SEGUNDO TURNO
Aliados de Flávio Bolsonaro traçam meta de alcançar 75% dos votos em Mato Grosso
Após desempenho acima de 65% no primeiro turno, grupo político pretende ampliar votação do candidato à Presidência no Estado
O senador eleito por Mato Grosso, José Medeiros (PL), e o primeiro suplente, Odílio Balbinotti Filho, se reuniram nesta terça-feira (6), em Brasília, com Alfredo Gaspar (PL), candidato a vice-presidente na chapa de Flávio Bolsonaro (PL). O encontro teve como foco a estratégia para o segundo turno da eleição presidencial.
Após a reunião, os aliados destacaram o desempenho da chapa em Mato Grosso no primeiro turno e afirmaram que pretendem intensificar a mobilização no Estado. Balbinotti, que coordena a campanha de Flávio em Mato Grosso, estabeleceu como meta chegar a 75% dos votos nesta segunda etapa da disputa.
A estratégia, segundo ele, será ampliar o apoio entre eleitores que optaram por candidaturas de centro e centro-direita no primeiro turno.
“Mato Grosso tem disposição para fazer a grande mudança que nós precisamos nesse país. E o segundo turno é fundamental que a gente mantenha-se mobilizado. Nós vamos atrás desse voto para realmente dar uma votação expressiva, mais do que os 65%. Nós vamos buscar os 75% de votos em Mato Grosso em favor dessa candidatura”, afirmou Balbinotti.
Alfredo Gaspar também comemorou o resultado obtido pela chapa no Estado e avaliou que a votação demonstra insatisfação de parte do eleitorado com os rumos do país.
“O Mato Grosso, assim como o país, entendeu que é hora de uma mudança de rota. Ninguém aguenta mais 20 anos de PT no poder, corrupção dominando a nação, o crime organizado, custo de vida altíssimo, os maiores juros reais do mundo e uma dívida pública de quase R$ 11 trilhões”, declarou.
As críticas feitas por Gaspar representam o posicionamento político do candidato a vice-presidente. A reunião em Brasília faz parte da articulação dos aliados de Flávio Bolsonaro para ampliar a votação da chapa em Mato Grosso no segundo turno.
POLÍTICA MT
Justiça cobra ALMT e determina comprovação de desligamento de servidor efetivado sem concurso
Assembleia terá dez dias para demonstrar se José Roberto Nunes Medeiros cumpre requisitos previdenciários previstos pelo STF ou efetivar sua saída dos quadros funcionais
A Justiça determinou que a Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT) apresente, no prazo de dez dias, documentos relacionados à situação funcional do técnico legislativo José Roberto Nunes Medeiros, que integra o quadro efetivo da Casa apesar de não ter ingressado por concurso público.
A determinação é da juíza Célia Regina Vidotti, da Vara Especializada em Ações Coletivas, em despacho publicado na última quinta-feira (1º). A magistrada quer saber se o servidor preenche os requisitos necessários para aposentadoria pelo Regime Próprio de Previdência Social (RPPS), conforme os parâmetros estabelecidos pelo Supremo Tribunal Federal (STF).
Caso os requisitos não sejam atendidos, a decisão determina o imediato desligamento de Medeiros dos quadros efetivos da Assembleia e também do regime próprio de previdência. Nessa hipótese, ele ficará sujeito ao Regime Geral de Previdência Social (RGPS).
Segundo informações do Portal da Transparência citadas no processo, o salário atual do cargo de técnico legislativo de nível fundamental é de aproximadamente R$ 13,4 mil.
“Intime-se a ALMT, para no prazo de dez (10) dias, cumpra a decisão, comprovando, por meio de documentos hábeis, se o requerido satisfaz as exigências do Tema 1.254/STF ou comprove o integral cumprimento do v. acórdão, procedendo ao imediato desligamento do servidor José Roberto Nunes Medeiros dos quadros de pessoal efetivo e do RPPS”, determinou a magistrada.
A discussão faz parte de um impasse envolvendo servidores que foram contratados diretamente pela Assembleia e, posteriormente, passaram a integrar o quadro estatutário sem aprovação prévia em concurso público.
Em 2022, um acordo envolvendo os Poderes de Mato Grosso estabeleceu a possibilidade de aposentadoria para servidores nessa situação que perderam os cargos, desde que já preenchessem os requisitos previdenciários necessários, como tempo de serviço e demais exigências legais.
Conforme relatado no processo, parte desses funcionários foi admitida diretamente pela ALMT e, ao longo dos anos, teve o vínculo transformado em efetivo. A controvérsia judicial envolve justamente a validade dessas efetivações e a permanência dos servidores nos quadros públicos sem aprovação em concurso.
Agora, caberá à Assembleia apresentar a documentação exigida pela Justiça e demonstrar se José Roberto Nunes Medeiros se enquadra nas condições estabelecidas pelo STF para a aposentadoria. Caso contrário, deverá comprovar seu desligamento dentro do prazo determinado.
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