POLÍCIA FEDERAL
PF investiga esquema de cobrança de propinas em arrendamento de terras em reserva indígena
Barra do Garças/MT – A Polícia Federal deflagrou hoje (31/3) a segunda fase da Operação Res Capta, em Confresa/MT, para dar prosseguimento à investigação de esquema de cobrança de propina, por parte de servidores da FUNAI. Policiais federais deram cumprimento a dois mandados de busca e apreensão, sendo um na sede de uma empresa suspeita de ter atuado decisivamente na camuflagem do suposto recebimento de propinas por servidores da FUNAI, de Ribeirão Cascalheira/MT, e o outro, na residência da pessoa responsável pela referida empresa.
Através da análise preliminar do material apreendido na 1ª fase da “Operação Res Capta”, em paralelo com as diversas oitivas realizadas, apurou-se que as pessoas que arrendavam ilegalmente terra na Reserva Indígena Marãiwatsédé estavam sendo obrigadas a pagar 10% do valor do arrendamento, de forma antecipada, a servidores da FUNAI de Ribeirão Cascalheira/MT, por supostos serviços de medição da área.
De acordo com o que foi apurado, essas pessoas pagariam, ainda, após a finalização das supostas medições, R$ 5 por hectare medido, o que poderia totalizar aproximadamente R$ 825 mil, considerando a extensão da Terra Indígena. Através da deflagração da 1ª fase da Operação, interrompeu-se a continuidade delitiva.
Segundo o teor dos interrogatórios prestados na Polícia Federal, em Barra do Garças/MT, os servidores alegaram aos arrendatários que a medições seriam imprescindíveis para formalizar um suposto Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) no Ministério Público Federal. Esse TAC, que nunca existiu, permitiria aos arrendatários explorar economicamente a Terra Indígena Marãiwatsédé por até 15 anos.
A empresa contratada por um dos servidores da FUNAI, que foi preso na 1ª fase da Operação, é suspeita de ter papel preponderante no esquema, pois era responsável pela execução dos serviços desnecessários. Suspeita-se também que as supostas medições serviriam para camuflar a natureza ilícita dos pagamentos.
Comunicação Social da Polícia Federal em Mato Grosso
Contato: (65) 99284-8987
E-mail: [email protected]
POLÍCIA FEDERAL
Polícia Federal deflagra Operação Gubbio em investigação sobre suposta compra de votos
Boa Vista/RR. A Polícia Federal deflagrou, na tarde desta sexta-feira (2/10), a Operação Gubbio, com o objetivo de dar cumprimento a um mandado de busca e apreensão expedido pela Justiça Eleitoral no âmbito de investigação que apura a suposta prática de corrupção eleitoral.
A operação é decorrente da prisão em flagrante de 22 pessoas realizada pela Polícia Federal no dia 1º de outubro, durante ação voltada à apuração de suposta compra de votos. Na ocasião, foram apreendidos valores em espécie e colhidos elementos que, em tese, indicam a distribuição de recursos financeiros a eleitores em benefício de candidaturas que disputam as eleições de 2026.
A medida cumprida nesta data tem por objetivo aprofundar as investigações, especialmente quanto à origem dos recursos empregados, à identificação dos envolvidos e à eventual existência de estrutura organizada voltada à captação ilícita de sufrágio.
Comunicação Social da Polícia Federal em Roraima.
Fonte: Polícia Federal
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