NACIONAL
Porto de Santos terá dois novos berços para granéis líquidos
O Porto de Santos, maior complexo portuário da América Latina, dará um passo estratégico para expandir sua capacidade de movimentação de granéis líquidos. Nesta quinta-feira (21), foi assinado termo de compromisso para a construção de dois novos berços públicos de atracação na região do bairro da Alemoa, que concentra a movimentação desse tipo de carga na margem direita do porto.
O compromisso foi celebrado entre o Ministério de Portos e Aeroportos (MPor), a Autoridade Portuária de Santos (APS) e as empresas Ultracargo, Granel Química, Stolthaven e Vopak. Participaram da solenidade o ministro do Empreendedorismo, Márcio França, o ministro do Tribunal de Contas da União (TCU), Bruno Dantas, o presidente da APS, Anderson Pomini, além de deputados federais, estaduais e prefeitos da Baixada Santista.
O investimento, estimado em R$ 400 milhões, deve ser executado em até três anos, respeitando as exigências ambientais, e vai acrescentar cerca de 3 milhões de toneladas/ano de capacidade ao complexo.
“O novo investimento vai reforçar o cluster de líquidos em Santos, reduzir gargalos logísticos e ampliar a competitividade do porto, que já é o maior da América Latina”, afirmou o ministro de Portos e Aeroportos, Silvio Costa Filho.
Leilão do túnel
Outro destaque da agenda foi a confirmação do leilão do túnel Santos–Guarujá para o próximo dia 5 de setembro, às 15h, na sede da B3, em São Paulo. Considerada a maior obra de infraestrutura do Novo PAC (Programa de Aceleração do Crescimento), a ligação terá 1,5 km de extensão (870 metros imersos) e investimento de R$ 6,8 bilhões.
“Será um momento histórico para a Baixada Santista. A população espera essa obra há mais de 100 anos e, em parceria com o governo do Estado, vamos finalmente bater o martelo para que o túnel saia do papel”, disse o ministro.
O projeto vai beneficiar diariamente cerca de 78 mil pessoas e contará com faixa exclusiva para o VLT, além de acessos para ciclistas e pedestres. O início da instalação do canteiro de obras está previsto para novembro.
Pacote de concessões e poligonal
O ministro também destacou que o governo federal conduz a maior carteira de concessões da história no setor portuário. Até 2026, serão realizados 60 leilões, totalizando aproximadamente R$ 30 bilhões em investimentos.
“Entre 2015 e 2022 foram 43 leilões, que resultaram em apenas R$ 6 bilhões. Agora estamos falando em 60 concessões e um volume cinco vezes maior de recursos, mostrando a prioridade que o presidente Lula dá ao setor”, ressaltou.
Ainda neste ano, está previsto o leilão do Tecon Santos 10, programado para dezembro, que deve dobrar a capacidade de operação de contêineres. Também avançam os estudos para a expansão da poligonal do Porto de Santos, com a expectativa de publicação da primeira etapa até outubro.
Obras na DP World
Na margem esquerda do porto, o ministro participou da cerimônia que marcou o início das obras de ampliação do cais da DP World. O projeto prevê a adição de 190 metros lineares ao cais, totalizando 1.290 metros de extensão.
Com a expansão e a aquisição de novos equipamentos, o terminal elevará sua capacidade para 1,7 milhão de TEUs ao ano até 2026. Em 2024, a companhia movimentou mais de 1,25 milhão de TEUs, crescimento de 14% em relação a 2023.
Assessoria Especial de Comunicação Social
Ministério de Portos e Aeroportos
Fonte: Portos e Aeroportos
NACIONAL
Mata Atlântica: Patrimônio Mundial reúne florestas, cavernas e ilhas entre São Paulo e Paraná
Entre montanhas cobertas pela Mata Atlântica, rios, cachoeiras, cavernas, manguezais, estuários e ilhas, um conjunto de áreas protegidas, entre São Paulo e Paraná, conserva algumas das paisagens mais diversas do bioma. São as Reservas de Mata Atlântica do Sudeste, reconhecidas como Patrimônio Mundial pela Unesco.
O sítio reúne 25 áreas protegidas que, juntas, somam cerca de 470 mil hectares. O território se estende da Serra do Mar à planície costeira e inclui ambientes que vão das áreas de montanha ao complexo estuarino de Iguape-Cananéia-Paranaguá, formando um grande corredor de biodiversidade.
