Natasha vs Pivetta

Após questionamento de Natasha sobre violência contra mulher, Pivetta destaca ações do governo para proteção às mulheres

Durante debate, candidata citou episódio envolvendo o governador; Pivetta afirmou que nunca cometeu violência contra mulher e lembrou que foi inocentado.

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O tema da violência contra a mulher voltou a provocar confronto entre os candidatos ao Governo de Mato Grosso durante o debate eleitoral. A candidata Natasha Slhessarenko questionou Otaviano Pivetta sobre o episódio envolvendo uma denúncia de violência doméstica registrada em 2021. Pivetta negou ter cometido violência contra uma mulher e afirmou que foi inocentado nas instâncias em que o caso tramitou. O episódio, que teve repercussão à época, terminou com o arquivamento dos procedimentos. Em julho deste ano, Pivetta voltou a falar publicamente sobre o assunto e declarou ter sido inocentado tanto em Santa Catarina quanto em Mato Grosso.

A discussão durante o debate também trouxe à tona as políticas públicas desenvolvidas pelo Governo de Mato Grosso para a proteção das mulheres. Ao longo da gestão de Mauro Mendes e Otaviano Pivetta, o Estado implantou e ampliou iniciativas nas áreas de assistência social, segurança, prevenção à violência e autonomia financeira.

Entre as principais ações está o SER Família Mulher, programa coordenado pela Secretaria de Estado de Assistência Social e Cidadania (Setasc) e idealizado pela primeira-dama Virgínia Mendes. A iniciativa atende mulheres vítimas de violência doméstica que possuem medida protetiva e se encontram em situação de vulnerabilidade. Entre os mecanismos previstos está o auxílio-moradia de R$ 600 mensais, destinado a despesas básicas e que pode ser concedido por até 12 meses, conforme os critérios estabelecidos pelo programa. Dados do Governo de Mato Grosso apontaram que, em 2024, foram realizados mais de R$ 2,2 milhões em repasses relacionados ao auxílio-moradia, beneficiando centenas de mulheres.

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Na área da segurança pública, a política estadual inclui o fortalecimento da rede de proteção e o acompanhamento de mulheres que possuem medidas protetivas. Entre as iniciativas está a Patrulha Maria da Penha, voltada ao acompanhamento dessas mulheres e à fiscalização do cumprimento das determinações judiciais. O Estado também mantém estruturas especializadas de atendimento, incluindo delegacias especializadas, núcleos de atendimento e Salas Lilás, destinadas a proporcionar um ambiente especializado para mulheres durante procedimentos periciais relacionados a casos de violência.

Em 2026, o Governo de Mato Grosso também lançou o programa Mato Grosso em Defesa das Mulheres, com a proposta de integrar diferentes órgãos e instituições no enfrentamento à violência de gênero. A iniciativa reúne medidas de prevenção, acolhimento e proteção e envolve órgãos do Executivo, Legislativo e Judiciário, além de concentrar informações e serviços destinados às mulheres.

Outra frente de atuação são as ações itinerantes, como a Van Lilás e as expedições do SER Família Mulher. A proposta é levar orientação, atendimento e informações sobre direitos e mecanismos de proteção para mulheres que vivem em municípios do interior e regiões onde o acesso aos serviços especializados pode ser mais difícil. As ações também buscam fortalecer a atuação das redes municipais de proteção e ampliar o conhecimento das mulheres sobre os canais disponíveis para denúncia e atendimento.

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Além da proteção imediata, o governo também mantém iniciativas voltadas à autonomia econômica. Programas de capacitação profissional são utilizados como estratégia para ampliar as possibilidades de inserção no mercado de trabalho e geração de renda, especialmente para mulheres em situação de vulnerabilidade. A proposta é que a qualificação profissional contribua para reduzir a dependência financeira e ofereça novas possibilidades para mulheres que buscam reconstruir suas vidas após situações de violência.

A política estadual, portanto, reúne diferentes frentes de atuação, como auxílio financeiro, moradia, atendimento especializado, acompanhamento de medidas protetivas, prevenção, capacitação profissional e ações itinerantes. No debate eleitoral, a violência contra a mulher apareceu associada ao histórico político dos candidatos, com Pivetta sendo questionado sobre o episódio de 2021 e respondendo que nunca cometeu violência contra uma mulher e que o caso teve desfecho favorável a ele. Paralelamente, os programas desenvolvidos durante a gestão estadual colocam em evidência uma estrutura de políticas públicas voltada ao atendimento, à prevenção da violência e à ampliação da autonomia das mulheres em Mato Grosso.

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POLÍTICA MT

Em debate quente, Wellington e Natasha miram Pivetta, que reage: “jogo combinado”

Governador também critica trajetória política de senador e enfrenta adversários em discussões sobre saúde, habitação, incentivos fiscais e obras

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Os três principais candidatos ao Governo de Mato Grosso participaram, na noite desta terça-feira (29), de um debate promovido pela TV Centro América. Otaviano Pivetta (Republicanos), Wellington Fagundes (PL) e Natasha Slhessarenko (PSD) apresentaram propostas e trocaram críticas em discussões que envolveram saúde, segurança, funcionalismo público, infraestrutura, habitação e incentivos fiscais.

Logo no primeiro bloco, a saúde esteve entre os principais assuntos. Pivetta questionou Natasha sobre as prioridades para o setor. A candidata afirmou que pretende reduzir as filas por consultas, exames e procedimentos e defendeu uma mesa permanente de negociação com os servidores públicos. Também apresentou propostas relacionadas às creches, ao combate à violência contra a mulher e à ampliação do efetivo policial.

