POLÍTICA MT
Articulação de João Batista resulta em melhorias na infraestrutura da escola Rafael Rueda
Foto: LUCIENE LINS
A Escola Estadual Professor Rafael Rueda, localizada no bairro Pedra 90, em Cuiabá, foi contemplada com uma reforma no telhado do prédio, que abriga mais de 200 alunos da rede pública de ensino. A obra estrutural foi realizada após articulação do deputado estadual João Batista do Sindspen (Pros) junto à Secretaria de Estado de Educação (Seduc).
De acordo com João Batista, as tratativas realizadas deram celeridade ao envio do ‘recurso descentralizado’, uma ferramenta financeira que a Seduc destina para escolas realizarem intervenção física, preventiva e corretiva na infraestrutura.
“Visitamos a escola no ano passado e a diretora nos apresentou as demandas emergenciais. A partir daí, nossa equipe técnica legislativa atuou na cobrança e prestou todo apoio necessário para que a escola recebesse o recurso. Gostaria de agradecer os profissionais da Seduc, que prontamente aprovaram a utilização do valor financeiro para a realização das devidas melhorias no local”, informou o deputado.
A diretora da unidade, Áurea Ferreira de Souza, destaca que a escola ainda precisa de várias intervenções, dentre elas, a conclusão da segunda etapa do telhado, além de melhorias na biblioteca, refeitório e na quadra poliesportiva.
“Nossa escola, há alguns anos, não passava por melhorias, e necessitava com urgência de adequações no telhado para segurança dos alunos. Enfrentávamos sérios problemas no período de chuva, que a partir de agora, ficarão no passado. Vale ressaltar que o apoio do deputado João Batista foi fundamental para conseguir destravar esse recurso descentralizado. Somos extremamente gratos ao apoio dele junto à nossa escola”, concluiu a diretora.
Recursos descentralizados – A Secretaria de Estado de Educação (Seduc) informou que entre os serviços que podem ser feitos por meio da ferramenta, está a manutenção de cozinhas e banheiros, as chamadas áreas molhadas. Também pode ser utilizado para adequação ou substituição pontuais de forro e pendurais, reparos pontuais no revestimento cerâmico, parte elétrica e hidráulica, em muros, cercas, alambrados, além revitalização da pintura, entre outros.
A solicitação do recurso deve ser feita via sistema SigEduca, módulo de Gestão de Estrutura Escolar (GEE), no site da Seduc (www.seduc.mt.gov.br).
A escola precisa enviar um requerimento apontando os motivos e justificativa pelos quais necessita do recurso. São necessários três orçamentos dos materiais e ou serviços a serem realizados. O responsável também terá que inserir fotos que comprovem a necessidade do recurso, entre outras determinações.
POLÍTICA MT
Prefeita de VG chama de “inverdade” fala de Wellington sobre R$ 300 milhões e expõe novo racha no partido
Flávia Moretti contesta candidato do próprio PL, apresenta números oficiais da Prefeitura e afirma que município recebeu R$ 62,4 milhões; divergência amplia crise interna após prefeitos liberais aderirem a Otaviano Pivetta
O racha dentro do PL de Mato Grosso ganhou um novo e explosivo capítulo em plena campanha eleitoral. Desta vez, a divergência deixou o campo das declarações de apoio e avançou para uma disputa pública sobre recursos destinados a Várzea Grande.
A prefeita Flávia Moretti (PL), que já contrariou a orientação partidária ao declarar apoio à reeleição do governador Otaviano Pivetta (Republicanos), rebateu uma declaração do senador e candidato ao Governo Wellington Fagundes, seu correligionário, sobre o volume de recursos destinados ao município.
Wellington afirmou, durante entrevista à Band FM, que a bancada federal de Mato Grosso teria destinado “quase R$ 300 milhões” para Várzea Grande, considerando as gestões do ex-prefeito Kalil Baracat (MDB) e da atual prefeita.
A resposta veio diretamente da administração de Moretti.
Em nota, a Prefeitura de Várzea Grande classificou a afirmação como uma “inverdade” e afirmou que o montante apresentado pelo candidato não corresponde ao dinheiro efetivamente repassado aos cofres municipais.
Segundo os números divulgados pela Prefeitura, as emendas estaduais e federais efetivamente recebidas, executadas e pagas em 2025 e 2026 totalizam R$ 45.216.906,06.
Quando também são contabilizados repasses dos governos Estadual e Federal, conforme a administração municipal, o total chega a R$ 62.495.852,79 — menos de um quarto dos quase R$ 300 milhões mencionados por Wellington.
A Prefeitura ainda destacou que recursos anunciados, prometidos ou destinados politicamente não significam necessariamente dinheiro que efetivamente entrou no caixa municipal.
“Recursos anunciados ou prometidos por políticos não são sinônimo de dinheiro efetivamente transferido”, sustentou a gestão municipal.
A administração acrescentou que existem obras executadas diretamente pelo Governo do Estado que beneficiam Várzea Grande, mas cujos recursos não passam pelos cofres municipais.
Para a Prefeitura, portanto, falar em quase R$ 300 milhões exige demonstrar quanto efetivamente foi transferido ao município.
“Os números oficiais estão disponíveis e mostram uma realidade muito diferente da anunciada”, afirmou a gestão de Flávia Moretti.
WELLINGTON DEFENDE RECURSOS ARTICULADOS
Wellington, por sua vez, apresentou uma relação de investimentos que afirma ter ajudado a viabilizar para Várzea Grande. Entre eles estão R$ 87 milhões do PAC para obras de esgotamento sanitário, além de R$ 4,7 milhões para pavimentação e drenagem e R$ 28 milhões destinados ao viaduto Mário Andreazza.
O candidato também afirmou ter articulado mais de R$ 20 milhões para aquisição de equipamentos.
A divergência está justamente na contabilização. Enquanto Wellington considera recursos articulados e investimentos destinados ao município, a Prefeitura sustenta que é necessário separar anúncios, obras executadas por outros entes e dinheiro efetivamente recebido pelo caixa municipal.
DEBANDADA AUMENTA PRESSÃO SOBRE WELLINGTON
O embate ganha uma dimensão ainda maior por ocorrer entre duas das principais figuras do PL em Mato Grosso e em meio a uma sequência de dissidências enfrentadas pela candidatura de Wellington.
Flávia Moretti já declarou apoio a Otaviano Pivetta, adversário direto de Wellington na disputa pelo Governo.
Ela não está sozinha. Outros prefeitos ligados ao PL também decidiram apoiar Pivetta, entre eles Cláudio Ferreira, de Rondonópolis; Sérgio Machnic, de Primavera do Leste; Edilson Piaia, de Campo Novo do Parecis; Carlão Borchardt, de Tabaporã; e Emerson Sabatine, de Itanhangá.
A situação provocou reação da direção estadual do partido. O presidente do PL em Mato Grosso, Ananias Filho, anunciou que procedimentos internos contra os gestores dissidentes estavam sendo preparados, embora tenha ressaltado que os envolvidos terão direito ao contraditório e à ampla defesa.
O que antes era um racha essencialmente eleitoral agora se transforma também em confronto público de versões. Flávia Moretti não apenas deixou de apoiar o candidato do próprio partido como sua administração passou a contestar oficialmente uma das principais declarações de Wellington sobre investimentos em Várzea Grande.
Em plena reta eleitoral, a guerra dos números coloca novamente o PL diante de sua divisão interna: Wellington tenta consolidar seu palanque, enquanto prefeitos da própria legenda seguem apoiando Pivetta e, agora, uma deles acusa de “inverdade” uma afirmação feita pelo candidato do partido ao Governo.
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