NACIONAL
MEC autoriza obras no Campus Bom Despacho do IFMG
O Ministério da Educação (MEC) assinou, nesta quarta-feira, 17 de junho, a ordem de serviço para a construção do novo bloco didático do Campus Bom Despacho, do Instituto Federal de Minas Gerais (IFMG). Ao longo do dia, o ministro da Educação, Leonardo Barchini, também visitou as obras das instalações acadêmicas da unidade e da quadra poliesportiva do Campus Formiga. As construções somam um investimento total de R$ 11,3 milhões, dos quais R$ 11,1 milhões são do Novo Programa de Aceleração do Crescimento (Novo PAC). Ao todo, o IFMG recebe R$ 37,2 milhões em ações de expansão e consolidação do programa. O evento contou com a presença do pró-reitor de Extensão do IFMG, José Roberto de Paula, autoridades locais, professores, técnicos e estudantes.
No Campus Bom Despacho, integrante dos mais de 100 novos campi de institutos federais previstos em plano de expansão, o MEC investe R$ 9,4 milhões em recursos do Novo PAC para garantir a adequação da unidade e construção do bloco didático, uma vez que o imóvel funcionava como sede do Serviço Social do Comércio (Sesc). A adequação tem investimento de R$ 2 milhões, enquanto o bloco didático recebe R$ 7,4 milhões para a estruturação do projeto padrão, que será composto por laboratórios, biblioteca, salas de aula, auditório e quadra poliesportiva. A unidade também receberá mais R$ 1,6 milhão para a aquisição de equipamentos.
Na oportunidade, o ministro destacou que as entregas representam uma revolução para a cidade e uma transformação na educação. “Esse campus terá impacto, consequentemente, no mundo do trabalho, no mercado de trabalho… Nós vamos multiplicar a renda da cidade. Podem esperar tudo de bom que um equipamento federal como esse pode trazer”, afirmou.
“Esse campus terá impacto, consequentemente, no mundo do trabalho, no mercado de trabalho… Nós vamos multiplicar a renda da cidade.”
Leonardo Barchini, ministro da Educação
Para o Campus Formiga, foi investido um valor total de R$ 1,9 milhão, sendo R$ 1,7 milhão proveniente do Novo PAC. Os recursos serão utilizados para a construção da quadra poliesportiva, a partir do projeto modelo concebido pelo Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE). O empreendimento já se encontra mais de 60% concluído e, ao final, contará com cobertura e vestiários, além de equipamentos para a prática de diversos esportes.
IFMG – O Instituto Federal de Minas Gerais surgiu em 2008, após a integração da Escola Agrotécnica Federal de São João Evangelista e dos Centros Federais de Educação Tecnológica (Cefets) de Bambuí e Ouro Preto, além de suas respectivas Unidades de Ensino Descentralizadas (Uneds) localizadas em Formiga e Congonhas. Atualmente, o instituto possui mais de 72 mil alunos matriculados em 301 cursos, incluindo qualificação profissional. O IFMG é composto por 21 campi, sendo eles: Congonhas; Contagem; Conselheiro Lafaiete; Governador Valadares; Piumhi; Ouro Branco; Ipatinga; Ouro Preto; Itabirito; Ribeirão das Neves; Ponte Nova; Sabará; Formiga; Santa Luzia; Bambuí; São João Evangelista; Bom Despacho; Betim; João Monlevade; Arcos e Ibirité. Além disso, possui um Polo de Inovação localizado no Campus Formiga.
Consolidação e Expansão – O Novo PAC também prevê recursos para a consolidação dos institutos federais, com investimento de R$ 1,6 bilhão. Essa ação tem como foco os campi que ainda não possuem infraestrutura completa. Durante a consolidação, as prioridades para investimento são a construção de restaurantes estudantis, bibliotecas, blocos de salas de aula e laboratórios, quadras poliesportivas e unidades em instalações definitivas. Para o IFMG, os investimentos na ação de consolidação somam R$ 37,2 milhões. No período de 2023 a junho de 2026, foram repassados R$ 24,9 milhões. Ainda estão previstos mais R$ 12,3 milhões.
Já para a expansão dos institutos federais, o governo federal está implantando mais de 100 novas unidades em todo o país, também com recursos do Novo PAC, totalizando R$ 2,7 bilhões. A previsão é criar mais de 155 mil novas vagas de educação profissional e tecnológica. Cada campus recebe investimento médio de R$ 25 milhões e terá capacidade de atender, em média, 1.400 estudantes. No IFMG, serão quatro novos campi: Belo Horizonte, Bom Despacho, João Monlevade e Contagem.
Saiba mais em Resumo | Mais educação para Minas Gerais
Assessoria de Comunicação Social do MEC, com informações da Secretaria de Educação Profissional e Tecnológica (Setec)
Fonte: Ministério da Educação
NACIONAL
Caminhos da Serra do Mar: conheça a trilha de longo curso desenhada à sombra do pico Dedo de Deus
Quem decide se aventurar pelas montanhas da Região Serrana e da Baixada Fluminense, no Rio de Janeiro, logo encontra a sinalização amarela, característica das trilhas de longo curso brasileiras. Em meio ao contorno da tradicional pegada de bota, um detalhe marcante simboliza a identidade do trajeto: os raios do sol se pondo suavemente atrás do pico Dedo de Deus.