Na resposta, Pivetta destacou investimentos realizados durante a atual gestão e citou a abertura da Santa Casa, do Hospital Central e do Hospital Regional de Alta Floresta. O governador também afirmou que o tempo médio de espera na rede estadual teria diminuído. Natasha contestou os números apresentados e afirmou que ainda existe uma grande demanda reprimida por atendimentos. 

O confronto entre Pivetta e Wellington ganhou força quando o governador questionou a trajetória política do senador. Pivetta afirmou que o adversário participa frequentemente de eleições e declarou que, para ele, “eleição é a safra”. Wellington respondeu dizendo que considera a atividade política uma forma de serviço público e destacou seus 36 anos de atuação.

No segundo bloco, Wellington questionou Natasha sobre medidas para combater a criminalidade. A candidata defendeu concursos para ampliar o efetivo policial, investimentos em inteligência e reforço das estruturas de proteção às mulheres, incluindo a Patrulha Maria da Penha e delegacias especializadas.

A habitação também provocou confronto. Pivetta afirmou que o governo já viabilizou cerca de 40 mil moradias e que busca autorização para contratar R$ 1,5 bilhão em financiamentos para novas construções. Wellington criticou a destinação de recursos e voltou a questionar a política de incentivos fiscais do Estado. 

O tema levou Pivetta a cobrar Wellington sobre uma declaração anterior de que renunciaria à candidatura caso fosse comprovado que empresas de sua família receberam incentivos fiscais. O senador negou ter recebido o benefício e desafiou o governador a abrir seus sigilos bancário e fiscal. As acusações e respostas foram apresentadas pelos próprios candidatos durante o debate. 

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Outro momento de tensão ocorreu quando Natasha questionou Pivetta sobre uma acusação de violência doméstica envolvendo uma ex-esposa, episódio que ganhou repercussão após reportagem exibida pelo Fantástico em 2021. O governador afirmou que foi inocentado e aproveitou o espaço para destacar ações de sua gestão voltadas à proteção das mulheres, entre elas a criação do Gabinete da Mulher, Patrulhas Maria da Penha e estruturas especializadas de atendimento.

Na sequência, os candidatos discutiram infraestrutura. Wellington questionou Natasha sobre a demora na conclusão do sistema de transporte entre Cuiabá e Várzea Grande. Ele lembrou que o projeto, originalmente concebido como VLT, foi retomado como BRT e ainda não havia sido concluído.

Natasha criticou o andamento das obras e defendeu um sistema de transporte público mais moderno e sustentável. Pivetta, por sua vez, afirmou que o primeiro trecho do BRT está em fase de conclusão, com as estações em construção. 

O debate também registrou troca de críticas sobre alianças políticas. Natasha rebateu a classificação de “velha política” e lembrou que Pivetta e Wellington foram aliados na eleição anterior. Ela também citou a relação política entre integrantes dos grupos dos dois candidatos.

No terceiro bloco, turismo e funcionalismo público entraram na discussão. Wellington defendeu a criação de programas de incentivo ao setor turístico, com qualificação profissional, crédito para pousadas e hotéis e estímulo à navegação dos rios. O senador também citou a possibilidade de ampliar a integração de Mato Grosso com países sul-americanos por meio de uma ligação de Vila Bela da Santíssima Trindade com o Oceano Pacífico. 

Na discussão sobre os servidores públicos, Natasha e Wellington afirmaram que pretendem pagar a Revisão Geral Anual (RGA) que não foi concedida no período da pandemia. Natasha citou o percentual de 18,38% e afirmou que pretende estabelecer um cronograma para quitar o valor. Wellington também defendeu a valorização do funcionalismo e criticou a situação dos servidores. 

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No quarto e último bloco, os incentivos fiscais voltaram ao centro do debate. Natasha questionou Pivetta sobre renúncias fiscais e mencionou o valor de aproximadamente R$ 500 milhões que, segundo ela, teria deixado de entrar nos cofres públicos após o início da gestão. Pivetta defendeu a política de incentivos e afirmou que os benefícios seguem critérios legais e passam pela atuação da equipe econômica do Estado. 

Em seguida, Pivetta questionou Wellington sobre a promessa de pagar a RGA aos servidores e classificou a proposta do senador como “mentirosa”. Wellington respondeu citando a necessidade de valorização do funcionalismo e afirmou que o último Plano de Cargos e Carreiras foi elaborado durante a gestão do ex-governador Dante de Oliveira.

Na parte final, Wellington voltou a questionar Natasha sobre a demora na conclusão do sistema de transporte entre Cuiabá e Várzea Grande. O senador lembrou que o projeto foi retomado em 2020 como BRT e afirmou que a obra ainda não havia sido concluída, apesar de uma previsão anterior de entrega. Natasha concordou com as críticas e defendeu a necessidade de modernização do transporte público.

O encerramento também foi marcado por críticas políticas. Pivetta afirmou que os adversários haviam se unido para atacá-lo e classificou a atuação dos dois como um “jogo combinado”. Wellington destacou sua trajetória política e defendeu uma administração baseada no diálogo e em um “governo humano”. Natasha, por sua vez, encerrou sua participação criticando problemas na saúde, feminicídios e outras questões que considera prioritárias para Mato Grosso.

O debate ocorreu na reta final da campanha para o primeiro turno das eleições, marcado para 4 de outubro, e reuniu os três candidatos em quatro blocos de perguntas e respostas. 

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