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Polícia Civil prende casal que aplicou golpes com prejuízo de R$ 2 milhões para vítimas

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Um casal investigado por crimes de estelionato teve o mandado de prisão cumprido pela Polícia Civil, nesta quinta-feira (1º.08), após um trabalho investigativo realizado pela equipe do Núcleo de Inteligência da Delegacia Regional de Barra do Garças (509 km a leste de Cuiabá).

As ordens judiciais foram expedidas pela Segunda Vara Criminal de Barra do Garças em razão da investigação de diversos golpes praticados pelos suspeitos na cidade de General Carneiro, que geraram um prejuízo financeiro de mais de R$ 2 milhões às vítimas.

As prisões ocorreram na cidade de Paranavaí e Campo Mourão, ambas localizadas no Estado do Paraná.

Os crimes ocorreram em novembro de 2023, quando o casal se apresentou para a vítima, proprietária de uma fazenda em General Carneiro, como produtores rurais, fazendo o arrendamento da propriedade da vítima por 10 anos.

Porém, ao tomarem posse do imóvel, o casal propôs comprar os maquinários e semoventes que estavam na propriedade, repassando cheques que não foram compensados no prazo estipulado. Entretanto, antes do trâmite da compensação dos títulos de créditos, os suspeitos retiraram os maquinários e o gado da fazenda, dando destino ignorado.

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Após tomarem conhecimento da investigação em andamento, os suspeitos passaram a enviar mensagens com ameaças de morte às vítimas, pressionando para que elas mudassem os depoimentos já prestados em Juízo.

Segundo o delegado Wilyney Santana Borges Leal, durante a investigação foi descoberto que o mesmo casal também aplicou golpes no município de Primavera do Leste, trazendo prejuízos de mais de R$ 350 mil para as vítimas da cidade.

Com base nos elementos apurados, foi representado pelo mandado de prisão preventiva dos suspeitos, que foram deferidos pela Justiça e cumpridos, nesta quinta-feira (01).

Os suspeitos deverão ser recambiados nos próximos dias para o Estado de Mato Grosso, onde ficarão detidos na Cadeia Pública de Barra do Garças.

Fonte: Policia Civil MT – MT

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POLICIAL

Ex-diretor de entidade do agro recebeu R$ 774 mil em transferências, aponta investigação da Polícia Civil

Afrânio Migliari é alvo de buscas em operação que apura movimentações de cerca de R$ 1 milhão no IMAFIR-MT; ex-presidente da entidade, Hugo Garcia, também está entre os investigados

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O ex-diretor executivo do Instituto Mato-Grossense de Feijão, Pulses, Colheitas Especiais e Irrigação (IMAFIR-MT), Afrânio Migliari, teria recebido aproximadamente R$ 774 mil em transferências financeiras destinadas à sua conta pessoal e à conta de uma empresa de sua propriedade, segundo investigação da Polícia Civil.

Afrânio está entre os alvos da Operação Mandato Espúrio, deflagrada nesta terça-feira (25), que apura supostas movimentações financeiras irregulares de aproximadamente R$ 1 milhão envolvendo a entidade ligada ao setor do agronegócio.

De acordo com as informações da investigação, além dos cerca de R$ 774 mil destinados a contas ligadas ao ex-diretor, os policiais identificaram uma transferência de R$ 270 mil para um escritório de advocacia. O nome do escritório não foi divulgado.

Afrânio Migliari já exerceu o cargo de secretário-adjunto da Secretaria de Estado de Meio Ambiente (Sema) durante a gestão do então governador Blairo Maggi. Em 2010, ele também foi alvo da Operação Jurupari, deflagrada pela Polícia Federal para investigar crimes relacionados à extração e ao comércio ilegal de madeira em Mato Grosso.

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Outro alvo da Operação Mandato Espúrio é Hugo Garcia (PSDB), suplente de deputado e ex-presidente do IMAFIR-MT, que atualmente é candidato a deputado estadual.

Durante as buscas realizadas na residência de Hugo, a Polícia Civil apreendeu joias, relógios de luxo, aparelhos celulares e um notebook, conforme as informações divulgadas sobre a operação.

A investigação apura possíveis crimes de furto qualificado, estelionato e falsidade ideológica, que teriam sido praticados pelos investigados. As suspeitas, entretanto, ainda estão sob apuração e não representam condenação.

Além dos mandados de busca e apreensão pessoal e domiciliar, a Justiça determinou o bloqueio de contas bancárias e a suspensão do acesso dos investigados às contas do IMAFIR-MT.

Segundo a Polícia Civil, as movimentações financeiras investigadas teriam ocorrido durante um período marcado por disputa e controvérsia envolvendo a representação legal da entidade.

A Operação Mandato Espúrio busca agora aprofundar a análise dos documentos, equipamentos eletrônicos e demais materiais apreendidos para esclarecer a origem e o destino dos recursos movimentados.

As investigações continuam e caberá à Polícia Civil reunir os elementos necessários para definir a eventual responsabilidade de cada um dos envolvidos.

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Veja fotos da operação 

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