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Polícia Civil deflagra 2ª fase da investigação que apura crime de extração ilegal de madeira em Juína

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A Polícia Civil de Mato Grosso, deflagrou nesta quarta-feira (5.11), segunda etapa de investigação que apura crime de extração ilegal de madeira no município de Juína (735 km a noroeste de Cuiabá).

O trabalho da Delegacia Especializada do Meio Ambiente (Dema), visa desarticular um grupo criminoso especializado na extração, transporte e comercialização ilegal de madeira nativa em Juína e municípios circunvizinhos.


Nesta segunda fase foram cumpridos mandados de busca e apreensão em residências dos principais investigados, estabelecimentos comerciais e madeireira envolvidas no esquema.

Devido ao fato de alguns alvos não possuírem endereço fixo e circularem constantemente entre diferentes municípios, foram expedidos também mandados itinerantes.

Apuração

A investigação da Dema iniciou após análise forense de aparelhos celulares apreendidos durante prisões em flagrante ocorridas em março de 2025.

Na ocasião dois homens foram detidos transportando madeira ilegal. Os dados extraídos dos dispositivos revelaram uma rede criminosa com hierarquia bem definida e operações sistemáticas que vinham sendo desenvolvidas há vários meses.


A Dema identificou uma rede criminosa, com líderes responsáveis pelo financiamento das operações, motoristas especializados em rotas alternativas para evitar fiscalizações, intermediários que fazem a ponte entre executores e articuladores, além de empresários proprietários de madeireiras que recebem e “lavam” a madeira ilegal fornecendo documentação fraudulenta.

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Conforme a delegada titular da Dema, Liliane Murata, o material coletado demonstra que o grupo possui capacidade operacional desenvolvida e experiência acumulada na prática dos crimes ambientais.

“As atividades da associação criminosa causam significativos danos ambientais, com extração ilegal em reservas florestais e áreas de preservação. As diligências continuam em andamento, com o objetivo de coletar novos elementos probatórios e identificar outros participantes do esquema”, destacou a delegada.

Fonte: Policia Civil MT – MT

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POLICIAL

Ex-diretor de entidade do agro recebeu R$ 774 mil em transferências, aponta investigação da Polícia Civil

Afrânio Migliari é alvo de buscas em operação que apura movimentações de cerca de R$ 1 milhão no IMAFIR-MT; ex-presidente da entidade, Hugo Garcia, também está entre os investigados

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O ex-diretor executivo do Instituto Mato-Grossense de Feijão, Pulses, Colheitas Especiais e Irrigação (IMAFIR-MT), Afrânio Migliari, teria recebido aproximadamente R$ 774 mil em transferências financeiras destinadas à sua conta pessoal e à conta de uma empresa de sua propriedade, segundo investigação da Polícia Civil.

Afrânio está entre os alvos da Operação Mandato Espúrio, deflagrada nesta terça-feira (25), que apura supostas movimentações financeiras irregulares de aproximadamente R$ 1 milhão envolvendo a entidade ligada ao setor do agronegócio.

De acordo com as informações da investigação, além dos cerca de R$ 774 mil destinados a contas ligadas ao ex-diretor, os policiais identificaram uma transferência de R$ 270 mil para um escritório de advocacia. O nome do escritório não foi divulgado.

Afrânio Migliari já exerceu o cargo de secretário-adjunto da Secretaria de Estado de Meio Ambiente (Sema) durante a gestão do então governador Blairo Maggi. Em 2010, ele também foi alvo da Operação Jurupari, deflagrada pela Polícia Federal para investigar crimes relacionados à extração e ao comércio ilegal de madeira em Mato Grosso.

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Outro alvo da Operação Mandato Espúrio é Hugo Garcia (PSDB), suplente de deputado e ex-presidente do IMAFIR-MT, que atualmente é candidato a deputado estadual.

Durante as buscas realizadas na residência de Hugo, a Polícia Civil apreendeu joias, relógios de luxo, aparelhos celulares e um notebook, conforme as informações divulgadas sobre a operação.

A investigação apura possíveis crimes de furto qualificado, estelionato e falsidade ideológica, que teriam sido praticados pelos investigados. As suspeitas, entretanto, ainda estão sob apuração e não representam condenação.

Além dos mandados de busca e apreensão pessoal e domiciliar, a Justiça determinou o bloqueio de contas bancárias e a suspensão do acesso dos investigados às contas do IMAFIR-MT.

Segundo a Polícia Civil, as movimentações financeiras investigadas teriam ocorrido durante um período marcado por disputa e controvérsia envolvendo a representação legal da entidade.

A Operação Mandato Espúrio busca agora aprofundar a análise dos documentos, equipamentos eletrônicos e demais materiais apreendidos para esclarecer a origem e o destino dos recursos movimentados.

As investigações continuam e caberá à Polícia Civil reunir os elementos necessários para definir a eventual responsabilidade de cada um dos envolvidos.

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Veja fotos da operação 

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