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Operação da Polícia Civil investiga policial penal suspeito de infiltrar celulares em presídio

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A Polícia Judiciária Civil, por meio da Delegacia de Tangará da Serra (250 km de Cuiabá), deflagrou, nesta sexta-feira (18.7), a Operação “Infiltrados”, com objetivo de cumprir quatro ordens judiciais contra um policial penal de Mato Grosso suspeito de cobrar valores para levar celulares para dentro do presídio.

A operação foi realizada de forma conjunta com a Polícia Penal de Mato Grosso, que participou e colaborou com toda a investigação. Durante a operação foram cumpridos mandados de afastamento do cargo público, suspensão do porte de armas, busca e apreensão e quebra de sigilo telefônico.

As investigações apontaram que o policial usava seu cargo público para levar drogas e aparelhos celulares para dentro da Cadeia Pública de Tangará da Serra, cobrando R$ 2,5 mil por cada celular que levava para dentro do presídio.

No dia anterior à deflagração da operação, o policial penal estava sendo monitorado pela Polícia Civil e foi flagrado recebendo, de um indivíduo recém-egresso do sistema penitenciário e que fazia uso de tornozeleira eletrônica, uma sacola contendo aparelhos celulares embalados, carregadores de celular e fumo, que possivelmente seriam introduzidos no sistema penitenciário.

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O delegado Igor Sasaki, responsável pela investigação, afirmou que o policial penal responderá por tráfico de drogas, corrupção passiva e facilitação de entrada de aparelho celular em estabelecimento prisional.

A Corregedoria Geral da Secretaria de Estado de Justiça também acompanhou a operação e vai instaurar procedimento administrativo para apurar a conduta do policial penal.

Fonte: Policia Civil MT – MT

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Ex-diretor de entidade do agro recebeu R$ 774 mil em transferências, aponta investigação da Polícia Civil

Afrânio Migliari é alvo de buscas em operação que apura movimentações de cerca de R$ 1 milhão no IMAFIR-MT; ex-presidente da entidade, Hugo Garcia, também está entre os investigados

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O ex-diretor executivo do Instituto Mato-Grossense de Feijão, Pulses, Colheitas Especiais e Irrigação (IMAFIR-MT), Afrânio Migliari, teria recebido aproximadamente R$ 774 mil em transferências financeiras destinadas à sua conta pessoal e à conta de uma empresa de sua propriedade, segundo investigação da Polícia Civil.

Afrânio está entre os alvos da Operação Mandato Espúrio, deflagrada nesta terça-feira (25), que apura supostas movimentações financeiras irregulares de aproximadamente R$ 1 milhão envolvendo a entidade ligada ao setor do agronegócio.

De acordo com as informações da investigação, além dos cerca de R$ 774 mil destinados a contas ligadas ao ex-diretor, os policiais identificaram uma transferência de R$ 270 mil para um escritório de advocacia. O nome do escritório não foi divulgado.

Afrânio Migliari já exerceu o cargo de secretário-adjunto da Secretaria de Estado de Meio Ambiente (Sema) durante a gestão do então governador Blairo Maggi. Em 2010, ele também foi alvo da Operação Jurupari, deflagrada pela Polícia Federal para investigar crimes relacionados à extração e ao comércio ilegal de madeira em Mato Grosso.

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Outro alvo da Operação Mandato Espúrio é Hugo Garcia (PSDB), suplente de deputado e ex-presidente do IMAFIR-MT, que atualmente é candidato a deputado estadual.

Durante as buscas realizadas na residência de Hugo, a Polícia Civil apreendeu joias, relógios de luxo, aparelhos celulares e um notebook, conforme as informações divulgadas sobre a operação.

A investigação apura possíveis crimes de furto qualificado, estelionato e falsidade ideológica, que teriam sido praticados pelos investigados. As suspeitas, entretanto, ainda estão sob apuração e não representam condenação.

Além dos mandados de busca e apreensão pessoal e domiciliar, a Justiça determinou o bloqueio de contas bancárias e a suspensão do acesso dos investigados às contas do IMAFIR-MT.

Segundo a Polícia Civil, as movimentações financeiras investigadas teriam ocorrido durante um período marcado por disputa e controvérsia envolvendo a representação legal da entidade.

A Operação Mandato Espúrio busca agora aprofundar a análise dos documentos, equipamentos eletrônicos e demais materiais apreendidos para esclarecer a origem e o destino dos recursos movimentados.

As investigações continuam e caberá à Polícia Civil reunir os elementos necessários para definir a eventual responsabilidade de cada um dos envolvidos.

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Veja fotos da operação 

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