POLICIAL
Acadepol abre processo seletivo para tutores da rede de ensino a distância
A educação continuada é um pilar fundamental para o desenvolvimento e a atualização constante dos profissionais em qualquer área, especialmente na Polícia Civil, onde a atualização e o aperfeiçoamento contínuo são essenciais para a execução eficiente de suas funções. No contexto do Estado de Mato Grosso, a implementação eficaz da educação a distância (EaD) para policiais civis, especialmente aqueles em localidades remotas, é não apenas uma necessidade, mas um direito assegurado por diversas legislações.
Com a Lei Complementar nº 407/2010, que estabelece o Estatuto da Polícia Civil, junto com a Resolução nº 107/2023, que regulamenta a Rede de Ensino à Distância, torna-se imperativo o estabelecimento de normas claras e rigorosas para o processo seletivo de tutores e conteudistas que atuarão no EaD/PJC. Essas normativas devem estar alinhadas também com a Lei Complementar nº 393/2010, que trata da Lei de Ensino da Polícia Judiciária Civil, e com a legislação federal Lei nº 8.151/2004 e a Lei nº 8.666/93, garantindo transparência, qualidade e eficiência no processo.
A Instrução Normativa nº 07/2018/SESP/MT já aponta para a necessidade de uma gestão eficaz e eficiente no que tange à seleção de pessoal, especialmente em um modelo educacional que demanda não apenas conhecimento específico, mas também competências pedagógicas ajustadas ao ensino a distância. A seleção criteriosa de tutores e conteudistas deve atender ao princípio da Eficiência da Administração Pública, assegurando que o investimento em educação continuada gere retornos significativos em termos de qualificação profissional.
É vital que a seleção desses profissionais atenda a critérios rigorosos de competência, experiência e adequação ao meio digital, garantindo que a educação continuada alcance seu objetivo de promover o desenvolvimento profissional contínuo, especialmente para aqueles em regiões de difícil acesso no Mato Grosso. Isso permitirá que todos os policiais civis, independentemente de sua localização, tenham igualdade de acesso à atualização e ao aperfeiçoamento, cumprindo assim com o compromisso de uma segurança pública mais qualificada, eficiente e alinhada às demandas contemporâneas.
Portanto, urge a definição e a implementação de um marco regulatório sólido para o processo seletivo de tutores e conteudistas em EaD na área de segurança pública, assegurando que o princípio da eficiência administrativa e a qualidade da educação oferecida sejam mantidos em alto padrão, contribuindo para a elevação da qualidade do serviço prestado pela Polícia Civil em todo o estado de Mato Grosso.
Anexo I – área temática Baixar
Anexo II – Fluxograma EAD Baixar
Anexo III – Modelo para proposta de projeto de curso Baixar
PORTARIA ADMINISTRATIVA Nº 2024.10.5216 Baixar
Publicação Resolução nº 107-2023-CSP – Minuta Ensino a Distancia EAD Baixar
Fonte: Policia Civil MT – MT
POLICIAL
Ex-diretor de entidade do agro recebeu R$ 774 mil em transferências, aponta investigação da Polícia Civil
Afrânio Migliari é alvo de buscas em operação que apura movimentações de cerca de R$ 1 milhão no IMAFIR-MT; ex-presidente da entidade, Hugo Garcia, também está entre os investigados
O ex-diretor executivo do Instituto Mato-Grossense de Feijão, Pulses, Colheitas Especiais e Irrigação (IMAFIR-MT), Afrânio Migliari, teria recebido aproximadamente R$ 774 mil em transferências financeiras destinadas à sua conta pessoal e à conta de uma empresa de sua propriedade, segundo investigação da Polícia Civil.
Afrânio está entre os alvos da Operação Mandato Espúrio, deflagrada nesta terça-feira (25), que apura supostas movimentações financeiras irregulares de aproximadamente R$ 1 milhão envolvendo a entidade ligada ao setor do agronegócio.
De acordo com as informações da investigação, além dos cerca de R$ 774 mil destinados a contas ligadas ao ex-diretor, os policiais identificaram uma transferência de R$ 270 mil para um escritório de advocacia. O nome do escritório não foi divulgado.
Afrânio Migliari já exerceu o cargo de secretário-adjunto da Secretaria de Estado de Meio Ambiente (Sema) durante a gestão do então governador Blairo Maggi. Em 2010, ele também foi alvo da Operação Jurupari, deflagrada pela Polícia Federal para investigar crimes relacionados à extração e ao comércio ilegal de madeira em Mato Grosso.
Outro alvo da Operação Mandato Espúrio é Hugo Garcia (PSDB), suplente de deputado e ex-presidente do IMAFIR-MT, que atualmente é candidato a deputado estadual.
Durante as buscas realizadas na residência de Hugo, a Polícia Civil apreendeu joias, relógios de luxo, aparelhos celulares e um notebook, conforme as informações divulgadas sobre a operação.
A investigação apura possíveis crimes de furto qualificado, estelionato e falsidade ideológica, que teriam sido praticados pelos investigados. As suspeitas, entretanto, ainda estão sob apuração e não representam condenação.
Além dos mandados de busca e apreensão pessoal e domiciliar, a Justiça determinou o bloqueio de contas bancárias e a suspensão do acesso dos investigados às contas do IMAFIR-MT.
Segundo a Polícia Civil, as movimentações financeiras investigadas teriam ocorrido durante um período marcado por disputa e controvérsia envolvendo a representação legal da entidade.
A Operação Mandato Espúrio busca agora aprofundar a análise dos documentos, equipamentos eletrônicos e demais materiais apreendidos para esclarecer a origem e o destino dos recursos movimentados.
As investigações continuam e caberá à Polícia Civil reunir os elementos necessários para definir a eventual responsabilidade de cada um dos envolvidos.
Veja fotos da operação

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