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Vinte e quatro autores de assassinatos de mulheres em MT foram presos no primeiro semestre

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O levantamento “Mortes Violentas de Mulheres e Meninas em Mato Grosso”, produzido pela Polícia Civil de Mato Grosso traz também um perfil de quem cometeu os crimes de homicídio e feminicídio no primeiro semestre deste ano. Entre os 45 autores dos homicídios de mulheres, identificados em 58% dos inquéritos policiais já concluídos, 24 foram presos em flagrante ou por mandados judiciais e, desses, 22 têm registros criminais, dois foram mortos e um cometeu suicídio. Os demais casos seguem em investigação.

Os autores com registros criminais anteriores respondem por delitos como tráfico, homicídio tentado e consumado, injúria, difamação, ameaça, lesão corporal, violência psicológica, roubo, porte de arma, furto, estelionato e dano. Os números apontam ainda que 80% dos autores dos homicídios de mulheres e meninas no estado têm entre 18 e 39 anos.

O relatório elaborado pela Diretoria de Inteligência da Polícia Civil elenca os homicídios de mulheres registrados no estado com base em dados dos boletins de ocorrência e peças investigativas. A análise detalha ainda o local dos homicídios e meio empregado, solicitação de medidas protetivas, perfis das vítimas, vínculo entre vítimas e autores dos crimes, índice de resolução e prisões e os efeitos da violência contra mulheres.

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Mato Grosso registrou no primeiro semestre deste ano 43 mortes de mulheres e meninas, sendo 18 delas classificadas como crimes de feminicídio. Em relação ao mesmo período do ano passado, as ocorrências tiveram redução de 16% nos homicídios de mulheres em geral e de 22% nos feminicídios.

Autores identificados

Em relação aos crimes caracterizados como feminicídios, quando as vítimas são mortas em decorrência da violência de gênero, violência doméstica e familiar, menosprezo ou discriminação à condição feminina, 100% dos inquéritos instaurados no primeiro semestre deste ano foram concluídos com a identificação dos autores. “Pela natureza, parte dos feminicídios tem a autoria elucidada ainda no local do fato, quando em decorrência da violência doméstica, em que o autor geralmente é o companheiro, namorado, ex-parceiro ou familiar”, destaca o setor de Inteligência Estratégica.

Nove vítimas de homicídios neste ano tinham registrado boletins de ocorrências contra os autores. Em 72% das mortes, os crimes ocorreram dentro de casa e armas de fogo foram empregadas em 68% dos homicídios.

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Fonte: Policia Civil MT – MT

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POLICIAL

Ex-diretor de entidade do agro recebeu R$ 774 mil em transferências, aponta investigação da Polícia Civil

Afrânio Migliari é alvo de buscas em operação que apura movimentações de cerca de R$ 1 milhão no IMAFIR-MT; ex-presidente da entidade, Hugo Garcia, também está entre os investigados

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O ex-diretor executivo do Instituto Mato-Grossense de Feijão, Pulses, Colheitas Especiais e Irrigação (IMAFIR-MT), Afrânio Migliari, teria recebido aproximadamente R$ 774 mil em transferências financeiras destinadas à sua conta pessoal e à conta de uma empresa de sua propriedade, segundo investigação da Polícia Civil.

Afrânio está entre os alvos da Operação Mandato Espúrio, deflagrada nesta terça-feira (25), que apura supostas movimentações financeiras irregulares de aproximadamente R$ 1 milhão envolvendo a entidade ligada ao setor do agronegócio.

De acordo com as informações da investigação, além dos cerca de R$ 774 mil destinados a contas ligadas ao ex-diretor, os policiais identificaram uma transferência de R$ 270 mil para um escritório de advocacia. O nome do escritório não foi divulgado.

Afrânio Migliari já exerceu o cargo de secretário-adjunto da Secretaria de Estado de Meio Ambiente (Sema) durante a gestão do então governador Blairo Maggi. Em 2010, ele também foi alvo da Operação Jurupari, deflagrada pela Polícia Federal para investigar crimes relacionados à extração e ao comércio ilegal de madeira em Mato Grosso.

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Outro alvo da Operação Mandato Espúrio é Hugo Garcia (PSDB), suplente de deputado e ex-presidente do IMAFIR-MT, que atualmente é candidato a deputado estadual.

Durante as buscas realizadas na residência de Hugo, a Polícia Civil apreendeu joias, relógios de luxo, aparelhos celulares e um notebook, conforme as informações divulgadas sobre a operação.

A investigação apura possíveis crimes de furto qualificado, estelionato e falsidade ideológica, que teriam sido praticados pelos investigados. As suspeitas, entretanto, ainda estão sob apuração e não representam condenação.

Além dos mandados de busca e apreensão pessoal e domiciliar, a Justiça determinou o bloqueio de contas bancárias e a suspensão do acesso dos investigados às contas do IMAFIR-MT.

Segundo a Polícia Civil, as movimentações financeiras investigadas teriam ocorrido durante um período marcado por disputa e controvérsia envolvendo a representação legal da entidade.

A Operação Mandato Espúrio busca agora aprofundar a análise dos documentos, equipamentos eletrônicos e demais materiais apreendidos para esclarecer a origem e o destino dos recursos movimentados.

As investigações continuam e caberá à Polícia Civil reunir os elementos necessários para definir a eventual responsabilidade de cada um dos envolvidos.

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Veja fotos da operação 

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