

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“Convidamos a diretoria do MTPrev para discutir o real impacto; o que nós estamos levantando tem diferença de entendimento com os cálculos que foram colocados pelo governo, por meio do MTPrev”, revelou Avallone.

A PEC 07/2022, em tramitação desde junho no Parlamento estadual, propõe a inserção do artigo nº 140 H à Constituição Estadual. A proposta altera a alíquota de contribuição previdenciária paga atualmente pelos aposentados e pensionistas. A emenda retoma a cobrança previdenciária apenas aos benefícios e pensões que superem o limite máximo estabelecido pelo Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), que hoje é de R$ 7.087,22.

“Gosto muito de estudar os assuntos e por isso convidamos o MTPrev para fazer as explicações. Acredito que tem um erro de entendimento mesmo na forma de apresentação. Até acho que a análise que o MTPrev faz é baseada no balanço do órgão, e a nossa análise é saber qual é o impacto do governo, porque o MTPrev é parte do governo, a parte que cuida da previdência”, apontou ele.

De acordo com o parágrafo único da PEC, a contribuição previdenciária não poderá incidir sobre a parcela dos proventos que esteja abaixo do limite máximo estabelecido do Regimento Geral de Previdência Social, mesmo que temporariamente e independente da situação atuarial.

“Não há nenhuma dúvida em relação ao trabalho do MTPrev. Conheço e respeito o serviço do órgão, mas como precisamos convencer o governador que necessitamos chegar até ao teto do INSS, temos que esclarecer os números para mostrar qual é o impacto nas contas do governo”, disse o parlamentar.

Na oportunidade, o diretor presidente do MTPrev, Elinton Oliveira fez uma explanação dos números do MTPrev ao longo dos anos. “É de interesse do órgão deixar muito esclarecido, porque somos uma autarquia do Estado. Recebemos a contribuição do servidor ativo, inativo, recebemos o aporte que o Estado faz, e recebemos a contribuição patronal do Estado, porque o aporte é diferente da contribuição patronal, que é duas vezes o valor que o segurado contribui. Tudo que arrecadamos do inativo, o Estado vai e coloca duas vezes o valor, assim como os dos ativos”, disse o diretor presidente.

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De acordo com Avallone, existe um déficit da Previdência estadual que já foi de R$ 66 bilhões e que hoje está em torno de R$ 30 bilhões. A redução, segundo o parlamentar, é porque o cálculo retirou dessa contagem a aposentaria dos militares.

“O déficit baixou, chegou a R$ 24 bilhões, mas quando foi aprovada a isenção de 14% até três salários mínimos o déficit aumentou, que hoje é de R$ 30 bilhões. Agora, com a aprovação da PEC ou de outra proposta a tendência é de o déficit aumentar mais um pouco”, explicou Avallone.

Segundo dados do MTPrev, o impacto de uma nova isenção seria de mais de R$ 700 milhões para os cofres públicos. Porém, um estudo feito por equipe da ALMT a pedido do deputado Avallone, apontou que o impacto, na realidade, seria de pouco mais de R$ 100 milhões.

Proposta e consequências

A PEC proposta pelos deputados prevê a isenção da contribuição previdenciária para servidores públicos aposentados que ganham até R$ 7.087,22. Atualmente, para quem ganha entre R$ 3.500 e R$ 9.000, a alíquota é de 14% sobre a diferença desses valores. Ou seja, quem tem salário de R$ 4 mil, contribui com 14% em cima de R$ 500.

Segundo o MT Prev, a aprovação da PEC pode causar um prejuízo de R$ 700 milhões aos cofres do Estado em 2023. O governador Mauro Mendes não enviou contraproposta à Casa e, garantiu, alguns dias atrás, que a retirada do montante das contas públicas prejudicaria toda a população.

Para o encontro foram convidados o presidente do MTPrev, Elinton Oliveira; o técnico do órgão, Leonardo Stelmo e representantes de sindicatos.

Fonte: ALMT

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Mauro com 37% no primeiro voto e Janaína com 20% no segundo mantêm destaque na corrida pelo Senado em MT

A nove dias das eleições, ex-governador registra 37% na primeira escolha dos eleitores, enquanto deputada estadual alcança 20% na segunda; ambos também apresentam crescimento na soma das intenções de voto

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A corrida pelas duas vagas ao Senado Federal em Mato Grosso chega à reta final com Mauro Mendes (União Brasil) e Janaína Riva (MDB) ocupando posições de destaque na pesquisa Quaest divulgada nesta sexta-feira (25).

