POLICIAL
Polícia Civil deflagra operação para apurar golpe em compra de whiskies
A Polícia Civil, por meio da Delegacia de Estelionato de Várzea Grande desencadeou nessa quinta-feira (10.7), a Operação “Água no Whisky”, para apurar um golpe contra uma empresa de alimentos e bebidas, fornecedora de whiskies, que teve prejuízo de quase R$ 150 mil.
A Polícia Civil foi acionada por um representante da empresa, localizada em Várzea Grande, que informou que a distribuidora havia sido vítima de um golpe por meio de uma negociação realizada por telefone, por uma pessoa que se passou pelo setor de compras de um grande supermercado da cidade.
Somente neste golpe, a empresa havia sofrido o prejuízo de aproximadamente R$ 50 mil em mercadorias. Mas a vítima já havia efetuado transações por telefone acreditando estar fazendo negócios com a rede de supermercados ao menos oito vezes, totalizando um prejuízo de R$ 150 mil.
Nessa quinta-feira (10), quando a fraude foi descoberta, a vítima tinha acabado de entregar uma carga de 336 whiskies. O representante da empresa acionou a Delegacia de Estelionato de Várzea Grande, que conseguiu localizar a carga, o freteiro e dois homens, de 34 e 44 anos, que estavam recebendo a carga.
Os dois foram presos e autuados em flagrante por estelionato, na modalidade fraude eletrônica, e associação criminosa. Um deles possui diversas passagens criminais, inclusive por estelionato na Bahia e no Tocantins.
A carga de whiskies, avaliada em R$ 50 mil, foi recuperada e devolvida ao proprietário. As investigações continuam para finalizar o inquérito policial e desarticular todos os membros da associação criminosa.
Fonte: Policia Civil MT – MT
POLICIAL
Ex-diretor de entidade do agro recebeu R$ 774 mil em transferências, aponta investigação da Polícia Civil
Afrânio Migliari é alvo de buscas em operação que apura movimentações de cerca de R$ 1 milhão no IMAFIR-MT; ex-presidente da entidade, Hugo Garcia, também está entre os investigados
O ex-diretor executivo do Instituto Mato-Grossense de Feijão, Pulses, Colheitas Especiais e Irrigação (IMAFIR-MT), Afrânio Migliari, teria recebido aproximadamente R$ 774 mil em transferências financeiras destinadas à sua conta pessoal e à conta de uma empresa de sua propriedade, segundo investigação da Polícia Civil.
Afrânio está entre os alvos da Operação Mandato Espúrio, deflagrada nesta terça-feira (25), que apura supostas movimentações financeiras irregulares de aproximadamente R$ 1 milhão envolvendo a entidade ligada ao setor do agronegócio.
De acordo com as informações da investigação, além dos cerca de R$ 774 mil destinados a contas ligadas ao ex-diretor, os policiais identificaram uma transferência de R$ 270 mil para um escritório de advocacia. O nome do escritório não foi divulgado.
Afrânio Migliari já exerceu o cargo de secretário-adjunto da Secretaria de Estado de Meio Ambiente (Sema) durante a gestão do então governador Blairo Maggi. Em 2010, ele também foi alvo da Operação Jurupari, deflagrada pela Polícia Federal para investigar crimes relacionados à extração e ao comércio ilegal de madeira em Mato Grosso.
Outro alvo da Operação Mandato Espúrio é Hugo Garcia (PSDB), suplente de deputado e ex-presidente do IMAFIR-MT, que atualmente é candidato a deputado estadual.
Durante as buscas realizadas na residência de Hugo, a Polícia Civil apreendeu joias, relógios de luxo, aparelhos celulares e um notebook, conforme as informações divulgadas sobre a operação.
A investigação apura possíveis crimes de furto qualificado, estelionato e falsidade ideológica, que teriam sido praticados pelos investigados. As suspeitas, entretanto, ainda estão sob apuração e não representam condenação.
Além dos mandados de busca e apreensão pessoal e domiciliar, a Justiça determinou o bloqueio de contas bancárias e a suspensão do acesso dos investigados às contas do IMAFIR-MT.
Segundo a Polícia Civil, as movimentações financeiras investigadas teriam ocorrido durante um período marcado por disputa e controvérsia envolvendo a representação legal da entidade.
A Operação Mandato Espúrio busca agora aprofundar a análise dos documentos, equipamentos eletrônicos e demais materiais apreendidos para esclarecer a origem e o destino dos recursos movimentados.
As investigações continuam e caberá à Polícia Civil reunir os elementos necessários para definir a eventual responsabilidade de cada um dos envolvidos.
Veja fotos da operação

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