Reconhecidas como Patrimônio Mundial em 1999, as reservas abrigam espécies raras e típicas da região e algumas das maiores áreas preservadas da Mata Atlântica do Brasil. Para o visitante, essa diversidade se traduz em diferentes experiências de turismo de natureza, com trilhas, cavernas, cachoeiras, praias, ilhas e áreas de observação da fauna e da flora.
Reconhecimento
A Unesco reconheceu as Reservas de Mata Atlântica do Sudeste pela importância de suas paisagens, biodiversidade e processos ecológicos. A região conserva um dos maiores conjuntos contínuos de Mata Atlântica associados a ecossistemas costeiros, em uma área que vai das montanhas ao mar.
A riqueza natural aparece também nos números. Em algumas áreas, podem ser encontradas mais de 450 espécies de árvores por hectare. A região abriga cerca de 120 espécies de mamíferos e 350 espécies de aves, além de animais ameaçados de extinção, como a onça-pintada e o muriqui-do-sul – espécie de macaco nativa da Mata Atlântica e um dos maiores primatas das Américas.
Outro destaque está no patrimônio geológico. O território possui mais de 300 cavernas, além de rios, cachoeiras, manguezais, estuários e ilhas costeiras. Essa combinação de ambientes foi um dos fatores considerados para a inclusão das reservas na Lista do Patrimônio Mundial.
O que fazer
Como o patrimônio abrange diferentes áreas de São Paulo e Paraná, os passeios variam conforme a região escolhida. Entre as experiências estão:
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Parque Estadual Turístico do Alto Ribeira (PETAR), em São Paulo: trilhas, rios, cachoeiras e algumas das cavernas mais conhecidas da região, como a Caverna de Santana.
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Caverna Casa de Pedra, em São Paulo: conhecida pelo enorme pórtico de entrada, que chega a 215 metros de altura.
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Região de Cananéia, em São Paulo: Mata Atlântica, manguezais, estuários e ilhas, com passeios de barco e oportunidades de observação da natureza.
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Ilha do Cardoso, em São Paulo: praias, trilhas, manguezais e áreas preservadas de Mata Atlântica.
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Região de Guaraqueçaba, no Paraná: áreas de floresta, manguezais, baías e comunidades tradicionais em uma das porções mais preservadas do litoral paranaense.
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Complexo estuarino de Iguape-Cananéia-Paranaguá: ilhas, canais, manguezais e outros ambientes costeiros, que ajudam a explicar a diversidade natural do patrimônio.
Quando visitar
As Reservas de Mata Atlântica do Sudeste podem ser visitadas durante todo o ano, mas as condições variam de acordo com a área e o tipo de passeio.
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Outono e inverno: temperaturas mais amenas podem favorecer trilhas e atividades ao ar livre em diferentes áreas do patrimônio.
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Primavera e verão: a vegetação fica ainda mais exuberante, mas o período também pode registrar maior volume de chuvas.
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Passeios em cavernas, trilhas e unidades de conservação: é importante consultar previamente as regras de visitação, horários, necessidade de guias e condições de acesso de cada área.
Como o patrimônio se espalha por diferentes municípios e unidades de conservação, o ideal é escolher previamente qual região será visitada e organizar o roteiro a partir dela.
Como chegar
As Reservas de Mata Atlântica do Sudeste estão distribuídas pelos estados de São Paulo e Paraná, por isso não há um único ponto de acesso ao patrimônio.
Em São Paulo, algumas das principais áreas podem ser acessadas a partir das regiões do Vale do Ribeira e do litoral sul. Para quem pretende conhecer o PETAR, por exemplo, os municípios de Iporanga e Apiaí estão entre as principais bases para a visita. Já Cananéia é um dos pontos de partida para conhecer áreas costeiras e insulares.
No Paraná, o litoral e a região de Guaraqueçaba concentram parte das áreas protegidas. Curitiba pode funcionar como uma das principais portas de entrada para quem chega de avião ao estado, enquanto São Paulo oferece conexão com os destinos paulistas.
Como os acessos mudam conforme a unidade de conservação escolhida, é recomendável consultar as condições das estradas, horários de funcionamento e regras específicas antes da viagem.
Patrimônio Mundial
A Lista do Patrimônio Mundial reúne locais reconhecidos pela Unesco por sua importância cultural, natural ou histórica para a humanidade. Os bens inscritos são considerados de Valor Universal Excepcional e passam a integrar uma relação internacional de patrimônios, cuja preservação é de interesse mundial.
O Brasil possui atualmente 26 bens inscritos na lista, distribuídos entre as categorias Cultural, Natural e Mista.
Por Natália Moraes
Assessoria de Comunicação do Ministério do Turismo
Fonte: Ministério do Turismo
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