POLICIAL
Polícia Militar prende dois suspeitos envolvidos em sequestro e tortura de 10 trabalhadores em Cuiabá
Equipes da Força Tática e do 1º Batalhão do 1º Comando Regional prenderam dois homens, de 22 e 26 anos, pelos crimes de sequestro, lesão corporal e tráfico de drogas, na madrugada desta quarta-feira (10.12), em Cuiabá. A dupla foi presa em flagrante por suspeita de envolvimento no sequestro de 10 trabalhadores de uma obra da Capital.
Conforme o boletim de ocorrência, por volta de 1h, a equipe do 1º BPM recebeu denúncias sobre um sequestro em um alojamento de trabalhadores da obra do Mercado Municipal de Cuiabá, no bairro Poção.
Segundo o relato das 10 vítimas, um grupo de criminosos armados invadiu a residência e, sob violência e graves ameaças, retirou os trabalhadores do local e os levou do imóvel. Os suspeitos ainda furtaram o sistema de monitoramento da casa e efetuaram disparos de arma de fogo nas paredes da residência.
As vítimas foram liberadas pelos criminosos algumas horas depois, retornaram ao imóvel e acionaram a PM. Os policiais foram ao endereço, constataram os fatos e encontraram uma das vítimas ferida na perna por um tiro. Ela foi socorrida por uma equipe do Corpo de Bombeiros e encaminhada ao Hospital Municipal de Cuiabá.
Diante das informações, os policiais do 1º BPM solicitaram apoio da Força Tática e iniciaram diligências. A equipe da Força Tática estava em patrulhamento na região do bairro Dom Aquino e encontrou dois suspeitos com as mesmas características informadas pelas vítimas. A dupla tentou fugir para o interior de uma casa e foi detida.
Na abordagem, os militares encontraram três porções de maconha com um dos suspeitos. Ainda na residência, foram encontradas mais porções da mesma droga, além de materiais usados para o tráfico de drogas.
Em verificação ao nome dos homens, foram identificadas passagens criminais por roubo, receptação e tráfico de drogas.
Os dois suspeitos receberam voz de prisão e foram conduzidos para a Central de Flagrantes de Cuiabá, com as drogas apreendidas, para registro da ocorrência e demais providências.
Fonte: PM MT – MT
POLICIAL
Ex-diretor de entidade do agro recebeu R$ 774 mil em transferências, aponta investigação da Polícia Civil
Afrânio Migliari é alvo de buscas em operação que apura movimentações de cerca de R$ 1 milhão no IMAFIR-MT; ex-presidente da entidade, Hugo Garcia, também está entre os investigados
O ex-diretor executivo do Instituto Mato-Grossense de Feijão, Pulses, Colheitas Especiais e Irrigação (IMAFIR-MT), Afrânio Migliari, teria recebido aproximadamente R$ 774 mil em transferências financeiras destinadas à sua conta pessoal e à conta de uma empresa de sua propriedade, segundo investigação da Polícia Civil.
Afrânio está entre os alvos da Operação Mandato Espúrio, deflagrada nesta terça-feira (25), que apura supostas movimentações financeiras irregulares de aproximadamente R$ 1 milhão envolvendo a entidade ligada ao setor do agronegócio.
De acordo com as informações da investigação, além dos cerca de R$ 774 mil destinados a contas ligadas ao ex-diretor, os policiais identificaram uma transferência de R$ 270 mil para um escritório de advocacia. O nome do escritório não foi divulgado.
Afrânio Migliari já exerceu o cargo de secretário-adjunto da Secretaria de Estado de Meio Ambiente (Sema) durante a gestão do então governador Blairo Maggi. Em 2010, ele também foi alvo da Operação Jurupari, deflagrada pela Polícia Federal para investigar crimes relacionados à extração e ao comércio ilegal de madeira em Mato Grosso.
Outro alvo da Operação Mandato Espúrio é Hugo Garcia (PSDB), suplente de deputado e ex-presidente do IMAFIR-MT, que atualmente é candidato a deputado estadual.
Durante as buscas realizadas na residência de Hugo, a Polícia Civil apreendeu joias, relógios de luxo, aparelhos celulares e um notebook, conforme as informações divulgadas sobre a operação.
A investigação apura possíveis crimes de furto qualificado, estelionato e falsidade ideológica, que teriam sido praticados pelos investigados. As suspeitas, entretanto, ainda estão sob apuração e não representam condenação.
Além dos mandados de busca e apreensão pessoal e domiciliar, a Justiça determinou o bloqueio de contas bancárias e a suspensão do acesso dos investigados às contas do IMAFIR-MT.
Segundo a Polícia Civil, as movimentações financeiras investigadas teriam ocorrido durante um período marcado por disputa e controvérsia envolvendo a representação legal da entidade.
A Operação Mandato Espúrio busca agora aprofundar a análise dos documentos, equipamentos eletrônicos e demais materiais apreendidos para esclarecer a origem e o destino dos recursos movimentados.
As investigações continuam e caberá à Polícia Civil reunir os elementos necessários para definir a eventual responsabilidade de cada um dos envolvidos.
Veja fotos da operação

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