NACIONAL
Porto de Itajaí retoma contrato de dragagem com continuidade das operações por 12 meses
A dragagem de manutenção no canal de acesso ao Porto de Itajaí (SC) foi retomada no último sábado (4). A operação marca o restabelecimento dos serviços e conta com contrato no valor de R$ 63,8 milhões, que garante a continuidade da dragagem pelos próximos 12 meses, com possibilidade de prorrogação por até 48 meses, o que assegura as condições de navegabilidade e a regularidade das operações portuárias pelos próximos anos.
A retomada dos serviços ocorre a partir da atuação coordenada entre o Ministério de Portos e Aeroportos (MPor), a Autoridade Portuária de Santos (APS), que administrou o porto até o final de 2025, e a Companhia Docas do Estado da Bahia (Codeba), responsável pela administração transitória do complexo.
O ministro de Portos e Aeroportos, Tomé Franca, destacou que a retomada da dragagem representa um passo importante para a estabilidade das operações e para o desenvolvimento da região. “Estamos garantindo a continuidade de um serviço essencial para o funcionamento do porto e para a economia local. Esse trabalho conjunto assegura mais previsibilidade, fortalece a logística e cria as condições para que Itajaí avance em um novo ciclo de crescimento com mais investimentos e geração de oportunidades”, afirmou.
“Estamos garantindo a continuidade de um serviço essencial para o funcionamento do porto e para a economia local” Tomé Franca
Continuidade operacional
A dragagem é fundamental para garantir a profundidade adequada do canal, permitindo a operação segura de embarcações e a manutenção da atividade logística na região. Com o novo contrato, o porto passa a contar com maior estabilidade na execução dos serviços, reduzindo riscos operacionais e assegurando o fluxo de cargas.
A execução dos trabalhos inclui a utilização de equipamentos especializados para retirada de sedimentos e recuperação da profundidade adequada do canal (as chamadas cotas operacionais), contribuindo para a eficiência do complexo portuário.
O secretário nacional de Portos, Alex Ávila, destacou os ganhos operacionais e reconheceu a atuação das instituições envolvidas. “Quero agradecer e parabenizar a Autoridade Portuária de Santos, a Superintendência do Porto de Itajaí e a Codeba pelo trabalho realizado na retomada da dragagem. Essa atuação coordenada foi fundamental para garantir a continuidade dos serviços, assegurar condições adequadas de navegabilidade e trazer mais previsibilidade para as operações portuárias nos próximos anos”, afirmou.
Gestão e retomada do porto
A retomada da dragagem se insere em um processo mais amplo de reestruturação do Porto de Itajaí, conduzido pelo Governo Federal desde a retomada da gestão do complexo. Após período de paralisação das atividades, no ano de 2022, com o objetivo de privatizar o porto, as operações foram restabelecidas em dezembro de 2023, com a assinatura de contrato provisório e a federalização da gestão, garantindo a continuidade das operações e a preservação dos empregos.
Na sequência, foram adotadas medidas para fortalecer a governança e a operação do terminal, incluindo a transição da administração para a Autoridade Portuária de Santos (APS), considerando sua forte capacidade de gestão e estabilidade financeira. No final de 2025, a administração foi transferida para a Codeba, que passou a atuar em parceria com a Superintendência do Porto de Itajaí, assegurando estabilidade institucional e continuidade dos serviços.
Desde então, o porto vem apresentando recuperação operacional e retomada da movimentação de cargas, consolidando-se novamente como ativo estratégico para a logística da região Sul.
Solução definitiva
Paralelamente à retomada da dragagem, o Governo Federal avança na estruturação da solução definitiva para o Porto de Itajaí. O projeto de concessão do complexo encontra-se em fase final de análise no Tribunal de Contas da União (TCU), com previsão de deliberação ainda em abril.
A expectativa é que o leilão do porto seja realizado no primeiro semestre deste ano, consolidando um novo ciclo de investimentos e garantindo maior previsibilidade para o setor produtivo e para os operadores logísticos.
