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Mulher é presa com Skunk em Ônibus e, no dia seguinte, ligada a uma encomenda com mesas recheadas de Cocaína

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Na manhã de 4 de setembro, durante a Operação Ágata Conjunta Oeste — uma ação integrada entre a Polícia Rodoviária Federal (PRF), o Exército Brasileiro, o Grupo Especial de Fronteira (GEFRON) e a Agência Brasileira de Inteligência (ABIN) para combater crimes transfronteiriços na fronteira Brasil-Bolívia, no estado de Mato Grosso — um ônibus da linha Porto Velho (RO) – Açailândia (MA) foi abordado no km 728 da BR-070, na saída do município de Cáceres (MT).

Durante a fiscalização, todos os passageiros foram revistados e orientados a identificar suas bagagens. Uma mala permaneceu sem proprietário e, ao ser inspecionada, foram encontrados seis tabletes de skunk escondidos entre as roupas. Na mesma bagagem, os policiais localizaram dois recibos de encomendas, ambos em nome de uma mulher que havia sido fiscalizada anteriormente no ônibus. A suspeita foi presa, mas se recusou a fornecer informações sobre o destino do entorpecente.

No dia seguinte, no decorrer da operação, outro ônibus foi fiscalizado, desta vez da linha Porto Velho (RO) – Colatina (ES), com apoio do canil do GEFRON. O cão farejador indicou a presença de drogas no bagageiro do veículo. A encomenda suspeita era de duas mesas rústicas, embarcadas em Porto Velho (RO) com destino a Macaíba (RN). Para surpresa da equipe, a destinatária da mercadoria era a mesma mulher presa no dia anterior.

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Ao desmontarem as mesas, os policiais encontraram 19 tabletes de substância análoga a cloridrato de cocaína, totalizando aproximadamente 19,4 kg.

A operação resultou na apreensão de aproximadamente 25 quilos de drogas em nome da mesma mulher, evidenciando a eficácia das ações integradas no combate ao tráfico de entorpecentes na fronteira Brasil-Bolívia e reforçando a importância da cooperação entre as forças de segurança para desarticular o crime organizado.

Fonte: PRF – MT

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POLICIAL

Ex-diretor de entidade do agro recebeu R$ 774 mil em transferências, aponta investigação da Polícia Civil

Afrânio Migliari é alvo de buscas em operação que apura movimentações de cerca de R$ 1 milhão no IMAFIR-MT; ex-presidente da entidade, Hugo Garcia, também está entre os investigados

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O ex-diretor executivo do Instituto Mato-Grossense de Feijão, Pulses, Colheitas Especiais e Irrigação (IMAFIR-MT), Afrânio Migliari, teria recebido aproximadamente R$ 774 mil em transferências financeiras destinadas à sua conta pessoal e à conta de uma empresa de sua propriedade, segundo investigação da Polícia Civil.

Afrânio está entre os alvos da Operação Mandato Espúrio, deflagrada nesta terça-feira (25), que apura supostas movimentações financeiras irregulares de aproximadamente R$ 1 milhão envolvendo a entidade ligada ao setor do agronegócio.

De acordo com as informações da investigação, além dos cerca de R$ 774 mil destinados a contas ligadas ao ex-diretor, os policiais identificaram uma transferência de R$ 270 mil para um escritório de advocacia. O nome do escritório não foi divulgado.

Afrânio Migliari já exerceu o cargo de secretário-adjunto da Secretaria de Estado de Meio Ambiente (Sema) durante a gestão do então governador Blairo Maggi. Em 2010, ele também foi alvo da Operação Jurupari, deflagrada pela Polícia Federal para investigar crimes relacionados à extração e ao comércio ilegal de madeira em Mato Grosso.

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Outro alvo da Operação Mandato Espúrio é Hugo Garcia (PSDB), suplente de deputado e ex-presidente do IMAFIR-MT, que atualmente é candidato a deputado estadual.

Durante as buscas realizadas na residência de Hugo, a Polícia Civil apreendeu joias, relógios de luxo, aparelhos celulares e um notebook, conforme as informações divulgadas sobre a operação.

A investigação apura possíveis crimes de furto qualificado, estelionato e falsidade ideológica, que teriam sido praticados pelos investigados. As suspeitas, entretanto, ainda estão sob apuração e não representam condenação.

Além dos mandados de busca e apreensão pessoal e domiciliar, a Justiça determinou o bloqueio de contas bancárias e a suspensão do acesso dos investigados às contas do IMAFIR-MT.

Segundo a Polícia Civil, as movimentações financeiras investigadas teriam ocorrido durante um período marcado por disputa e controvérsia envolvendo a representação legal da entidade.

A Operação Mandato Espúrio busca agora aprofundar a análise dos documentos, equipamentos eletrônicos e demais materiais apreendidos para esclarecer a origem e o destino dos recursos movimentados.

As investigações continuam e caberá à Polícia Civil reunir os elementos necessários para definir a eventual responsabilidade de cada um dos envolvidos.

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Veja fotos da operação 

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