O ex-governador registra 37% das intenções de voto na primeira escolha dos entrevistados, enquanto a deputada estadual alcança 20% na segunda escolha, conforme os números do levantamento realizado entre os dias 21 e 24 de setembro.

A nove dias das eleições, Mauro e Janaína aparecem com os maiores percentuais nas respectivas modalidades, em um cenário que também registra crescimento dos dois candidatos em relação ao mês anterior.

Na pesquisa de agosto, Mauro tinha 36% na primeira escolha. Agora, aparece com 37%. Janaína, por sua vez, passou de 17% para 20% na segunda escolha dos eleitores.

Os números indicam que ambos mantêm presença expressiva na disputa pelas duas cadeiras que Mato Grosso terá direito a renovar no Senado Federal.

MAURO REGISTRA 37% NA PRIMEIRA ESCOLHA

Mauro Mendes aparece com 37% das intenções de voto quando os entrevistados são questionados sobre sua primeira escolha para o Senado.

Janaína Riva registra 19%, seguida por José Medeiros, com 11%. Pedro Taques e Carlos Fávaro aparecem com 8% cada.

A diferença numérica entre Mauro e Janaína na primeira escolha é de 18 pontos percentuais.

Na comparação com agosto, Mauro avançou um ponto percentual, enquanto Janaína manteve os mesmos 19%.

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O percentual de indecisos caiu de 18% para 11%, indicando uma redução no número de entrevistados que ainda não definiram sua primeira escolha.

JANAÍNA ALCANÇA 20% NA SEGUNDA ESCOLHA

A deputada estadual Janaína Riva aparece com 20% das intenções de voto quando os entrevistados indicam sua segunda escolha para o Senado Federal.

Mauro Mendes registra 16%, seguido por Pedro Taques, com 10%, José Medeiros, com 8%, e Carlos Fávaro, com 7%.

Janaína avançou três pontos percentuais em relação ao levantamento anterior, quando registrava 17% na segunda escolha.

Mauro também apresentou crescimento nessa modalidade, passando de 12% para 16%.

Os números mostram que os dois candidatos ampliaram seus percentuais na segunda escolha, enquanto 25% dos entrevistados ainda permanecem indecisos sobre essa vaga.

MAURO E JANAÍNA TAMBÉM CRESCEM NA SOMA DAS INTENÇÕES DE VOTO

Outro indicador apresentado pela Quaest considera conjuntamente as duas escolhas dos entrevistados.

Nesse cenário, Mauro Mendes registra 27% das intenções de voto, contra 24% no levantamento anterior.

Janaína Riva aparece com 19%, ante 18% em agosto.

Pedro Taques e José Medeiros registram 9% cada, enquanto Carlos Fávaro aparece com 8%.

Mauro avançou três pontos percentuais na soma das intenções de voto, enquanto Janaína cresceu um ponto. A diferença numérica entre os dois é de oito pontos percentuais.

O levantamento combinado também registra redução dos indecisos, que passaram de 25% para 18%.

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ELEITORES CAMINHAM PARA DEFINIÇÃO DOS DOIS VOTOS

A pesquisa também apresenta um dado sobre o grau de decisão do eleitorado mato-grossense.

Segundo o levantamento, 63% dos entrevistados afirmam que sua escolha para o Senado já é definitiva.

Outros 37% admitem que ainda podem mudar de candidato até o primeiro turno, marcado para 4 de outubro.

Com duas vagas em disputa, cada eleitor poderá escolher dois candidatos diferentes para representar Mato Grosso no Senado Federal pelos próximos oito anos.

A renovação deste ano alcançará 54 das 81 cadeiras da Casa, correspondentes a dois terços de sua composição.

RETA FINAL DA DISPUTA

Os resultados da Quaest mostram que Mauro Mendes registra o maior percentual na primeira escolha, enquanto Janaína Riva aparece com o maior percentual na segunda.

Na soma das intenções de voto, ambos também apresentaram crescimento em relação ao levantamento anterior.

A pesquisa retrata um cenário em que Mauro e Janaína ocupam posições de destaque na disputa pelo Senado, enquanto os demais candidatos buscam ampliar suas intenções de voto nos últimos dias antes das eleições.

A Quaest ouviu 804 pessoas com 16 anos ou mais entre os dias 21 e 24 de setembro. A margem de erro é de três pontos percentuais, para mais ou para menos, com nível de confiança de 95%.

O levantamento está registrado na Justiça Eleitoral sob o número MT-08098/2026.

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