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Vencedores do Prêmio MEC ressaltam apoio da comunidade escolar

O Prêmio MEC da Educação Brasileira homenageou 116 experiências de estudantes, professores e gestores de redes de ensino que obtiveram resultados positivos em todas as regiões do Brasil. Ao todo, 62 prêmios foram entregues e 54 estudantes foram reconhecidos pelo seu alto desempenho no Exame Nacional do Ensino Médio (Enem). Mais do que uma homenagem, a premiação reforçou ações e experiências de todo o país com foco na promoção de avanços na qualidade da aprendizagem para a educação básica, incentivando a adoção de políticas, programas e estratégias, em reconhecimento ao compromisso com a redução das desigualdades educacionais.

No Palácio do Planalto, em Brasília (DF), e na presença do presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, e do ministro da Educação, Camilo Santana, o estudante André Gustavo Barreto, 18 anos, de Mato Grosso do Sul, recebeu seu reconhecimento na categoria Enem. A premiação condecorou dois alunos de cada unidade da Federação pelo melhor desempenho na nota da redação.

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A professora Suany sempre me auxiliava no repertório, e isso foi um diferencial, disse o estudante André Gustavo Barreto, 18 anos, em agradecimento. Foto: Luís Fortes/MEC

O estudante de 18 anos, que atualmente cursa medicina na Universidade Federal de Mato Grosso do Sul (UFMS), agradeceu à professora Suany Oliveira de Moraes pela conquista da boa nota. “Para fazer a redação, a gente precisa ir se aprofundando e treinando. Eu me aprofundava em questões de repertório, buscava livros e a indicação de professores. A gente se aprofundava nas fontes e pesquisava conteúdos correlacionados. Isso tudo faz parte desse processo da redação, porque a escrita é um treino”, disse Barreto.

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Aspirante a ingressar no mesmo curso, a estudante Seramar Alveni Daud, 18 anos, do município de Rondonópolis (MT), também esteve entre os 54 estudantes brasileiros agraciados com uma medalha. Ela contou como foi sua reação com o resultado e como seguirá nos estudos. “Eu me sinto muito feliz. Eu demorei para acreditar, mas isso está acontecendo e é real. Para tirar essa nota, eu tive que ler e aprender a enxergar realidades diferentes da minha, como falar sobre as minorias. Eu fui atrás de repertórios na arte, na literatura, na história e nas músicas, para aprender novas perspectivas”, celebrou Daud.

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Eu demorei para acreditar, mas isso está acontecendo e é real, disse a estudante Seramar Alveni Daud, 18 anos, sobre a premiação. Foto: Luís Fortes/MEC

O município de Mata de São João foi o único da Bahia que recebeu reconhecimento na categoria Educação em Tempo Integral. O secretário municipal de Educação, Wellington Lázaro, destacou que a cidade foi a primeira com mais de 9.000 habitantes que atingiu 100% do ensino integral. “O resultado é fruto de um trabalho de gestão e compromisso com a educação”, relatou.

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Atuante na cidade, a professora Maria Helena Batista dos Santos, da Escola Municipal Idalba Toletino de Almeida, representou os professores da cidade baiana na cerimônia. “Eu me sinto orgulhosa e valorizada, porque os professores raramente eram valorizados dessa forma. O prêmio está valorizando não só a mim, como a todos os professores de Mata de São João”, disse.

Premiação – O Prêmio MEC da Educação Brasileira contemplou instituições educacionais de 35 municípios, 20 escolas e 54 alunos, além de 49 professores que acompanharam os municípios e escolas premiadas. Foram entregues premiações em oito categorias: Educação Infantil; Alfabetização; Anos Iniciais do Ensino Fundamental; Anos Finais do Ensino Fundamental; Ensino Médio; Enem; Educação em Tempo Integral; e Educação Profissional e Tecnológica (EPT).

A seleção dos premiados foi realizada pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep), utilizando indicadores oficiais da educação básica, como o Censo Escolar, o Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb) e o Enem, além do Censo do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Confira a lista de premiados.

Assessoria de Comunicação Social do MEC

Fonte: Ministério da Educação

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MEC autoriza novo campus do IFSULDEMINAS em Boa Esperança (MG)

O Ministério da Educação (MEC) autorizou a criação do Campus Boa Esperança do Instituto Federal do Sul de Minas Gerais (IFSULDEMINAS) nesta quarta-feira, 13 de maio. O anúncio ocorreu durante visita do ministro da Educação, Leonardo Barchini, ao local onde será instalado o novo campus, que terá capacidade de atender 800 estudantes. Com ele, a Rede Federal de Educação Profissional, Científica e Tecnológica chega a 727 unidades. Também esteve presente na cerimônia o reitor do instituto, Cleber Ávila Barbosa, e o secretário de Educação Profissional e Tecnológica do MEC, Marcelo Bregagnoli. 

13/04/2026 - Cerimônia de Autorização da Criação do Campus Boa Esperança do IFSULDEMINAS. Fotos: Angelo Miguel/MEC.

O empreendimento, que antes funcionava como um polo do Sistema Universidade Aberta do Brasil (UAB) ligado ao IFSULDEMINAS, em parceria com a Prefeitura de Boa Esperança, tem área total de aproximadamente 20 mil metros quadrados. Na área construída, de 4,6 mil metros quadrados, há salas de aula, biblioteca, restaurante estudantil, laboratórios de informática e de ciências, auditório, ginásio poliesportivo, quadra descoberta e sanitários. O imóvel foi cedido pelo município ao IFSULDEMINAS, que agora fará adequações estruturais para novo uso. 

