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Operação da Polícia Civil desarticula esquema familiar de “tráfico delivery” em Alto Araguaia

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A Polícia Civil deflagrou, na tarde dessa quinta-feira (12.3), a Operação Reincidentes, com o objetivo de desarticular um esquema estruturado de tráfico de drogas em Alto Araguaia utilizando a modalidade conhecida como “delivery de entorpecentes”.

As investigações tiveram início após a Delegacia de Alto Araguaia receber diversas denúncias anônimas que apontavam a atuação de um grupo familiar, composto por mãe e filhos, envolvido com o comércio ilegal de drogas em bairros estratégicos da cidade.

Com o avanço das diligências investigativas, os policiais civis conseguiram identificar a dinâmica de atuação do grupo, bem como os locais utilizados para armazenamento e distribuição dos entorpecentes, além dos meios empregados para a realização das entregas aos usuários.

Durante a operação, foram cumpridas três ordens judiciais expedidas pelo Núcleo de Justiça 4.0 do Juízo das Garantias da Comarca de Cuiabá, que determinaram mandados de busca e apreensão, sequestro de veículos e a quebra de sigilo de dados telemáticos, medidas consideradas essenciais para o avanço das investigações e a identificação de outros possíveis envolvidos.

As investigações apontaram que os suspeitos adotavam a estratégia de tráfico por “delivery”, com o objetivo de dificultar a ação das forças de segurança. Nesse modelo criminoso, os entorpecentes eram armazenados em locais isolados, muitas vezes enterrados em quintais ou áreas de mata, sendo retirados apenas no momento da venda e entregues diretamente aos usuários mediante solicitação, utilizando veículos para agilizar o transporte e reduzir os riscos de flagrante.

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A operação contou com o emprego de 15 policiais civis e quatro viaturas, que atuaram de forma coordenada no cumprimento das ordens judiciais e na coleta de elementos probatórios.

Foram apreendidos sete aparelhos celulares e sequestrados três veículos que eram utilizados na logística do tráfico. Além disso, durante o cumprimento os mandados, dois jovens, de 22 e 23 anos, danificaram seus celulares ao verem a polícia, com o objetivo de atrapalhar a investigação, prática comum de integrantes de facções criminosas para impedir o acesso a contatos e registros de comunicação.

Ambos foram conduzidos à delegacia e apresentados à autoridade policial, sendo autuados pelo crime de obstrução à investigação de organização criminosa, conforme previsto na Lei nº 12.850/2013.

A Operação Reincidentes integra o planejamento estratégico estadual “Pharus”, que prevê ações contínuas e integradas de enfrentamento às facções criminosas e ao tráfico de drogas em Mato Grosso ao longo de 2026.

O nome da operação, Reincidentes, foi escolhido devido ao grupo ser formado por irmãos que já foram presos diversas vezes, assim como a mãe, que já cumpriu pena por tráfico de drogas três vezes, ou seja, todos são reincidentes no mundo do crime.

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Fonte: Policia Civil MT – MT

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Sargento da Marinha é morto a tiros dentro de casa em Cáceres; polícia apura se vítima foi confundida com outro alvo

Anderson de Alencar Batista, de 43 anos, foi atingido por três disparos após criminosos romperem a cerca elétrica da residência

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O primeiro-sargento da Marinha do Brasil Anderson de Alencar Batista, de 43 anos, foi morto a tiros na madrugada desta quarta-feira (30), no bairro Jardim Universitário, em Cáceres. Segundo informações registradas pela Polícia Militar, ele foi atingido por aproximadamente três disparos.

A ocorrência foi atendida após o Centro Integrado de Operações de Segurança Pública (Ciosp) receber informações sobre tiros e uma pessoa ferida. Quando os policiais chegaram à residência, encontraram Anderson caído no imóvel. O Corpo de Bombeiros foi acionado e constatou a morte.

De acordo com o relato de uma testemunha à polícia, Anderson estava dentro da casa quando o sistema de alarme indicou o rompimento da cerca elétrica. Ele teria saído para verificar o que havia ocorrido e, nesse momento, foi surpreendido pelos disparos.

Mesmo ferido, o militar ainda teria tentado retornar para dentro da residência, mas caiu no quintal. A testemunha e o filho dela teriam levado Anderson para o interior do imóvel. O registro policial aponta ferimentos nas costas, no peito e em uma das mãos.

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Uma das linhas apuradas pelos investigadores é a possibilidade de que Anderson não fosse o alvo dos criminosos. Conforme as informações iniciais repassadas à polícia, os autores estariam procurando outra pessoa que também frequentaria a residência. Essa hipótese ainda depende de confirmação durante a investigação.

A área foi isolada para os trabalhos da Polícia Civil e da Perícia Oficial e Identificação Técnica (Politec). Até o registro das primeiras informações, não havia suspeitos identificados nem materiais apreendidos.

A Polícia Civil investiga a autoria, a motivação e as circunstâncias do homicídio.

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