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Homem é preso pela PM suspeito de fraturar maxilar de ex-namorada e mantê-la em cárcere privado

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Policiais militares do 10º Batalhão prenderam um homem, de 34 anos, nesta quarta-feira (20.5), suspeito de agredir a ex-namorada, em Cuiabá. A vítima, de 18 anos, teve o maxilar fraturado após ser agredida com um soco pelo suspeito. O homem foi localizado enquanto acompanhava a vítima em uma unidade de saúde.

De acordo com o boletim de ocorrência, a equipe realizava patrulhamento nas proximidades do Hospital H-Bento, quando foi abordada pela mãe da vítima. A mulher relatou que a filha estava sendo mantida sob ameaças desde a última quinta-feira e sofria violência física e psicológica por parte do ex-companheiro.

Conforme relato da vítima à PM, ela estava no apartamento do ex-companheiro, no bairro Jardim das Palmeiras, quando o suspeito mexeu no celular dela e iniciou uma discussão motivada por ciúmes. Em seguida, o homem teria invadido o banheiro e desferido um soco em sua boca, causando intenso sangramento e duas fraturas no maxilar.

A vítima relatou que permaneceu vários dias sem atendimento médico e sob vigilância constante do agressor, sendo coagida a dizer à família que estava bem. Ela contou ainda que conseguiu pedir ajuda utilizando o navegador de uma televisão smart TV para enviar um e-mail a uma amiga, que avisou sua mãe sobre a situação.

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Ainda conforme a ocorrência, médicos do hospital suspeitaram de violência doméstica após perceberem o nervosismo do suspeito e a recusa dele em permitir contato com familiares da vítima. A mulher também relatou aos policiais que manteve relacionamento com o suspeito há cerca de dois anos e que já havia sofrido agressões anteriores.

Ao ser abordado, os policiais militares identificaram que ele possuía três antecedentes criminais por violência doméstica. O suspeito foi conduzido à delegacia para registro do boletim de ocorrência.

Disque-denúncia

A sociedade pode contribuir com as ações da Polícia Militar de qualquer cidade do Estado, sem precisar se identificar, por meio do 190 ou 0800.065.3939.

Fonte: PM MT – MT

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POLICIAL

Ex-diretor de entidade do agro recebeu R$ 774 mil em transferências, aponta investigação da Polícia Civil

Afrânio Migliari é alvo de buscas em operação que apura movimentações de cerca de R$ 1 milhão no IMAFIR-MT; ex-presidente da entidade, Hugo Garcia, também está entre os investigados

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O ex-diretor executivo do Instituto Mato-Grossense de Feijão, Pulses, Colheitas Especiais e Irrigação (IMAFIR-MT), Afrânio Migliari, teria recebido aproximadamente R$ 774 mil em transferências financeiras destinadas à sua conta pessoal e à conta de uma empresa de sua propriedade, segundo investigação da Polícia Civil.

Afrânio está entre os alvos da Operação Mandato Espúrio, deflagrada nesta terça-feira (25), que apura supostas movimentações financeiras irregulares de aproximadamente R$ 1 milhão envolvendo a entidade ligada ao setor do agronegócio.

De acordo com as informações da investigação, além dos cerca de R$ 774 mil destinados a contas ligadas ao ex-diretor, os policiais identificaram uma transferência de R$ 270 mil para um escritório de advocacia. O nome do escritório não foi divulgado.

Afrânio Migliari já exerceu o cargo de secretário-adjunto da Secretaria de Estado de Meio Ambiente (Sema) durante a gestão do então governador Blairo Maggi. Em 2010, ele também foi alvo da Operação Jurupari, deflagrada pela Polícia Federal para investigar crimes relacionados à extração e ao comércio ilegal de madeira em Mato Grosso.

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Outro alvo da Operação Mandato Espúrio é Hugo Garcia (PSDB), suplente de deputado e ex-presidente do IMAFIR-MT, que atualmente é candidato a deputado estadual.

Durante as buscas realizadas na residência de Hugo, a Polícia Civil apreendeu joias, relógios de luxo, aparelhos celulares e um notebook, conforme as informações divulgadas sobre a operação.

A investigação apura possíveis crimes de furto qualificado, estelionato e falsidade ideológica, que teriam sido praticados pelos investigados. As suspeitas, entretanto, ainda estão sob apuração e não representam condenação.

Além dos mandados de busca e apreensão pessoal e domiciliar, a Justiça determinou o bloqueio de contas bancárias e a suspensão do acesso dos investigados às contas do IMAFIR-MT.

Segundo a Polícia Civil, as movimentações financeiras investigadas teriam ocorrido durante um período marcado por disputa e controvérsia envolvendo a representação legal da entidade.

A Operação Mandato Espúrio busca agora aprofundar a análise dos documentos, equipamentos eletrônicos e demais materiais apreendidos para esclarecer a origem e o destino dos recursos movimentados.

As investigações continuam e caberá à Polícia Civil reunir os elementos necessários para definir a eventual responsabilidade de cada um dos envolvidos.

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Veja fotos da operação 

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