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Polícia Civil indicia secretário de saúde e primeira-dama de Alto Boa Vista

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A Polícia Civil em Alto Boa Vista indiciou nesta segunda-feira (19.5), a primeira-dama e o secretário de saúde do município, pelo crime de peculato, em razão da utilização de cartões corporativos de abastecimento do município, previsto no artigo 312 do Código Penal.

As investigações tiveram início, após o recebimento de várias denúncias de munícipes. Segundo as denuncias, dentre os veículos oficiais, o veículo veículo camionete S-10, de cor prata, de uso do gabinete, estaria sendo empregado para o transporte de bebidas alcoólicas que seriam levadas para uma pescaria entre funcionários públicos. E que o mesmo veículo teria sido utilizado pela primeira-dama, para se descolar até uma clínica de estética, o que teria sido confirmado por ela em interrogatório.

O trabalho investigativo também levantou indícios da utilização do veículo público Renault Duster, pertencente à Secretaria de Saúde para fins de lazer. Além disso, o veículo teria sido utilizado pelo secretário no deslocamento de sua filha para realização de uma cirurgia, em Anápolis (GO). Tal fato teria sido confirmada pelo próprio secretário durante interrogatório.

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Segundo a Polícia Civil, os investigados agiram de forma consciente e reiterada, utilizando-se dos bens públicos em benefício próprio e causando prejuízo ao erário. Além do indiciamento criminal, eles também poderão responder por improbidade administrativa.

O caso foi encaminhado ao Ministério Público, que decidirá sobre eventual denúncia. A pena para o crime pode chegar a 12 anos de reclusão, multa e perda da função pública.

Fonte: Policia Civil MT – MT

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POLICIAL

Ex-diretor de entidade do agro recebeu R$ 774 mil em transferências, aponta investigação da Polícia Civil

Afrânio Migliari é alvo de buscas em operação que apura movimentações de cerca de R$ 1 milhão no IMAFIR-MT; ex-presidente da entidade, Hugo Garcia, também está entre os investigados

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O ex-diretor executivo do Instituto Mato-Grossense de Feijão, Pulses, Colheitas Especiais e Irrigação (IMAFIR-MT), Afrânio Migliari, teria recebido aproximadamente R$ 774 mil em transferências financeiras destinadas à sua conta pessoal e à conta de uma empresa de sua propriedade, segundo investigação da Polícia Civil.

Afrânio está entre os alvos da Operação Mandato Espúrio, deflagrada nesta terça-feira (25), que apura supostas movimentações financeiras irregulares de aproximadamente R$ 1 milhão envolvendo a entidade ligada ao setor do agronegócio.

De acordo com as informações da investigação, além dos cerca de R$ 774 mil destinados a contas ligadas ao ex-diretor, os policiais identificaram uma transferência de R$ 270 mil para um escritório de advocacia. O nome do escritório não foi divulgado.

Afrânio Migliari já exerceu o cargo de secretário-adjunto da Secretaria de Estado de Meio Ambiente (Sema) durante a gestão do então governador Blairo Maggi. Em 2010, ele também foi alvo da Operação Jurupari, deflagrada pela Polícia Federal para investigar crimes relacionados à extração e ao comércio ilegal de madeira em Mato Grosso.

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Outro alvo da Operação Mandato Espúrio é Hugo Garcia (PSDB), suplente de deputado e ex-presidente do IMAFIR-MT, que atualmente é candidato a deputado estadual.

Durante as buscas realizadas na residência de Hugo, a Polícia Civil apreendeu joias, relógios de luxo, aparelhos celulares e um notebook, conforme as informações divulgadas sobre a operação.

A investigação apura possíveis crimes de furto qualificado, estelionato e falsidade ideológica, que teriam sido praticados pelos investigados. As suspeitas, entretanto, ainda estão sob apuração e não representam condenação.

Além dos mandados de busca e apreensão pessoal e domiciliar, a Justiça determinou o bloqueio de contas bancárias e a suspensão do acesso dos investigados às contas do IMAFIR-MT.

Segundo a Polícia Civil, as movimentações financeiras investigadas teriam ocorrido durante um período marcado por disputa e controvérsia envolvendo a representação legal da entidade.

A Operação Mandato Espúrio busca agora aprofundar a análise dos documentos, equipamentos eletrônicos e demais materiais apreendidos para esclarecer a origem e o destino dos recursos movimentados.

As investigações continuam e caberá à Polícia Civil reunir os elementos necessários para definir a eventual responsabilidade de cada um dos envolvidos.

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Veja fotos da operação 

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