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Polícia Civil cumpre mandados contra organização criminosa especializada em roubos e furtos veículos

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A Polícia Civil, por meio da Delegacia Especializada de Roubos e Furtos de Veículos Automotores (DERFVA), com apoio da Gerência de Operações Especiais (GOE), deflagrou na manhã desta terça-feira (28.03), a Operação Terminus para cumprimento de 12 ordens judiciais, decretados dentro de investigações de roubos de caminhonetes em Cuiabá.

No total, são cumpridos cinco mandados de prisão preventiva e sete de busca e apreensão domiciliar, decretados pelo Núcleo de Inquéritos Policiais da Comarca de Cuiabá.

As ordens judiciais são cumpridas na Capital e contam com a participação de 30 policiais civis, sendo 17 investigadores, 10 escrivães e três delegados de polícia, divididos em seis equipes.

Investigações

A Operação Terminus foi deflagrada com base em investigações da DERFVA que apuraram roubos de veículos, em especial caminhonetes, ocorridos em Cuiabá nos anos de 2020 e 2021, praticados com emprego de armas de fogo e concurso de agentes.

Durante os trabalhos, foi identificada uma organização criminosa envolvida nos roubos e também em outros crimes como furtos, adulteração de sinais identificadores de veículos automotores, falsificação e uso de documentos públicos e falsidade ideológica.

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Estrutura da organização

A organização criminosa contava com uma estrutura complexa, incluindo imóveis locados previamente, para ocultação dos veículos roubados/furtados e adulteração dos sinais identificadores, antes de realizar seu transporte para a Bolívia, havendo indícios de ramificação do grupo no país vizinho.

O delegado responsável pelas investigações, Maurício Maciel Pereira Júnior, destacou que as investigações apontaram que um dos líderes do grupo possui vínculo com organização criminosa na cidade do Rio de Janeiro, notadamente na favela da Maré.

“A operação busca a desarticulação do grupo criminoso, obtendo importantes elementos de informação e de prova sobre os crimes praticados e sobre a identidade de outros membros, medidas essas fundamentais para o êxito das investigações e para cessação das atividades criminosas”, explicou o delegado.

Nome da Operação

“Terminus” indica a fase de conclusão das investigações que identificaram a organização criminosa, assim como o foco no encerramento na atuação do grupo.

Fonte: Policia Civil MT – MT

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POLICIAL

Ex-diretor de entidade do agro recebeu R$ 774 mil em transferências, aponta investigação da Polícia Civil

Afrânio Migliari é alvo de buscas em operação que apura movimentações de cerca de R$ 1 milhão no IMAFIR-MT; ex-presidente da entidade, Hugo Garcia, também está entre os investigados

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O ex-diretor executivo do Instituto Mato-Grossense de Feijão, Pulses, Colheitas Especiais e Irrigação (IMAFIR-MT), Afrânio Migliari, teria recebido aproximadamente R$ 774 mil em transferências financeiras destinadas à sua conta pessoal e à conta de uma empresa de sua propriedade, segundo investigação da Polícia Civil.

Afrânio está entre os alvos da Operação Mandato Espúrio, deflagrada nesta terça-feira (25), que apura supostas movimentações financeiras irregulares de aproximadamente R$ 1 milhão envolvendo a entidade ligada ao setor do agronegócio.

De acordo com as informações da investigação, além dos cerca de R$ 774 mil destinados a contas ligadas ao ex-diretor, os policiais identificaram uma transferência de R$ 270 mil para um escritório de advocacia. O nome do escritório não foi divulgado.

Afrânio Migliari já exerceu o cargo de secretário-adjunto da Secretaria de Estado de Meio Ambiente (Sema) durante a gestão do então governador Blairo Maggi. Em 2010, ele também foi alvo da Operação Jurupari, deflagrada pela Polícia Federal para investigar crimes relacionados à extração e ao comércio ilegal de madeira em Mato Grosso.

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Outro alvo da Operação Mandato Espúrio é Hugo Garcia (PSDB), suplente de deputado e ex-presidente do IMAFIR-MT, que atualmente é candidato a deputado estadual.

Durante as buscas realizadas na residência de Hugo, a Polícia Civil apreendeu joias, relógios de luxo, aparelhos celulares e um notebook, conforme as informações divulgadas sobre a operação.

A investigação apura possíveis crimes de furto qualificado, estelionato e falsidade ideológica, que teriam sido praticados pelos investigados. As suspeitas, entretanto, ainda estão sob apuração e não representam condenação.

Além dos mandados de busca e apreensão pessoal e domiciliar, a Justiça determinou o bloqueio de contas bancárias e a suspensão do acesso dos investigados às contas do IMAFIR-MT.

Segundo a Polícia Civil, as movimentações financeiras investigadas teriam ocorrido durante um período marcado por disputa e controvérsia envolvendo a representação legal da entidade.

A Operação Mandato Espúrio busca agora aprofundar a análise dos documentos, equipamentos eletrônicos e demais materiais apreendidos para esclarecer a origem e o destino dos recursos movimentados.

As investigações continuam e caberá à Polícia Civil reunir os elementos necessários para definir a eventual responsabilidade de cada um dos envolvidos.

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Veja fotos da operação 

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