NACIONAL
Voos domésticos no Brasil registram movimentação histórica em outubro
O setor aéreo brasileiro movimentou mais de 9 milhões de passageiros em voos domésticos ao longo do último mês de outubro. O número é o maior já registrado no período desde janeiro de 2000, quando teve início a série histórica da Agência Nacional de Aviação Civil (ANAC).
Além disso, trata-se do quarto maior volume mensal já anotado no país, ficando atrás apenas de janeiro de 2015 e janeiro de 2020, ambos com 9,3 milhões de passageiros, e de julho de 2025, que também ultrapassou a marca de 9 milhões de viajantes.
“Os resultados reforçam que o brasileiro quer, cada vez mais, descobrir e conhecer tudo o que o país tem a oferecer. Também destaco a modernização dos nossos aeroportos e as obras de infraestrutura, que têm sido feitas em todo o território nacional para melhorar a vida dos brasileiros e que têm ajudado a deixar o país mais atrativo para os turistas internacionais”, destacou o ministro do Turismo, Celso Sabino.
O segmento aéreo internacional também alcançou recorde de movimentação para outubro no Brasil, com 2,3 milhões de passageiros. O crescimento é de 9,3% em relação ao mesmo mês do ano passado.
Os números da ANAC também apontam que São Paulo segue como o principal hub aéreo do país, concentrando as principais rotas nacionais. Entre janeiro e outubro de 2025, o trajeto São Paulo-Rio de Janeiro registrou 6 milhões de passageiros, seguido das rotas São Paulo-Paraná (5,7 milhões) e São Paulo-Santa Catarina (4,9 milhões).
O Aeroporto Internacional de Guarulhos (SP) liderou o ranking de movimentação, em um ranking também composto pelos terminais de Congonhas, na capital paulista; Brasília (DF), Confins (MG) e Campinas (SP).
TURISTRÔMETRO – Em 2025, o Brasil já registrou a chegada de 8 milhões de turistas internacionais. Para acompanhar a entrada desses visitantes no país, a Embratur, com o apoio do Ministério do Turismo, instalou “Turistrômetros” nas cidades de Brasília (DF) e do Rio de Janeiro (RJ).
A partir de projeções de inteligência artificial, os painéis atualizarão, em tempo real, a chegada de novos turistas estrangeiros até o Réveillon. A iniciativa busca dar visibilidade diária ao grande fluxo de visitantes internacionais no país, que já supera todos os índices históricos.
LIDERANÇA – De acordo com um levantamento da Booking.com, realizado entre 1º de agosto e 28 de outubro de 2025, o Brasil foi o destino mais buscado globalmente por turistas que planejam viajar no período de 20 de dezembro de 2025 a 3 de janeiro de 2026.
O resultado representa um crescimento de 18% em relação ao mesmo período do ano anterior, reforçando a atratividade nacional para o turismo de lazer, especialmente durante as celebrações de Natal e Ano Novo.
Por Marco Guimarães
Assessoria de Comunicação do Ministério do Turismo
Fonte: Ministério do Turismo
NACIONAL
Como escolas e famílias formam novos leitores
A formação de leitores começa muito antes da alfabetização. O contato com livros, histórias, brincadeiras e manifestações artísticas desde a primeira infância é um direito fundamental das crianças e uma etapa essencial para o desenvolvimento. Nesse contexto, a implementação de políticas públicas possibilita a ampliação do acesso à literatura e garante que mais crianças tenham oportunidades de vivenciar a leitura. Para fortalecer essas ações, o Ministério da Educação (MEC) está formando a Comunidade Nacional de Gestores de Políticas de Primeira Infância. Municípios, estados e o Distrito Federal podem aderir à iniciativa até 31 de julho.
Coordenada pela Subsecretaria da Política Nacional Integrada da Primeira Infância (SNPPI), a comunidade reúne gestores públicos responsáveis por políticas destinadas a bebês e crianças de até seis anos. A proposta busca fortalecer a implementação da Política Nacional Integrada da Primeira Infância (PNIPI) por meio de cooperação entre os entes federados, troca de experiências e desenvolvimento de capacidades institucionais para planejar, executar, monitorar e avaliar ações voltadas à infância.
A importância dessa articulação entre políticas públicas, escolas, famílias e comunidade destacou-se na 24ª Festa Literária Internacional de Paraty (Flip). Ao longo da programação da Flipinha e da FlipEduca, educadores, escritores e artistas compartilharam experiências que mostram como o incentivo à leitura desde os primeiros anos de vida pode transformar a relação das crianças com a aprendizagem e a cultura.
