POLICIAL
PM prende dupla e apreende pistola e munições que seriam vendidas à facção criminosa
Policiais militares do Grupo de Apoio (GAP) do 4º Batalhão prenderam dois homens, de 38 e 31 anos, por comércio e porte ilegal de arma de fogo, na noite desta segunda-feira (9.3), em Várzea Grande. Com a dupla, foram apreendidas uma pistola e uma arma de airsoft, além de 218 munições que seriam vendidas para uma facção criminosa.
De acordo com as informações do boletim de ocorrência, a equipe do GAP do 4º BPM se deslocou até o bairro 24 de dezembro após receber denúncias sobre um homem que estava em um Fiat Uno prata supostamente com armas de fogo que seriam comercializadas para uma facção criminosa com atuação no município.
Os militares iniciaram diligências e encontraram um carro, com as mesmas características informadas, que fugiu em alta velocidade ao ver as viaturas policiais. Diante da situação, a PM iniciou acompanhamento ao veículo, que continuou a fuga, desrespeitando as ordens de parada e colocando em risco a vida de transeuntes.
Com a continuidade da perseguição, os militares efetuaram um disparo em direção ao pneu do carro, para interromper a fuga. O criminoso continuou em alta velocidade até perder o controle da direção do veículo, causando uma colisão em via pública.
O suspeito tentou fugir a pé, mas foi detido pelos policiais. Com ele, a equipe do GAP localizou 10 munições de calibre .9mm. Questionado sobre o material, ele revelou ter adquirido as munições com seu primo, que seria responsável por fazer a venda dos objetos e de armas de fogo.
Com o relato do suspeito, os militares se deslocaram até o bairro Costa Verde, onde encontraram o segundo homem na residência dele. No local, foram apreendidas uma pistola de airsoft, uma pistola e 198 munições de calibre .9mm e 10 munições de calibre 38.
Os dois homens receberam voz de prisão e foram encaminhados para a Central de Flagrantes de Várzea Grande para registro da ocorrência e demais providências cabíveis.
Disque-denúncia
A sociedade pode contribuir com as ações da Polícia Militar de qualquer cidade do Estado, sem precisar se identificar, por meio do 190 ou 0800.065.3939.
Fonte: PM MT – MT
POLICIAL
Ex-diretor de entidade do agro recebeu R$ 774 mil em transferências, aponta investigação da Polícia Civil
Afrânio Migliari é alvo de buscas em operação que apura movimentações de cerca de R$ 1 milhão no IMAFIR-MT; ex-presidente da entidade, Hugo Garcia, também está entre os investigados
O ex-diretor executivo do Instituto Mato-Grossense de Feijão, Pulses, Colheitas Especiais e Irrigação (IMAFIR-MT), Afrânio Migliari, teria recebido aproximadamente R$ 774 mil em transferências financeiras destinadas à sua conta pessoal e à conta de uma empresa de sua propriedade, segundo investigação da Polícia Civil.
Afrânio está entre os alvos da Operação Mandato Espúrio, deflagrada nesta terça-feira (25), que apura supostas movimentações financeiras irregulares de aproximadamente R$ 1 milhão envolvendo a entidade ligada ao setor do agronegócio.
De acordo com as informações da investigação, além dos cerca de R$ 774 mil destinados a contas ligadas ao ex-diretor, os policiais identificaram uma transferência de R$ 270 mil para um escritório de advocacia. O nome do escritório não foi divulgado.
Afrânio Migliari já exerceu o cargo de secretário-adjunto da Secretaria de Estado de Meio Ambiente (Sema) durante a gestão do então governador Blairo Maggi. Em 2010, ele também foi alvo da Operação Jurupari, deflagrada pela Polícia Federal para investigar crimes relacionados à extração e ao comércio ilegal de madeira em Mato Grosso.
Outro alvo da Operação Mandato Espúrio é Hugo Garcia (PSDB), suplente de deputado e ex-presidente do IMAFIR-MT, que atualmente é candidato a deputado estadual.
Durante as buscas realizadas na residência de Hugo, a Polícia Civil apreendeu joias, relógios de luxo, aparelhos celulares e um notebook, conforme as informações divulgadas sobre a operação.
A investigação apura possíveis crimes de furto qualificado, estelionato e falsidade ideológica, que teriam sido praticados pelos investigados. As suspeitas, entretanto, ainda estão sob apuração e não representam condenação.
Além dos mandados de busca e apreensão pessoal e domiciliar, a Justiça determinou o bloqueio de contas bancárias e a suspensão do acesso dos investigados às contas do IMAFIR-MT.
Segundo a Polícia Civil, as movimentações financeiras investigadas teriam ocorrido durante um período marcado por disputa e controvérsia envolvendo a representação legal da entidade.
A Operação Mandato Espúrio busca agora aprofundar a análise dos documentos, equipamentos eletrônicos e demais materiais apreendidos para esclarecer a origem e o destino dos recursos movimentados.
As investigações continuam e caberá à Polícia Civil reunir os elementos necessários para definir a eventual responsabilidade de cada um dos envolvidos.
Veja fotos da operação

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