NACIONAL
Turistas internacionais movimentam mais de US$ 7 bilhões na economia brasileira
Depois de um ano marcado por recordes na chegada de turistas estrangeiros, 2025 também se consolida como um período histórico para as receitas do turismo internacional no Brasil. Entre janeiro e novembro, visitantes de outros países foram responsáveis por inserir US$ 7,17 bilhões na economia brasileira, segundo dados divulgados pelo Banco Central nesta sexta-feira (19).
O resultado representa um avanço de 8,41% em relação ao mesmo intervalo de 2024 e já deixa o país muito próximo de superar o total arrecadado em todo o ano passado, que fechou em US$ 7,30 bilhões. Somente em novembro, o turismo internacional respondeu por US$ 560 milhões em recursos, mantendo o ritmo acelerado ao longo do ano.
O desempenho financeiro acompanha o crescimento expressivo no fluxo de visitantes e reflete uma atuação coordenada entre o Governo do Brasil, estados, municípios e o setor privado para ampliar a presença do país nos principais mercados emissores. O conjunto de ações fortalecem a imagem do Brasil como um destino diverso, competitivo e cada vez mais relevante no cenário internacional.
Mais do que números, a entrada desses recursos se traduz em oportunidades para a população. Em 2025, o turismo já registra mais de 1,5 milhão de admissões formais, com saldo positivo de cerca de 90 mil novos postos de trabalho. O resultado reforça o papel estratégico do setor como motor de desenvolvimento, capaz de gerar emprego e renda de forma descentralizada, alcançando diferentes perfis profissionais e regiões brasileiras.
Por Fábio Marques
Assessoria de Comunicação do Ministério do Turismo
Fonte: Ministério do Turismo
NACIONAL
Na Holanda, MME participa do principal congresso mundial sobre combustível sustentável de aviação
O Ministério de Minas e Energia (MME) participa, entre os dias 15 e 17 de junho, do SAF Global Congress, em Amsterdã, na Holanda, principal evento internacional dedicado ao combustível sustentável de aviação (SAF, na sigla em inglês).
Representando a pasta, o secretário Nacional de Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis, Renato Dutra, apresentou os avanços da política brasileira para o setor e destacou as oportunidades para ampliar investimentos e fortalecer a cadeia de produção de combustíveis sustentáveis no país.
Ao longo do congresso, a comitiva brasileira participa de diversos painéis sobre o papel dos governos na criação de um ambiente favorável aos investimentos em SAF, destacando o potencial brasileiro para a expansão da produção do combustível e as oportunidades da América Latina para transformar vantagens competitivas em projetos em escala comercial. Além do MME, participaram da delegação brasileira instituições como Agência Nacional de Aviação Civil (ANAC), Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), Financiadora de Estudos e Projetos (FINEP) e ApexBrasil.
Os debates reunem os principais atores globais do setor, incluindo representantes de governos, empresas, companhias aéreas e instituições financeiras.
Em sua participação, o secretário destacou que o Brasil reúne condições únicas para se consolidar como um dos principais fornecedores de combustível sustentável de aviação no mundo, graças à experiência acumulada na produção de biocombustíveis, à diversidade de matérias-primas e ao ambiente regulatório construído nos últimos anos. “O Brasil tem vantagens competitivas que poucos países possuem. Estamos construindo um ambiente seguro para investimentos e dialogando com os principais agentes internacionais para transformar esse potencial em projetos concretos, geração de empregos e desenvolvimento sustentável”, afirmou Dutra.
Além das perspectivas para o mercado brasileiro, as discussões abordaram temas como os mecanismos de incentivo à produção de SAF, os desafios para redução de custos, as estratégias adotadas por diferentes países para cumprir metas de descarbonização da aviação e o papel da cooperação internacional na ampliação da oferta global do combustível. Também foram debatidas as oportunidades para fortalecer a integração entre os países da América Latina e ampliar a participação da região na transição energética do setor aéreo.
Segundo estudos apresentados pelo MME durante o evento, o Brasil possui potencial para produzir até 9 bilhões de litros de SAF a partir das matérias-primas mapeadas no país, volume equivalente a cerca de 125% do consumo brasileiro atual de querosene de aviação fóssil, o que fortalece a posição do País como potencial exportador.
Além disso, projetos viabilizados em escala comercial podem elevar a oferta nacional para aproximadamente 3,6 bilhões de litros por ano até 2035, consolidando o país como um importante polo de investimentos para a indústria de combustíveis sustentáveis de aviação.
Assessoria Especial de Comunicação Social – MME
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