Para a atriz, educadora e pesquisadora em teatro, música, dança e literatura Cláudia Ribeiro, arte e educação caminham juntas no desenvolvimento infantil. Em seu trabalho, ela dirige grupos de teatro compostos por crianças, no contraturno escolar, que produzem espetáculos apresentados em escolas do município. A iniciativa aproxima os estudantes à literatura por meio da interpretação, criatividade e experiência artística, ao mesmo tempo em que incentiva a leitura e fortalece a participação das famílias no processo educativo.
“Esse trabalho ajuda a formar a plateia e despertar o interesse das crianças ao incentivá-las a produzir arte e, principalmente, a entrar no mundo da leitura. No teatro, eu estou sempre incentivando o ato de ler, porque é importante ler o texto, entender o personagem, interpretar as intenções das falas. Quando as famílias entendem que esse processo de junção de arte e educação é muito produtivo e benéfico para as crianças, elas dão a mão para a gente, enquanto educadoras e artistas, e aí a criança só tem a ganhar com tudo isso”.
As experiências apresentadas na Flip reforçam que o acesso à literatura também passa pelo fortalecimento dos vínculos familiares. A escritora, poeta e produtora cultural Elisa Pereira, que vive em Paraty e é autora do livro infantil Quintal do Vô Benê, explica que o contato com os livros pode começar ainda na primeira infância – e até antes do nascimento. Em sua obra, ela escolheu retratar um avô como personagem central para destacar que o cuidado, o afeto e a transmissão de conhecimentos também fazem parte do papel dos homens na criação das crianças.
“Eu acho que é fundamental. Eu cresci, na verdade, sem essa vivência. Eu não tive mãe ou pai que lessem para mim, mas eu percebo a diferença entre crianças que, desde pequenas – hoje em dia, a gente sabe que pode ler até para os bebês –, tiveram acesso à leitura, e crianças que não tiveram. Eu acho que é fundamental o papel da mãe, do pai e dos cuidadores, de uma forma geral, nessa formação de leitores”.
A professora da rede municipal do Rio de Janeiro Glaucia Abreu, que atua com contação de histórias e literatura na infância, observa que muitas crianças têm seu primeiro contato sistemático com os livros no ambiente escolar. Segundo ela, o hábito da leitura nem sempre está presente no ambiente familiar, o que amplia o papel da escola em despertar a imaginação, a criatividade e o interesse pela literatura. Ao mesmo tempo, ela ressalta que esse trabalho alcança melhores resultados quando a família também participa desse processo.
“Muitas das vezes, a escola introduz esse papel por meio de uma contação simples ou, às vezes, uma contação para dormir para crianças que não vivenciaram isso. Então, a escola está cumprindo um papel que é básico, que aflora a criatividade da criança, assim como a capacidade de ela desenvolver a imaginação e a fantasia, que faz parte do universo infantil. A gente precisa incentivar isso além das portas da escola. A gente precisa incentivar isso na base familiar”.
Cooperação – Os relatos apresentados durante a Flip dialogam com os objetivos da Comunidade Nacional de Gestores de Políticas de Primeira Infância, criada pelo MEC para fortalecer políticas públicas voltadas aos primeiros anos de vida.
Instituída pela Portaria nº 540/2026, a comunidade reúne gestores públicos indicados pelos municípios, estados e Distrito Federal em uma rede de cooperação federativa. A iniciativa busca fortalecer as capacidades institucionais dos entes para planejar, executar, monitorar e avaliar políticas públicas destinadas a bebês e crianças de até seis anos, além de promover a troca de experiências, a difusão de conhecimentos técnicos e o aprimoramento contínuo das ações voltadas à primeira infância.
A comunidade está estruturada em dois eixos. O primeiro, Pactuação e Articulação Federativa, prevê oficinas, encontros técnicos e seminários para discutir iniciativas, projetos e programas voltados à primeira infância e incentivo à cooperação entre os entes federativos. Já o eixo Desenvolvimento de Capacidades Institucionais contempla a criação de instrumentos de gestão, protocolos, sistemas de informação, monitoramento e avaliação, além da oferta de ações formativas voltadas ao fortalecimento das capacidades individuais e coletivas da gestão pública.
As experiências compartilhadas por educadores, artistas e escritores na Flip mostram que formar leitores desde a primeira infância depende da atuação conjunta de escolas, famílias, espaços culturais e políticas públicas. Ao criar uma rede permanente de cooperação entre gestores, a Comunidade Nacional de Gestores de Políticas de Primeira Infância busca fortalecer essa articulação para que mais crianças tenham acesso a experiências de leitura, cultura e aprendizagem desde os primeiros anos de vida.
Assessoria de Comunicação Social do MEC
Fonte: Ministério da Educação
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