NACIONAL

No Dia Mundial da Música, Ministério do Turismo lança campanha “O mundo é Brega e Belém é a capital”

No Dia Mundial da Música, celebrado nesta quarta-feira (1º/10), o Ministério do Turismo lança a campanha “O mundo é Brega e Belém é a capital”, em comemoração ao reconhecimento inédito concedido pela ONU Turismo, que declarou Belém (PA) como Capital Mundial do Brega. A ação integra a estratégia “Conheça o Brasil”, para estimular o turismo doméstico e valorizar as manifestações culturais do país.

Assista AQUI o vídeo da campanha.

Estrelada pela cantora paraense Joelma, a campanha terá ampla divulgação em veículos de mídia nacional, rádios locais no Pará e forte presença em plataformas digitais, redes sociais e parcerias com influenciadores.

Para o ministro do Turismo, Celso Sabino, o reconhecimento da ONU Turismo é um marco histórico. “Essa campanha celebra a força criativa do povo paraense e reafirma o Brasil como um país de culturas vibrantes e singulares. Mais do que um estilo musical, o brega é símbolo de identidade, pertencimento e alegria, e agora, um cartão de visita para o mundo conhecer Belém.”

O título foi concedido durante a 123ª reunião do Conselho Executivo da ONU Turismo, em Segóvia, na Espanha. A honraria consolida o estilo musical como expressão cultural de relevância global, amplia a visibilidade do Brasil no cenário internacional e reforça a riqueza da capital paraense, já reconhecida mundialmente por sua gastronomia.

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A campanha projeta o brega – movimento musical nascido nas periferias de Belém – como patrimônio imaterial que traduz identidade, criatividade e alegria do povo paraense. “É mais um movimento que dá visibilidade à diversidade do Brasil, colocando a capital do Pará como um destino turístico que une música, tradição, gastronomia e história para oferecer experiências singulares a visitantes do Brasil e do mundo”, complementa Sabino.

A CAMPANHA – A peça publicitária mergulha na diversidade do gênero musical do Brega, com o jingle que mistura vertentes como o tecnobrega, o brega romântico e o brega calypso. A campanha também amplia o olhar para além da música, valorizando a cultura local em diferentes expressões: a gastronomia aparece com o chef Thiago Castanho; a moda, com a estilista Dina Carmona; o turismo, com o influenciador Rômulo Dias; o empreendedorismo feminino, com Gaby e Clara; e outros nomes consagrados do brega paraense, como Wanderley Andrade e Hellen Patrícia, também ganham destaque.

No ambiente digital, a estratégia aposta em conteúdo multiplataforma para potencializar o alcance. Entre os destaques, estão o “Brega Talks”, série de entrevistas com personalidades locais, e o “Dançar é Brega”, vídeos gravados em pontos icônicos da cidade de Belém.

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HISTÓRIA – A relação de Belém com o brega se confunde com a própria expansão do estilo musical. Nas periferias da cidade, o ritmo é mais que música: é resistência, lazer, memória e pertencimento. Do romantismo tradicional ao tecnobrega moderno, o brega paraense evoluiu ao longo das décadas, incorporando batidas eletrônicas, influências caribenhas e experimentações sonoras. Foi assim que a cidade viu brilhar fora de suas fronteiras nomes como Pinduca, Wanderley Andrade, Joelma, Gaby Amarantos, Felipe Cordeiro e muitos outros que demonstram a capacidade do brega em se renovar sem perder suas raízes.

Com esse reconhecimento internacional, Belém se consolida como vitrine cultural do Brasil para o mundo, fortalecendo o turismo e projetando sua identidade única para as próximas gerações.

Por Fábio Marques

Assessoria de Comunicação do Ministério do Turismo

Fonte: Ministério do Turismo

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NACIONAL

MEC discute escolas de fronteira no Amapá e Guiana Francesa

O Ministério da Educação (MEC), por meio da Secretaria de Articulação Intersetorial e com os Sistemas de Ensino (Sase), realizou agenda institucional nas cidades gêmeas de Oiapoque (AP) e Saint-Georges de l’Oyapock, na Guiana Francesa, entre os dias 22 e 25 de junho. A programação teve como objetivo fortalecer o diálogo com gestores, instituições educacionais e representantes dos sistemas de ensino dos dois países em torno do Programa Escolas Interculturais e de Fronteira (Peif), considerando as especificidades linguísticas, culturais, sociais e territoriais da região amazônica de fronteira. 

