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Drogas e munições são apreendidas pela PRF em Mato Grosso no último final de semana

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A Polícia Rodoviária Federal apreendeu mais de 6 kg de pasta base de cocaína em Primavera do Leste. As substâncias ilícitas estavam em dois ônibus diversos que foram abordados com apenas quarenta minutos de diferença.

O primeiro veículo que foi fiscalizado fazia o trajeto Goiânia/GO a Sinop/MT. A droga foi encontrada em uma mochila de um homem. Durante os procedimentos de fiscalização aos passageiros, ele apresentou certo nervosismo e contradição nas respostas, o que gerou suspeita e levou a equipe da PRF a realizar uma busca em seus pertences, sendo encontrado três tabletes de droga, um total de 2,97 kg de pasta base de cocaína.

O segundo ônibus fiscalizado realizava o trajeto Goiânia-GO a Santarém/PA. Durante a fiscalização aos passageiros, uma mulher chamou a atenção dos policiais pela sua agitação e nervosismo e ainda não sabia informar ao certo os motivos da viagem, apresentando respostas desconexas. Diante disso, foi feita uma verificação detalhada em suas bagagens, momento em que foram encontrados três tabletes, um total de 3,27 kg de pasta base de cocaína.

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Os dois passageiros foram detidos, a princípio, pelo crime de tráfico de drogas e foram encaminhados à Polícia Judiciária de Primavera do Leste para adoção das medidas legais cabíveis.

Em uma outra ocorrência, na cidade de Pontes e Lacerda, uma equipe da PRF apreendeu mais de 2500 munições de calibres diversos. O armamento estava no compartimento de bagagens interno de um ônibus que fazia a linha Goiânia/GO a Rio Branco/AC.

A mochila a qual foram encontradas as munições não tinha identificação e os policiais não conseguiram localizar o proprietário.

Diante dos fatos, tudo foi encaminhado à Polícia Judiciária para os procedimentos cabíveis. Ficou constatado, a princípio, o crime de porte ilegal de arma de fogo de uso permitido.

Fonte: PRF MT

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POLICIAL

Ex-diretor de entidade do agro recebeu R$ 774 mil em transferências, aponta investigação da Polícia Civil

Afrânio Migliari é alvo de buscas em operação que apura movimentações de cerca de R$ 1 milhão no IMAFIR-MT; ex-presidente da entidade, Hugo Garcia, também está entre os investigados

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O ex-diretor executivo do Instituto Mato-Grossense de Feijão, Pulses, Colheitas Especiais e Irrigação (IMAFIR-MT), Afrânio Migliari, teria recebido aproximadamente R$ 774 mil em transferências financeiras destinadas à sua conta pessoal e à conta de uma empresa de sua propriedade, segundo investigação da Polícia Civil.

Afrânio está entre os alvos da Operação Mandato Espúrio, deflagrada nesta terça-feira (25), que apura supostas movimentações financeiras irregulares de aproximadamente R$ 1 milhão envolvendo a entidade ligada ao setor do agronegócio.

De acordo com as informações da investigação, além dos cerca de R$ 774 mil destinados a contas ligadas ao ex-diretor, os policiais identificaram uma transferência de R$ 270 mil para um escritório de advocacia. O nome do escritório não foi divulgado.

Afrânio Migliari já exerceu o cargo de secretário-adjunto da Secretaria de Estado de Meio Ambiente (Sema) durante a gestão do então governador Blairo Maggi. Em 2010, ele também foi alvo da Operação Jurupari, deflagrada pela Polícia Federal para investigar crimes relacionados à extração e ao comércio ilegal de madeira em Mato Grosso.

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Outro alvo da Operação Mandato Espúrio é Hugo Garcia (PSDB), suplente de deputado e ex-presidente do IMAFIR-MT, que atualmente é candidato a deputado estadual.

Durante as buscas realizadas na residência de Hugo, a Polícia Civil apreendeu joias, relógios de luxo, aparelhos celulares e um notebook, conforme as informações divulgadas sobre a operação.

A investigação apura possíveis crimes de furto qualificado, estelionato e falsidade ideológica, que teriam sido praticados pelos investigados. As suspeitas, entretanto, ainda estão sob apuração e não representam condenação.

Além dos mandados de busca e apreensão pessoal e domiciliar, a Justiça determinou o bloqueio de contas bancárias e a suspensão do acesso dos investigados às contas do IMAFIR-MT.

Segundo a Polícia Civil, as movimentações financeiras investigadas teriam ocorrido durante um período marcado por disputa e controvérsia envolvendo a representação legal da entidade.

A Operação Mandato Espúrio busca agora aprofundar a análise dos documentos, equipamentos eletrônicos e demais materiais apreendidos para esclarecer a origem e o destino dos recursos movimentados.

As investigações continuam e caberá à Polícia Civil reunir os elementos necessários para definir a eventual responsabilidade de cada um dos envolvidos.

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Veja fotos da operação 

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