TABULEIRO POLITICO

Anotação de Flávio Bolsonaro vaza e apoio de Bolsonaro pode ser para Pivetta e não para Fagundes – Veja anotação 

Uma anotação atribuída ao senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) provocou forte repercussão nos bastidores políticos de Mato Grosso e pode alterar o rumo da disputa pelo Governo do Estado em 2026. O registro, feito à mão durante reunião do Partido Liberal, indica possível mudança de estratégia do grupo bolsonarista no Estado.

No rascunho, ao lado do nome do governador Mauro Mendes (União), apontado como candidato ao Senado, aparece escrito: “Pivetta para Governo”.

Já o nome do senador Wellington Fagundes surge com a observação de que lidera pesquisas, mas sem menção direta de confirmação como candidato ao Palácio Paiaguás.

A anotação foi divulgada pela imprensa nacional após reunião do PL e ampliou as especulações de que o ex-presidente Jair Bolsonaro poderá chancelar uma composição diferente da que vinha sendo construída em Mato Grosso.

Possível recuo

Nos bastidores, interlocutores avaliam que o grupo político que sustenta a pré-candidatura de Wellington pode recuar e declarar apoio ao vice-governador Otaviano Pivetta (Republicanos), consolidando uma aliança com o atual grupo governista.

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A eventual mudança ganharia força após a visita de Wellington a Bolsonaro, prevista para ocorrer nos próximos dias, em Brasília. A expectativa é de que, na ocasião, haja definição sobre o posicionamento do PL na corrida estadual.

Janaína no radar

Outro ponto que chamou atenção nas anotações é a menção à deputada estadual Janaína Riva (MDB), acompanhada da frase: “Será candidata de qualquer jeito”. Em Mato Grosso, cresce a leitura de que ela pode integrar eventual chapa encabeçada por Pivetta, como candidata a vice, ampliando o arco de alianças.

Simpatia antiga

Caso se confirme, o apoio do PL a Pivetta não seria exatamente uma novidade. Em 2025, dirigentes estaduais da sigla já haviam sinalizado que Jair Bolsonaro via com simpatia o nome do vice-governador para a disputa ao Executivo estadual.

A possível reconfiguração muda o tabuleiro político e pressiona lideranças a recalcularem estratégias, especialmente diante do peso do eleitorado conservador em Mato Grosso.

A definição oficial do PL deve ocorrer após as próximas agendas nacionais do partido.

Veja anotação

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POLÍTICA MT

Abilio se posiciona contra reajuste de 11% na tarifa de água e busca barrar aumento

O prefeito de Cuiabá, Abilio Brunini (PL), se posicionou contra o aumento de 11,93% na tarifa de água e esgoto, mas afirma que o reajuste decorre de uma sentença arbitral originada em processos e decisões tomadas durante gestões anteriores. Segundo a Prefeitura, a cobrança é resultado de medidas que deixaram de ser adotadas nos últimos anos, especialmente durante a administração do ex-prefeito Emanuel Pinheiro, e que acabaram gerando passivos contratuais agora reconhecidos em arbitragem.

Apesar da decisão arbitral favorável à concessionária Águas Cuiabá, a gestão municipal sustenta que continuará buscando alternativas jurídicas para tentar impedir ou reduzir o impacto do reajuste sobre a população. A determinação do prefeito é que todos os instrumentos administrativos e judiciais disponíveis sejam utilizados na defesa dos consumidores.

De acordo com o município, a discussão está relacionada à primeira revisão ordinária do contrato de concessão, firmado em 2012, e envolve fatos ocorridos entre 2013 e 2019. A sentença arbitral que reconheceu o direito ao reequilíbrio econômico-financeiro do contrato foi baseada em atos administrativos e pareceres emitidos antes da atual gestão.

Em nota, a Procuradoria-Geral do Município (PGM) informou que a Sentença Arbitral Parcial proferida no Procedimento Arbitral CMA nº 775 reconheceu o direito da concessionária ao reequilíbrio econômico-financeiro do contrato e determinou que a recomposição ocorra por meio de aumento tarifário de 11,93%.

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De acordo com a PGM, a decisão arbitral teve como base parecer técnico emitido pela extinta Agência Municipal de Regulação dos Serviços Públicos Delegados de Cuiabá (Arsec) e está relacionada à primeira revisão ordinária do contrato de concessão.

*Prefeitura mantém batalha na Justiça*

A discussão na Câmara Arbitral teve decisão favorável à concessionária, no entanto, exigem ações judiciais em andamento que podem impactar no contrato de concessão dos serviços de água e esgoto.

Segundo o procurador-geral do município, Luiz Junior, o percentual de 11,93% já foi consolidado na esfera arbitral, mas os processos judiciais continuam tramitando. Atualmente, uma mesa técnica foi instalada no Tribunal de Contas do Estado (TCE-MT) para discutir as ações que tratam do contrato de concessão.

Participam das discussões representantes do Ministério Público de Mato Grosso, autor de algumas das ações, da Cuiabá Regula, da Procuradoria-Geral do Município e demais órgãos envolvidos.

“A questão arbitral, quanto ao percentual de 11,93% já foi decidida, mas os processos judiciais seguem em andamento e estão sendo debatidos nessa mesa técnica instalada no Tribunal de Contas”, afirmou o procurador.

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A administração municipal sustenta que continuará adotando todas as medidas cabíveis para defender os interesses da população e buscar alternativas para evitar o impacto do reajuste nas contas de água e esgoto.

*Entenda*

O pedido de reajuste apresentado pela Águas Cuiabá está vinculado à primeira revisão ordinária do contrato de concessão e a mecanismos de recomposição econômico-financeira previstos contratualmente.

A Cuiabá Regula esclareceu que o procedimento arbitral foi iniciado em 2022, antes da criação da autarquia, e que sua participação ocorre apenas por sucessão legal da extinta Arsec. A agência afirma que não participou dos atos que deram origem ao litígio e que sua atuação se restringe à análise técnica dos cálculos e à verificação do cumprimento das regras contratuais.

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