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Empresário de Água Boa é indiciado por importunação e assédio sexual de funcionária

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Um empresário suspeito de importunar e assediar sexualmente uma funcionária de 16 anos que trabalhava como babá dos seus filhos foi indiciado pela Polícia Civil em investigações do inquérito policial instaurado na Delegacia de Água Boa (730 km a leste de Cuiabá.

Na conclusão do inquérito o empresário, de 37 anos, foi indiciado por importunação sexual e assédio sexual e os autos foram encaminhados ao Judiciário para as providências legais.

O caso começou a ser investigado em dezembro de 2021, quando a mãe da menor registrou o fato na delegacia de polícia do município. A jovem afirmou que era assediada sexualmente com frequência e que em um determinado dia o patrão insistiu em ter contato mais íntimo, concretizando o ato sexual.

Ao longo da apuração do caso, a adolescente apresentou exame que atestou positivo para gravidez e que, segundo a jovem, foi oriundo da relação sexual com o suspeito. No entanto, pouco tempo depois a vítima sofreu um aborto espontâneo, tendo os materiais genéticos sido coletados para fins de confronto para exame de DNA. 

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Segundo o delegado responsável pelo caso, Valmon Pereira da Silva, o empresário é o principal suspeito de ser o responsável pela gravidez, mas até o momento não houve comprovação do fato, nem mesmo da violência ou grave ameaça durante o ato sexual, requisitos estes exigidos pelo artigo 213 do Código Penal.

“O que a nosso ver está devidamente comprovado nos autos, até o presente momento, é o assédio sexual praticado pelo suspeito em desfavor de sua funcionária, além da importunação sexual por ele perpetrada”.

No decorrer da investigação, foi constatado que outra funcionária, também menor de idade, havia sido vítima de abuso do empresário. A adolescente estava fazendo teste para trabalhar na empresa e recebeu uma proposta de cunho sexual como condição para ser contratada.

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Ex-diretor de entidade do agro recebeu R$ 774 mil em transferências, aponta investigação da Polícia Civil

Afrânio Migliari é alvo de buscas em operação que apura movimentações de cerca de R$ 1 milhão no IMAFIR-MT; ex-presidente da entidade, Hugo Garcia, também está entre os investigados

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O ex-diretor executivo do Instituto Mato-Grossense de Feijão, Pulses, Colheitas Especiais e Irrigação (IMAFIR-MT), Afrânio Migliari, teria recebido aproximadamente R$ 774 mil em transferências financeiras destinadas à sua conta pessoal e à conta de uma empresa de sua propriedade, segundo investigação da Polícia Civil.

Afrânio está entre os alvos da Operação Mandato Espúrio, deflagrada nesta terça-feira (25), que apura supostas movimentações financeiras irregulares de aproximadamente R$ 1 milhão envolvendo a entidade ligada ao setor do agronegócio.

De acordo com as informações da investigação, além dos cerca de R$ 774 mil destinados a contas ligadas ao ex-diretor, os policiais identificaram uma transferência de R$ 270 mil para um escritório de advocacia. O nome do escritório não foi divulgado.

Afrânio Migliari já exerceu o cargo de secretário-adjunto da Secretaria de Estado de Meio Ambiente (Sema) durante a gestão do então governador Blairo Maggi. Em 2010, ele também foi alvo da Operação Jurupari, deflagrada pela Polícia Federal para investigar crimes relacionados à extração e ao comércio ilegal de madeira em Mato Grosso.

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Outro alvo da Operação Mandato Espúrio é Hugo Garcia (PSDB), suplente de deputado e ex-presidente do IMAFIR-MT, que atualmente é candidato a deputado estadual.

Durante as buscas realizadas na residência de Hugo, a Polícia Civil apreendeu joias, relógios de luxo, aparelhos celulares e um notebook, conforme as informações divulgadas sobre a operação.

A investigação apura possíveis crimes de furto qualificado, estelionato e falsidade ideológica, que teriam sido praticados pelos investigados. As suspeitas, entretanto, ainda estão sob apuração e não representam condenação.

Além dos mandados de busca e apreensão pessoal e domiciliar, a Justiça determinou o bloqueio de contas bancárias e a suspensão do acesso dos investigados às contas do IMAFIR-MT.

Segundo a Polícia Civil, as movimentações financeiras investigadas teriam ocorrido durante um período marcado por disputa e controvérsia envolvendo a representação legal da entidade.

A Operação Mandato Espúrio busca agora aprofundar a análise dos documentos, equipamentos eletrônicos e demais materiais apreendidos para esclarecer a origem e o destino dos recursos movimentados.

As investigações continuam e caberá à Polícia Civil reunir os elementos necessários para definir a eventual responsabilidade de cada um dos envolvidos.

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Veja fotos da operação 

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