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Polícia Civil prende autor de apologia à facção e intimidação a autoridades em redes sociais

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A Polícia Civil de Mato Grosso prendeu de forma preventiva, nesta quarta-feira (25.2), um homem que utilizava perfis em redes sociais para promover apologia a uma facção criminosa e intimidar autoridades públicas, em Sinop.

Além da prisão preventiva, o suspeito também foi abordado com porções de entorpecentes e autuado em flagrante por tráfico de drogas pela Delegacia Especializada de Roubos e Furtos (Derf) de Sinop. A prisão também contou com apoio do Núcleo de Inteligência da Delegacia Regional.

As investigações foram iniciadas após a identificação de interações suspeitas em transmissões ao vivo realizadas nos canais oficiais do Governo de Mato Grosso.

Durante as lives, o perfil monitorado passou a publicar mensagens com textos e simbologias associadas a facções criminosas, com o objetivo de promovê-las e intimidar as autoridades estaduais enquanto discursavam sobre o enfrentamento ao crime organizado.

Com o aprofundamento das diligências técnicas, foi possível vincular o perfil utilizado nas transmissões a outras contas na mesma plataforma, todas atribuídas ao mesmo investigado. O trabalho de inteligência identificou ainda o uso de dados falsos em cadastros digitais e a replicação de conteúdos entre perfis, o que reforçou os indícios de autoria.

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As postagens mais recentes apontavam ostentação de valores em dinheiro e de arma de fogo, além da reiteração de símbolos relacionados a facções criminosas, bem como registros realizados no interior e no entorno da residência do suspeito.

Diante do conjunto probatório reunido, a Polícia Civil representou judicialmente pela adoção de medidas cautelares contra o investigado, como busca e apreensão domiciliar e prisão preventiva.

Durante a abordagem policial, o suspeito foi flagrado na posse de diversas porções de cocaína. Em razão do entorpecente apreendido, ele também foi autuado em flagrante pelo crime de tráfico de drogas, passando a responder não apenas pelos delitos já investigados, mas também por tráfico de drogas.

O caso integra a estratégia de enfrentamento à atuação de facções criminosas no ambiente digital, especialmente quanto ao uso de redes sociais para intimidação de agentes públicos, propaganda ideológica e incitação a práticas ilícitas. “Foi dada uma resposta dura e efetiva a uma ameaça durante a fala de um policial e de autoridades do governo”, destacou o delegado Thiago Berger.

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As investigações prosseguem para a identificação de outros envolvidos e eventual responsabilização penal de integrantes da rede de apoio ao investigado.

A ação também integra os trabalhos do planejamento estratégico da Polícia Civil de Mato Grosso para o ano de 2026, por meio da Operação Pharus, dentro do programa Tolerância Zero, voltado ao combate às facções criminosas em todo o Estado.

Fonte: Policia Civil MT – MT

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POLICIAL

Ex-diretor de entidade do agro recebeu R$ 774 mil em transferências, aponta investigação da Polícia Civil

Afrânio Migliari é alvo de buscas em operação que apura movimentações de cerca de R$ 1 milhão no IMAFIR-MT; ex-presidente da entidade, Hugo Garcia, também está entre os investigados

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O ex-diretor executivo do Instituto Mato-Grossense de Feijão, Pulses, Colheitas Especiais e Irrigação (IMAFIR-MT), Afrânio Migliari, teria recebido aproximadamente R$ 774 mil em transferências financeiras destinadas à sua conta pessoal e à conta de uma empresa de sua propriedade, segundo investigação da Polícia Civil.

Afrânio está entre os alvos da Operação Mandato Espúrio, deflagrada nesta terça-feira (25), que apura supostas movimentações financeiras irregulares de aproximadamente R$ 1 milhão envolvendo a entidade ligada ao setor do agronegócio.

De acordo com as informações da investigação, além dos cerca de R$ 774 mil destinados a contas ligadas ao ex-diretor, os policiais identificaram uma transferência de R$ 270 mil para um escritório de advocacia. O nome do escritório não foi divulgado.

Afrânio Migliari já exerceu o cargo de secretário-adjunto da Secretaria de Estado de Meio Ambiente (Sema) durante a gestão do então governador Blairo Maggi. Em 2010, ele também foi alvo da Operação Jurupari, deflagrada pela Polícia Federal para investigar crimes relacionados à extração e ao comércio ilegal de madeira em Mato Grosso.

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Outro alvo da Operação Mandato Espúrio é Hugo Garcia (PSDB), suplente de deputado e ex-presidente do IMAFIR-MT, que atualmente é candidato a deputado estadual.

Durante as buscas realizadas na residência de Hugo, a Polícia Civil apreendeu joias, relógios de luxo, aparelhos celulares e um notebook, conforme as informações divulgadas sobre a operação.

A investigação apura possíveis crimes de furto qualificado, estelionato e falsidade ideológica, que teriam sido praticados pelos investigados. As suspeitas, entretanto, ainda estão sob apuração e não representam condenação.

Além dos mandados de busca e apreensão pessoal e domiciliar, a Justiça determinou o bloqueio de contas bancárias e a suspensão do acesso dos investigados às contas do IMAFIR-MT.

Segundo a Polícia Civil, as movimentações financeiras investigadas teriam ocorrido durante um período marcado por disputa e controvérsia envolvendo a representação legal da entidade.

A Operação Mandato Espúrio busca agora aprofundar a análise dos documentos, equipamentos eletrônicos e demais materiais apreendidos para esclarecer a origem e o destino dos recursos movimentados.

As investigações continuam e caberá à Polícia Civil reunir os elementos necessários para definir a eventual responsabilidade de cada um dos envolvidos.

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Veja fotos da operação 

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