Modelo nacional
A estratégia adotada em Itajaí está alinhada a política do MPor para modernização da infraestrutura aquaviária no país, com foco na garantia de manutenção contínua dos canais de acesso e na ampliação da competitividade dos portos brasileiros.
Exemplo dessa diretriz é o modelo de concessão que integra canais de acesso portuário e trechos hidroviários, já encaminhado pelo ministério à Agência Nacional de Transportes Aquaviários (Antaq). A proposta prevê investimentos diretos e estabelece um modelo que assegura dragagens regulares, manutenção da profundidade operacional e maior previsibilidade na gestão da infraestrutura aquaviária.
Assessoria Especial de Comunicação Social
Ministério de Portos e Aeroportos
Fonte: Portos e Aeroportos
NACIONAL
Sisu+ 2026: MEC disponibiliza consulta às vagas
O Ministério da Educação (MEC) disponibilizou, nesta segunda-feira, 8 de junho, a página de consulta de vagas do Sisu+, etapa complementar inédita do Sistema de Seleção Unificada (Sisu). A ferramenta do Portal de Acesso Único permite a consulta antecipada da oferta de vagas disponíveis no programa. A plataforma permite filtrar cursos, instituições, estados e municípios, além de apresentar detalhes importantes sobre modalidades de concorrência e ações afirmativas próprias das instituições.
O Sisu+ visa ofertar eventuais vagas disponíveis nas instituições ofertantes para ingresso no segundo semestre de 2026. Ao todo, aderiram ao programa 34 instituições públicas de educação superior.
Inscrição – Os estudantes interessados em participar do Sisu + podem se inscrever no período de 15 a 19 de junho, por meio do Portal de Acesso Único. Para se inscrever, é necessário que os candidatos tenham participado de uma ou mais edições do Exame Nacional de Ensino Médio (Enem) nos últimos três anos e que tenham concorrido a vagas na etapa regular do Sisu 2026. Para fins de inscrição, classificação e seleção dos estudantes, será utilizada a edição do Enem que resulte na melhor média ponderada de acordo com a opção de curso e com os critérios preestabelecidos. Na inscrição, o candidato poderá escolher até duas opções de curso, turno, local de oferta e instituição, optando por uma ordem de preferência.
Confira o cronograma do Sisu+ 2026: 
Sisu+ – O programa integra um ciclo mais amplo de aprimoramento do Sisu, como as alterações recentes da Lei de Cotas, aprimoramentos importantes no sistema de inscrição e melhorias na organização de vagas. A seleção é uma etapa complementar ao Sisu que tem o objetivo de ampliar o acesso à educação superior, contribuindo para a ocupação de vagas disponíveis, e de aperfeiçoar os processos da ferramenta de seleção. A etapa fortalece as instituições públicas de educação superior ao permitir que utilizem a estrutura do Sisu para ofertar vagas que, de outra forma, poderiam depender de processos seletivos próprios, com maior dispersão de regras, calendários e canais de divulgação.
A participação é voltada às instituições públicas e gratuitas que tenham participado da etapa regular do Sisu 2026 e formalizado a participação por meio do termo de adesão. A tendência é que o Sisu+ seja utilizado especialmente para: cursos que, tradicionalmente, dependem de chamadas sucessivas para preenchimento de vagas; instituições que realizariam processos seletivos próprios para vagas com ingresso no segundo semestre; cursos de licenciatura, engenharias e demais áreas estratégicas em que a ampliação do acesso esteja associada a políticas públicas complementares; e instituições que desejem utilizar a infraestrutura do Sisu para reduzir custos administrativos, ampliar a divulgação das vagas e padronizar procedimentos de seleção.
O objetivo é reduzir a necessidade de processos seletivos próprios paralelos e apoiar a organização das ofertas acadêmicas em ambiente já conhecido pelas instituições e pelos estudantes, incluindo instituições localizadas em regiões interiorizadas do país e ampliando a visibilidade de vagas eventualmente disponíveis fora dos grandes centros urbanos.
Assessoria de Comunicação Social do MEC, com informações da Secretaria de Educação Superior (Sesu)
Fonte: Ministério da Educação
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