Essa marca guia os passos dos visitantes na rota Caminhos da Serra do Mar, modalidade exclusiva para caminhada, que abrange cerca de 300 km de extensão.
A trilha tem início no distrito de Suruí, no município de Magé, e segue até Nova Friburgo. Ao longo do percurso, o caminhante atravessa diversos ecossistemas da Mata Atlântica, como matas de encosta, campos de altitude, paredões rochosos, picos, poços e cachoeiras, chegando à majestosa Pedra do Sino, com 2.275 metros de altitude.
A rota atravessa diversos municípios fluminenses, incluindo Magé, Petrópolis, Teresópolis, Guapimirim e Nova Friburgo e passa pelas Unidades de Conservação do Mosaico da Mata Atlântica Central Fluminense, integrando áreas como o Parque Nacional da Serra dos Órgãos (PARNASO), o Parque Estadual dos Três Picos, as áreas de proteção ambiental de Petrópolis e Macaé de Cima, Reservas Particulares do Patrimônio Natural (RPPN), vilarejos e propriedades privadas.
A versatilidade é um dos pontos fortes dos Caminhos da Serra do Mar. A rota pode ser percorrida de forma contínua ou dividida em seções independentes. O primeiro núcleo da trilha reúne itinerários como o Caminho do Ouro, a Travessia Cobiçado–Ventania, a trilha uricanal, o Morro do Açu, a Travessia Petrópolis–Teresópolis e a Pedra do Sino.
Caminho do Ouro (Atalho do Proença)
Com cerca de 6 km de extensão, liga a Vila Inhomirim, em Magé, ao Alto da Serra, em Petrópolis. Aberto em 1723 para transportar o ouro de Minas Gerais até o Rio de Janeiro, o trecho é um mergulho na história colonial do país. Nele, o caminhante observa o calçamento da antiga estrada carroçável da Serra da Estrela e os vestígios da primeira ferrovia do país, que ligava o Porto de Mauá à Vila Inhomirim.
Travessia Cobiçado–Ventania
Com aproximadamente 12 km de extensão, em grande parte percorridos sobre cristas de montanhas, o percurso passa por cumes conhecidos, como o Pico do Cobiçado, o Morro dos Vândalos, a Pedra do Diabo, o Tridente e o Alto do Ventania (atingindo cerca de 1.740 metros de altitude), oferecendo paisagens panorâmicas das cidades do Rio de Janeiro e Petrópolis.
Trilha Uricanal
Ao longo de 6 km, faz a ligação estratégica entre os bairros do Caxambu e do Bonfim. Tem como marca registrada o acompanhamento do leito do rio, com poços e pequenas cachoeiras adequados para banho e descanso, além da opção de visita a um bosque de pinheiros centenários.
Morro do Açu
Com 2.216 metros de altitude, é acessado pela sede do PARNASO, no Vale do Bonfim, passa pela Cachoeira Véu de Noiva (30 metros de queda, ideal para a prática de rapel e cachoeirismo) e leva a formações rochosas dos Castelos do Açu. É muito procurada para pernoite e contemplação do nascer do sol.
Travessia Petrópolis–Teresópolis e a Pedra do Sino
Conecta o Morro do Açu à Pedra do Sino em um trajeto de 9 km pela parte alta da Serra dos Órgãos. O visitante percorre seis vales e campos de altitude repletos de plantas endêmicas, com vistas para até sete municípios fluminenses.
O ponto alto do circuito é a Pedra do Sino, a 2.275 metros de altitude, marco do montanhismo nacional. A descida até a sede do PARNASO, em Teresópolis, se dá por 11,5 km de trilha, passando pela Cachoeira do Papel e se conectando ao trecho inicial da rota.
Como chegar e o que fazer
A rota pode ser acessada por diferentes municípios, como Magé, Petrópolis, Teresópolis, Guapimirim e Nova Friburgo. O viajante tem a liberdade de planejar desde passeios curtos de um dia até expedições de vários dias.
Entre as principais atividades disponíveis ao longo do trajeto estão:
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Observação de fauna e flora
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Observação de aves (birdwatching)
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Mirantes e contemplação nos picos
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Banhos de cachoeira e poços naturais
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Visitas a grutas e museus históricos
Trilhas de longo curso
Atualmente, o Brasil conta com 246 trilhas, que passam por 327 unidades de conservação (UC). Juntas, as trilhas possuem mais de 25.000 km planejados. Cada rota é identificada por uma logomarca em formato de pegada, nas cores preta e amarela, que podem ser personalizadas inserindo, dentro do formato de pegada, um desenho próprio que a represente.
As atividades mais praticadas em uma trilha de longo curso são as caminhadas, não se resumindo a essa prática. O visitante pode encontrar diversas outras atividades, como cicloturismo, canoagem, montanhismo, observação de aves, corridas, campismo, observação de fauna, flora ou formações geológicas, dentre outros atrativos.
Por Victor Mayrink
Assessoria de Comunicação Social do Ministério do Turismo
Fonte: Ministério do Turismo
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