Eleições 2026 | Falta 20 dias
TRE-MT inicia preparação das urnas eletrônicas para eleições de 2026
Cartórios Eleitorais de Cuiabá e Várzea Grande começam, a partir de 18 de setembro, a geração de mídias, carga e lacre das urnas que serão utilizadas no primeiro turno
A Justiça Eleitoral de Mato Grosso inicia, a partir desta sexta-feira (18), uma das etapas fundamentais para a realização das Eleições 2026: a preparação das urnas eletrônicas que serão utilizadas no primeiro turno, marcado para 4 de outubro. O procedimento envolve a geração de mídias, a carga e o lacre dos equipamentos, além da posterior conferência visual das urnas.
Em Cuiabá, as cerimônias envolvendo as urnas das 1ª, 39ª, 51ª e 55ª Zonas Eleitorais serão realizadas no Espaço de Conservação das Urnas da Casa da Democracia, localizado na Avenida Rubens de Mendonça, nº 4.750, no Centro Político Administrativo. As atividades estão previstas para ocorrer entre os dias 21 e 25 de setembro.
A presidente do Tribunal Regional Eleitoral de Mato Grosso (TRE-MT), desembargadora Serly Marcondes Alves, acompanhará parte dos procedimentos. A magistrada estará presente nas atividades dos dias 21, às 9h; 23, às 14h; e 25 de setembro, às 9h. Representantes da Polícia Federal também acompanharão os trabalhos nos dias 21 e 25.
De acordo com o cronograma eleitoral, a preparação dos equipamentos seguirá ao longo das próximas semanas. A conferência visual das urnas está prevista para ser concluída até 2 de outubro, dois dias antes da votação. As cerimônias de geração de mídias, carga e lacre são públicas e podem ser acompanhadas por entidades fiscalizadoras previamente convocadas.
Em Cuiabá, a 1ª Zona Eleitoral terá geração de mídias nos dias 18 e 19 de setembro, enquanto a carga e o lacre das urnas ocorrerão nos dias 21 e 22, a partir das 8h. Já a 39ª Zona Eleitoral fará a geração de mídias nos dias 22 e 23 e a carga e o lacre nos dias 23 e 24, também às 8h.
Na 51ª Zona Eleitoral, a geração de mídias está prevista para 24 de setembro, com carga e lacre nos dias 25 e 26, a partir das 8h. Na 55ª Zona Eleitoral, a geração de mídias ocorrerá no dia 24 e a preparação das urnas está programada para o dia 25, às 8h.
Em Várzea Grande, a 20ª Zona Eleitoral realizará a geração de mídias no dia 18 de setembro e a carga e o lacre nos dias 21 e 22, às 7h. Já a 49ª Zona Eleitoral terá geração de mídias nos dias 22 e 23, seguida da carga e do lacre nos dias 23 e 24, às 8h.
O cronograma faz parte dos procedimentos de segurança e organização adotados pela Justiça Eleitoral para garantir que as urnas estejam devidamente preparadas antes do início da votação. A participação de entidades fiscalizadoras nas cerimônias também integra o processo de acompanhamento e transparência da preparação dos equipamentos.
POLÍTICA NACIONAL
Pesquisa apresentada em Conselho aponta alta taxa de depressão entre jornalistas
Mais de 50% dos jornalistas no Brasil apresentam sintomas de depressão. O dado faz parte da pesquisa Condições de Trabalho e Saúde Mental de Jornalistas no Brasil, lançada durante reunião do Conselho de Comunicação Social (CCS) do Congresso, nesta segunda-feira (14), no Senado.
O levantamento foi elaborado pela Fundação Jorge Duprat Figueiredo de Segurança e Medicina do Trabalho (Fundacentro), ligada ao Ministério do Trabalho e Previdência, em parceria com a Federação Nacional dos Jornalistas (Fenaj). A intenção era traçar um diagnóstico das condições de trabalho e da saúde mental dos jornalistas, em aspectos como estresse, ansiedade, depressão, insônia, capacidade para o trabalho, satisfação profissional, assédio moral, assédio digital, consumo de álcool e percepção de demanda, controle e apoio social no ambiente de trabalho.