As atividades ocorreram durante a segunda edição dos Jogos Oyapique, realizada na Escola Estadual Duque de Caxias, em Clevelândia do Norte, e integraram o Acordo de Cooperação Transfronteiriça firmado entre a Secretaria de Estado da Educação do Amapá, a Secretaria Municipal de Educação de Oiapoque, a Universidade Federal do Amapá (Unifap), o Instituto Federal do Amapá (Ifap) e a Região Acadêmica da Guiana Francesa. A programação também contribuiu para a construção de uma agenda comum entre os parceiros envolvidos, com vistas ao fortalecimento das ações de cooperação educacional na região. 

No primeiro dia, o MEC participou de reuniões com representantes das redes estadual e municipal de ensino do Amapá, gestores educacionais da Guiana Francesa e equipes técnicas dos dois países. Os encontros abordaram as ações do Peif e o acompanhamento de iniciativas bilaterais já desenvolvidas na fronteira, destacando a importância da cooperação educacional franco-brasileira para a promoção de projetos interdisciplinares, intercâmbios culturais e práticas pedagógicas voltadas ao contexto plurilíngue e intercultural. 

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A agenda incluiu ainda um diálogo com docentes e gestores do Campus Binacional da Universidade Federal do Amapá (Unifap), voltado à construção de proposta de formação continuada para professores de língua francesa e gestores escolares. A iniciativa será desenvolvida em parceria com instituições brasileiras e francesas, abordando temas relacionados ao plurilinguismo, à interculturalidade, à cooperação educacional transfronteiriça e à gestão democrática, com o objetivo de fortalecer a atuação dos profissionais da educação em territórios de fronteira. 

Como parte da programação, foram realizadas visitas a instituições de ensino da Guiana Francesa para conhecer experiências educacionais desenvolvidas em contextos bilíngues e interculturais. A atividade permitiu a troca de experiências sobre práticas pedagógicas voltadas à valorização das línguas e culturas locais, bem como a discussão de novas possibilidades de cooperação entre escolas dos dois países. Entre as propostas debatidas estavam o desenvolvimento de atividades conjuntas entre estudantes brasileiros e franceses, bem como a ampliação de iniciativas de intercâmbio educacional, científico e cultural. 

A programação foi concluída com reuniões junto às redes municipal e estadual de ensino. Em Oiapoque, gestores municipais apresentaram as perspectivas para ampliação da infraestrutura educacional e manifestaram interesse na implementação do Programa Escolas Interculturais e de Fronteira. Já em encontro com a Secretaria de Estado da Educação do Amapá, foram discutidas as especificidades do território amapaense, especialmente em relação à diversidade indígena e à participação das organizações representativas dos povos originários na construção das políticas educacionais voltadas à região. 

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Para a coordenadora-geral de Articulação Intersetorial da Sase, Gesuína Leclerc, as atividades contribuíram para ampliar o diálogo entre as instituições envolvidas e fortalecer a construção da pauta de cooperação educacional entre Brasil e França. “Esta atividade preparatória foi bem-sucedida, principalmente quanto à mobilização dos atores da Guiana Francesa para a construção da pauta de cooperação. A ampliação das línguas nos exames brasileiros, como é o caso do Enem, foi uma reivindicação da fronteira Brasil-Guiana em relação à língua francesa, tendo em vista que o Amapá é a maior rede com presença do ensino do francês”, destacou. 

A agenda reafirmou o compromisso do MEC com o fortalecimento da cooperação internacional e com a promoção de políticas educacionais voltadas aos territórios de fronteira. Os diálogos realizados evidenciaram o potencial do Programa Escolas Interculturais e de Fronteira para ampliar oportunidades de aprendizagem, valorizar a diversidade linguística e cultural, além de fortalecer a integração entre os sistemas educacionais do Brasil e da França. 

Assessoria de comunicação Social do MEC, com informações da Sase

Fonte: Ministério da Educação

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