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Polícia Civil cumpre buscas contra investigados por estelionato, associação criminosa e uso de documento falso

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Um casal, investigado pelos crimes de estelionato, uso de documento falso, falsa identidade e associação criminosa, foi alvo de mandado de busca e apreensão domiciliar, cumprido pela Polícia Civil, na manhã desta terça-feira (14.05), em ação realizada pela Delegacia de Nobres (146 km a médio-norte de Cuiabá) com apoio da equipe da Delegacia Especializada de Roubos e Furtos de Várzea Grande (Derf-VG).

A ordem judicial de busca e apreensão contra o casal foi expedida pela Comarca de Nobres após desdobramento de investigações conduzidas pela delegacia do município que apura o envolvimento dos suspeitos em crime de estelionato. O mandado foi cumprido na cidade de Várzea Grande.

O casal, sendo homem de 23 anos e a mulher de 45, foi preso no último dia 04 de abril na cidade de Nobres, quando tentavam abrir contas em agências bancárias da cidade utilizando de documentos falsos para posterior prática de fraudes.

De acordo com o delegado de Nobres, Rogério Gomes Rocha, os criminosos agiam objetivando a abertura de contas bancárias em nomes de terceiros mediante o uso de documentos falsos, geralmente em cidades do interior.

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As investigações apontaram ainda que as contas seriam usadas na contratação de empréstimos fraudulentos e aquisição de produtos de alto valor, em sua maioria eletrônicos, os quais seriam revendidos para levantar dinheiro e encobrir a origem ilícita dos recursos.

A residência alvo das buscas seria utilizada pelos suspeitos como depósito dos bens, sendo então, representado pelo mandado de busca e apreensão no local. Durante o cumprimento das buscas, foram apreendidos diversos aparelhos celulares, videogames, equipamentos de sons, computadores, documentos e uma grande quantidade de mídias de jogos eletrônicos.

“Alguns dos aparelhos celulares e documentos serão usados para aprofundar as investigações e os demais objetos de valor considerável serão colocados à disposição da Justiça, os quais poderão ser usados na restituição dos prejuízos a eventuais vítimas”, disse o delegado.

As investigações continuam para identificar outras pessoas envolvidas, inclusive eventuais outras vítimas dos criminosos.

Fonte: Policia Civil MT – MT

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POLICIAL

Ex-diretor de entidade do agro recebeu R$ 774 mil em transferências, aponta investigação da Polícia Civil

Afrânio Migliari é alvo de buscas em operação que apura movimentações de cerca de R$ 1 milhão no IMAFIR-MT; ex-presidente da entidade, Hugo Garcia, também está entre os investigados

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O ex-diretor executivo do Instituto Mato-Grossense de Feijão, Pulses, Colheitas Especiais e Irrigação (IMAFIR-MT), Afrânio Migliari, teria recebido aproximadamente R$ 774 mil em transferências financeiras destinadas à sua conta pessoal e à conta de uma empresa de sua propriedade, segundo investigação da Polícia Civil.

Afrânio está entre os alvos da Operação Mandato Espúrio, deflagrada nesta terça-feira (25), que apura supostas movimentações financeiras irregulares de aproximadamente R$ 1 milhão envolvendo a entidade ligada ao setor do agronegócio.

De acordo com as informações da investigação, além dos cerca de R$ 774 mil destinados a contas ligadas ao ex-diretor, os policiais identificaram uma transferência de R$ 270 mil para um escritório de advocacia. O nome do escritório não foi divulgado.

Afrânio Migliari já exerceu o cargo de secretário-adjunto da Secretaria de Estado de Meio Ambiente (Sema) durante a gestão do então governador Blairo Maggi. Em 2010, ele também foi alvo da Operação Jurupari, deflagrada pela Polícia Federal para investigar crimes relacionados à extração e ao comércio ilegal de madeira em Mato Grosso.

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Outro alvo da Operação Mandato Espúrio é Hugo Garcia (PSDB), suplente de deputado e ex-presidente do IMAFIR-MT, que atualmente é candidato a deputado estadual.

Durante as buscas realizadas na residência de Hugo, a Polícia Civil apreendeu joias, relógios de luxo, aparelhos celulares e um notebook, conforme as informações divulgadas sobre a operação.

A investigação apura possíveis crimes de furto qualificado, estelionato e falsidade ideológica, que teriam sido praticados pelos investigados. As suspeitas, entretanto, ainda estão sob apuração e não representam condenação.

Além dos mandados de busca e apreensão pessoal e domiciliar, a Justiça determinou o bloqueio de contas bancárias e a suspensão do acesso dos investigados às contas do IMAFIR-MT.

Segundo a Polícia Civil, as movimentações financeiras investigadas teriam ocorrido durante um período marcado por disputa e controvérsia envolvendo a representação legal da entidade.

A Operação Mandato Espúrio busca agora aprofundar a análise dos documentos, equipamentos eletrônicos e demais materiais apreendidos para esclarecer a origem e o destino dos recursos movimentados.

As investigações continuam e caberá à Polícia Civil reunir os elementos necessários para definir a eventual responsabilidade de cada um dos envolvidos.

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