A amostra foi composta por 257 jornalistas brasileiros, que responderam a um questionário online. Ainda de acordo com os dados, 47,8% dos entrevistados sofrem com estresse e 47,9% têm insônia.
A coordenadora de Comunicação da Fundacentro, Cristiane Oliveira Reimberg, apontou uma naturalização do assédio moral dentro das redações.
— Quando se considera “pelo menos uma vez”, foram 37% de relatos de casos entre os respondentes. Quando o critério leva em conta “duas vezes ou mais”, foram 26% — disse.
O secretário-adjunto de Saúde e Segurança da Fenaj, Norian Segatto, lembrou que o advento das novas tecnologias intensificou a pressão sofrida pelos jornalistas.
— Nas grandes redações, as equipes de métrica, aquelas que medem quantos likes se dão, às vezes são maiores que a própria redação. E as pessoas são cobradas não pela qualidade da matéria que filmaram, mas por quantos likes ela recebeu. O chefe vai lá e fala: ‘Olha, tua matéria deu menos de mil likes, você precisa mudar’ — lamentou.
Para ele, o estudo pode influenciar não só em futuras negociações sindicais, mas também em novas leis que protejam os trabalhadores da comunicação.
Para Samira de Castro, presidente da Fenaj e conselheira do CCS, o adoecimento mental não pode ser tratado como uma questão individual dos trabalhadores, e sim da organização e das condições de trabalho, incluindo jornadas prolongadas, pressão por produtividade, assédio, falta de autonomia profissional e violência digital.
Ataques a mulheres
A presidente do CCS, Patrícia Blanco, repudiou ataques que vêm sendo dirigidos a jornalistas, especialmente mulheres. Ela apontou palavras de baixo calão, insultos e banalização da violência sexual nesses ataques.
— Reforçamos que os insultos e a banalização da violência sexual configuram discurso de ódio, que não está protegido pela liberdade de expressão, como já decidiram a ONU [Organização das Nações Unidas] e o STF [Supremo Tribunal Federal], por afrontar a dignidade da pessoa humana e incitar diretamente a discriminação, a hostilidade e a violência — afirmou.
Ela lembrou que a Coalizão em Defesa do Jornalismo, grupo de entidades do setor, tem feito um monitoramento de violência contra jornalistas no período eleitoral. O primeiro relatório, alertou, mostra que em duas semanas do período eleitoral houve mais de 2,6 mil ataques contra jornalistas, dois terços deles voltados contra mulheres.
Moção de aplauso
Os conselheiros aprovaram moção de aplauso à ativista Veronyka Gimenes, cofundadora e diretora Institucional da organização Código Não Binário. Ela foi indicada entre as cem pessoas mais influentes em inteligência artificial de 2026 pela revista americana Time.
Veronyka é responsável pelo desenvolvimento da TybyrIA, modelo de inteligência artificial de código aberto criado para identificar discurso de ódio contra pessoas LGBTQIA+. O nome é uma homenagem a Tibira do Maranhão, indígena tupinambá executado em São Luís em 1614 e considerado por entidades LGBTQIA+ a primeira vítima registrada de homofobia no Brasil colonial.
— A inclusão amplia o reconhecimento internacional de um olhar sobre a inteligência artificial construído a partir do Sul Global, dos movimentos sociais e das comunidades atingidas por essas tecnologias — avaliou o conselheiro do CCS Caio Loures, representante das categorias profissionais de cinema e vídeo e autor da moção.
Próximas reuniões
Os conselheiros aprovaram o pedido de uma audiência pública sobre educação midiática e letramento digital, a ser realizada em novembro. A próxima reunião do Conselho está marcada para 5 de outubro, às 14h.
Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)
Fonte: Agência Senado
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