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Polícias Civis de Mato Grosso e do Ceará prendem líder de facção no Lago do Manso

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Em uma ação conjunta de inteligência, as Polícias Civis dos estados do Mato Grosso e do Ceará prenderam, nessa quarta-feira (22.4), um homem apontado como a principal liderança de uma facção criminosa com forte atuação no interior cearense. O suspeito, de 34 anos, foi localizado em uma propriedade na região turística do Manso.

O alvo já era monitorado pela Polinter desde 2024, quando uma investigação inicial conseguiu localizar seu esconderijo. Na ocasião, o criminoso conseguiu escapar após um cerco policial.

Desde então, o Núcleo de Inteligência da Polinter (NIO) e a inteligência da Polícia Civil do Ceará mantiveram um trabalho de cooperação contínua para rastrear o paradeiro do foragido.

Prisão e periculosidade

Após dias de campana e monitoramento tático na região do Manso, os agentes confirmaram a identidade do suspeito e efetuaram a prisão nessa quarta-feira. No momento da abordagem, o investigado portava na cintura uma pistola calibre 9mm modificada.

A arma possuía um dispositivo de adaptação que permitia disparos em série, funcionando de forma semelhante a uma submetralhadora.

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De acordo com o delegado Marco Antônio, diretor do Interior da Polícia Civil do Ceará, o preso é considerado uma peça-chave na criminalidade do Estado.

“Ele é o maior líder de uma facção que assola o interior do Ceará e, segundo as investigações, tinha o poder de determinar mortes na região”, afirmou o delegado.

Contra o suspeito, havia três mandados de prisão em aberto pelos crimes de homicídio e organização criminosa, além de diversos inquéritos policiais ainda em andamento.

Próximos passos

O detido foi conduzido à Delegacia de Chapada dos Guimarães, onde foi autuado em flagrante por porte de arma de fogo de uso restrito e adulteração de armamento.

Após responder pelo crime cometido em solo mato-grossense, ele passará pelo processo de recambiamento para o estado do Ceará, onde deverá cumprir pena em regime fechado.

Fonte: Policia Civil MT – MT

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POLICIAL

Ex-diretor de entidade do agro recebeu R$ 774 mil em transferências, aponta investigação da Polícia Civil

Afrânio Migliari é alvo de buscas em operação que apura movimentações de cerca de R$ 1 milhão no IMAFIR-MT; ex-presidente da entidade, Hugo Garcia, também está entre os investigados

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O ex-diretor executivo do Instituto Mato-Grossense de Feijão, Pulses, Colheitas Especiais e Irrigação (IMAFIR-MT), Afrânio Migliari, teria recebido aproximadamente R$ 774 mil em transferências financeiras destinadas à sua conta pessoal e à conta de uma empresa de sua propriedade, segundo investigação da Polícia Civil.

Afrânio está entre os alvos da Operação Mandato Espúrio, deflagrada nesta terça-feira (25), que apura supostas movimentações financeiras irregulares de aproximadamente R$ 1 milhão envolvendo a entidade ligada ao setor do agronegócio.

De acordo com as informações da investigação, além dos cerca de R$ 774 mil destinados a contas ligadas ao ex-diretor, os policiais identificaram uma transferência de R$ 270 mil para um escritório de advocacia. O nome do escritório não foi divulgado.

Afrânio Migliari já exerceu o cargo de secretário-adjunto da Secretaria de Estado de Meio Ambiente (Sema) durante a gestão do então governador Blairo Maggi. Em 2010, ele também foi alvo da Operação Jurupari, deflagrada pela Polícia Federal para investigar crimes relacionados à extração e ao comércio ilegal de madeira em Mato Grosso.

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Outro alvo da Operação Mandato Espúrio é Hugo Garcia (PSDB), suplente de deputado e ex-presidente do IMAFIR-MT, que atualmente é candidato a deputado estadual.

Durante as buscas realizadas na residência de Hugo, a Polícia Civil apreendeu joias, relógios de luxo, aparelhos celulares e um notebook, conforme as informações divulgadas sobre a operação.

A investigação apura possíveis crimes de furto qualificado, estelionato e falsidade ideológica, que teriam sido praticados pelos investigados. As suspeitas, entretanto, ainda estão sob apuração e não representam condenação.

Além dos mandados de busca e apreensão pessoal e domiciliar, a Justiça determinou o bloqueio de contas bancárias e a suspensão do acesso dos investigados às contas do IMAFIR-MT.

Segundo a Polícia Civil, as movimentações financeiras investigadas teriam ocorrido durante um período marcado por disputa e controvérsia envolvendo a representação legal da entidade.

A Operação Mandato Espúrio busca agora aprofundar a análise dos documentos, equipamentos eletrônicos e demais materiais apreendidos para esclarecer a origem e o destino dos recursos movimentados.

As investigações continuam e caberá à Polícia Civil reunir os elementos necessários para definir a eventual responsabilidade de cada um dos envolvidos.

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Veja fotos da operação 

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