Durante a solenidade, o ministro Leonardo Barchini destacou o significado da conquista para a comunidade local e para a expansão da Rede Federal. “Hoje é um dia muito especial para nós, que, finalmente, depois desses anos de luta, conseguimos transformar o polo em Instituto Federal. Teremos toda uma gama de recursos disponíveis para que os nossos estudantes possam ter a melhor formação possível e estejam preparados para o mundo do trabalho e para os desafios do século 21”. 

Barchini também fez os primeiros anúncios de novos investimentos para o Campus Boa Esperança. “Teremos mais três obras para o Instituto Federal: a primeira será uma biblioteca, com R$ 1,8 milhões em investimentos; a segunda, um restaurante estudantil; e a terceira, um novo conjunto de salas”, afirmou. 

Teremos mais três obras para o Instituto Federal: a primeira será uma biblioteca, com R$ 1,8 milhões em investimentos; a segunda, um restaurante estudantil; e a terceira, um novo conjunto de salas.” Leonardo Barchini, ministro da Educação 

Para o reitor Cleber Ávila Barbosa, a criação da nova unidade marca um momento histórico para a instituição. “Isso é algo memorável e que ficará para sempre na história da nossa instituição. Um novo campus é algo imensurável acerca de conquistas, oportunidades, pesquisa, extensão e desenvolvimento.” 

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Desde 2009, o polo ofertou mais de 900 vagas em cursos técnicos de cafeicultura e administração a distância. Com a efetivação da unidade, a instituição planeja ofertar cursos técnicos presenciais, integrados e subsequentes, de agropecuária, administração e informática. A expectativa é que as aulas se iniciem em agosto de 2026. 

Estudante do IFSULDEMINAS, Maria Fernanda Teixeira ressaltou o significado do novo campus para a expansão da educação pública e para a trajetória da instituição na região. “Me sinto privilegiada por fazer parte desse momento histórico de expansão da Rede Federal. Compartilho da ideia de que a educação não deve ser vista como um gasto, mas como um investimento. O campus de Itajubá já não é mais o filho caçula, porque hoje nasce o Campus Boa Esperança”. 

O município de Boa Esperança (MG) se destaca pela diversidade econômica, sendo um polo estratégico para o agronegócio, a pecuária leiteira, a produção de café, o turismo e o comércio, e pela localização que facilita a integração com outros polos produtivos. A expansão da Rede Federal para a cidade é fruto do diálogo constante com as prefeituras da região. 

IFSULDEMINAS – O Instituto Federal do Sul de Minas Gerais nasceu a partir da fusão das escolas agrotécnicas das cidades de Inconfidentes, Machado e Muzambinho (MG), tradicionalmente reconhecidas pela qualidade na oferta de educação profissional e tecnológica na região. Atualmente, o instituto possui um polo de inovação e nove campi, sendo eles: Inconfidentes; Machado; Muzambinho; Passos; Poços de Caldas; Pouso Alegre; Carmo de Minas; Três Corações; e Itajubá, esse último em implementação pelo plano de expansão dos mais de 100 campi de institutos federais pelo Brasil. O IFSULDEMINAS oferta, anualmente, cerca de 45 mil vagas em 316 cursos e, no total, estão matriculados aproximadamente 66 mil alunos na instituição, incluindo qualificações profissionais. 

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Ex-aluna do curso técnico em meio ambiente do IFSULDEMINAS, Darliane Silva destacou a importância da transformação do antigo polo em um campus permanente para ampliar as oportunidades educacionais. “Era um polo, e agora a cidade ganha um campus. Isso vai evoluir mais a nossa região e trazer mais educação para a nossa cidade.” 

Investimentos MEC – Por meio do Novo Programa de Aceleração do Crescimento (Novo PAC), o MEC prevê recursos para a consolidação dos institutos federais, com investimento de R$ 1,4 bilhão. Essa ação tem como foco os campi que ainda não possuem infraestrutura completa. Durante a consolidação, as prioridades para investimento são a construção de restaurantes estudantis, bibliotecas, blocos de salas de aula e laboratórios, quadras poliesportivas e unidades em instalações definitivas. Para o IFSULDEMINAS, são R$ 18,7 milhões de investimentos na ação de consolidação. Entre 2023 e 2025, foram repassados R$ 17,6 milhões, já inclusos os aditivos no valor de R$ 1,1 milhão. Ainda estão previstos outros R$ 2,2 milhões. 
 
Já para a expansão dos institutos federais, o governo federal investe R$ 2,5 bilhões pelo Novo PAC em todo o país. A previsão é criar mais de 155 mil novas vagas de educação profissional e tecnológica, majoritariamente de cursos técnicos integrados ao ensino médio. Cada campus, incluindo o de Itajubá, do IFSULDEMINAS, recebe investimento médio de R$ 25 milhões e terá capacidade de atender, em média, 1.400 estudantes. 

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Assessoria de Comunicação Social do MEC, com informações da Secretaria de Educação Profissional e Tecnológica (Setec) 

Fonte: Ministério da Educação

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