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Delegacia da Mulher de Cáceres fecha ano com 59 prisões de autores de violência doméstica e sexual

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Cinquenta e nove pessoas envolvidas em crimes de violência doméstica e sexual foram presas no ano de 2022 em da Polícia Civil, realizadas por meio da Delegacia Especializada de Defesa da Mulher, Criança e Idoso de Cáceres (228 km a oeste de Cuiabá).

De janeiro a dezembro, foram 550 inquéritos policiais instaurados (200 por flagrante e 350 por portaria), 708 inquéritos policiais concluídos pela unidade policial, além de 528 Autos de Investigações Preliminares instaurados, 244 Termos Circunstanciados de Ocorrência (TCO) lavrados, 2.606 oitivas realizadas e 325 medidas protetivas requeridas.

As ações da especializada resultaram em 41 pessoas presas em flagrante. Outras 18 pessoas foram presas por força de mandado de prisão, decretados pela Justiça com base em investigações desencadeadas na unidade.

Entre os trabalhos realizados, está a operação Samantha onde foram cumpridos três mandados de prisão temporária e quatro de busca e apreensão domiciliar.

Além das ações de repressão, a Delegacia da Mulher também está envolvida em ações de prevenção à violência contra mulher, criança e idoso, participando durante o ano de diversos eventos como Maio Laranja; Agosto Lilás; Ação social de Dia das Crianças, Outubro Rosa.

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Segundo a delegada titular da DEDM de Cáceres, Paula Gomes Araújo, os crimes contra a mulher e crianças vêm sendo fortemente combatidos no município. “Além do expressivo número de prisões realizadas em ações da Delegacia da Mulher, trabalhamos no acolhimento dessas vítimas e também na prevenção e conscientização de que a cultura de violência contra a mulher e crianças é algo que precisa ser combatido”, disse a delegada.

Fonte: PJC MT

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POLICIAL

Ex-diretor de entidade do agro recebeu R$ 774 mil em transferências, aponta investigação da Polícia Civil

Afrânio Migliari é alvo de buscas em operação que apura movimentações de cerca de R$ 1 milhão no IMAFIR-MT; ex-presidente da entidade, Hugo Garcia, também está entre os investigados

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O ex-diretor executivo do Instituto Mato-Grossense de Feijão, Pulses, Colheitas Especiais e Irrigação (IMAFIR-MT), Afrânio Migliari, teria recebido aproximadamente R$ 774 mil em transferências financeiras destinadas à sua conta pessoal e à conta de uma empresa de sua propriedade, segundo investigação da Polícia Civil.

Afrânio está entre os alvos da Operação Mandato Espúrio, deflagrada nesta terça-feira (25), que apura supostas movimentações financeiras irregulares de aproximadamente R$ 1 milhão envolvendo a entidade ligada ao setor do agronegócio.

De acordo com as informações da investigação, além dos cerca de R$ 774 mil destinados a contas ligadas ao ex-diretor, os policiais identificaram uma transferência de R$ 270 mil para um escritório de advocacia. O nome do escritório não foi divulgado.

Afrânio Migliari já exerceu o cargo de secretário-adjunto da Secretaria de Estado de Meio Ambiente (Sema) durante a gestão do então governador Blairo Maggi. Em 2010, ele também foi alvo da Operação Jurupari, deflagrada pela Polícia Federal para investigar crimes relacionados à extração e ao comércio ilegal de madeira em Mato Grosso.

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Outro alvo da Operação Mandato Espúrio é Hugo Garcia (PSDB), suplente de deputado e ex-presidente do IMAFIR-MT, que atualmente é candidato a deputado estadual.

Durante as buscas realizadas na residência de Hugo, a Polícia Civil apreendeu joias, relógios de luxo, aparelhos celulares e um notebook, conforme as informações divulgadas sobre a operação.

A investigação apura possíveis crimes de furto qualificado, estelionato e falsidade ideológica, que teriam sido praticados pelos investigados. As suspeitas, entretanto, ainda estão sob apuração e não representam condenação.

Além dos mandados de busca e apreensão pessoal e domiciliar, a Justiça determinou o bloqueio de contas bancárias e a suspensão do acesso dos investigados às contas do IMAFIR-MT.

Segundo a Polícia Civil, as movimentações financeiras investigadas teriam ocorrido durante um período marcado por disputa e controvérsia envolvendo a representação legal da entidade.

A Operação Mandato Espúrio busca agora aprofundar a análise dos documentos, equipamentos eletrônicos e demais materiais apreendidos para esclarecer a origem e o destino dos recursos movimentados.

As investigações continuam e caberá à Polícia Civil reunir os elementos necessários para definir a eventual responsabilidade de cada um dos envolvidos.

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Veja fotos da operação 

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