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PND: 46 municípios do Pará aderiram ao exame

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O estado do Pará registrou a adesão de 46  municípios à Prova Nacional Docente (PND) em 2026. O número representa 31,9% do total de cidades no estado (144). A adesão ao exame teve um crescimento de 5,6% em comparação à edição de 2025, quando 38 municípios paraenses participaram.

As inscrições deste ano estão abertas até 3 de julho, no Sistema PND. O Ministério da Educação (MEC), por meio do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep), aplicará a prova no dia 20 de setembro. Confira a lista de municípios em que haverá aplicação do exame.

Em 2026, a adesão à PND passou a ter validade por tempo indeterminado. Isso significa que as redes que aderiram poderão utilizar os resultados da prova nos próximos anos sem a necessidade de nova adesão, bastando prever, expressamente, o uso dos resultados da PND em seus editais de seleção. 

Brasil – Em 2026, 2.031 entes federativos aderiram à Prova Nacional Docente (PND), esse número representa uma participação de 96% das capitais e 85% dos estados brasileiros. Em comparação com 2025, a adesão ao exame cresceu mais de 30%. Do total de entes que aderiram ao exame, 615 manifestaram interesse em utilizar os resultados da PND em seus processos seletivos deste ano.

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Confira a adesão à PND por unidade da Federação (UF):

UF

Adesão PND 2026

Nº municípios aderidos

AC

63,6%

14

AL

60,8%

62

AM

83,9%

52

AP

62,5%

10

BA

32,6%

136

CE

20,7%

38

DF

0,0%

0

ES

35,9%

28

GO

39,0%

96

MA

21,7%

47

MG

31,4%

268

MS

65,8%

52

MT

54,2%

77

PA

31,9%

46

PB

26,0%

58

PE

31,4%

58

PI

34,4%

77

PR

38,6%

154

RJ

65,2%

60

RN

33,5%

56

RO

94,2%

49

RR

40,0%

6

RS

28,0%

139

SC

50,5%

149

SE

25,3%

19

SP

36,6%

236

TO

14,4%

20

PND – A Prova Nacional Docente tem como objetivo contribuir para a melhoria da qualidade dos processos seletivos de professores, a fim de incentivar não apenas a realização de concursos públicos mais frequentes, mas também a ampliação da presença de profissionais mais qualificados nas redes públicas de ensino.

O exame soma-se a outras iniciativas do programa Mais Professores para o Brasil, que reúne ações integradas para promover a valorização e a qualificação do magistério da educação básica e o incentivo à docência no Brasil.

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Diretrizes –Edital Inep nº 67/2026 dispõe sobre as regras e os procedimentos para a realização da PND. A prova terá a mesma matriz da avaliação teórica do Exame Nacional de Desempenho de Estudantes (Enade) das Licenciaturas, que, desde a sua edição de 2024, tem enfoque nos cursos de formação docente. Neste ano, será aplicada no dia 20 de setembro, e os anos subsequentes contarão também com a avaliação.

Mais Professores – Instituído pela Lei nº 15.344/2026 e pelo Decreto nº 12.358/2025, o programa Mais Professores para o Brasil foi criado em reconhecimento ao papel central dos docentes no processo de aprendizagem dos estudantes e no sucesso das políticas educacionais. A iniciativa busca fortalecer a formação docente, incentivar o ingresso de professores no ensino público e valorizar os profissionais do magistério, proporcionando-lhes recursos e oportunidades de desenvolvimento profissional contínuo. Além disso, estima-se que o programa atenda 2,3 milhões de docentes em todo o país, com as seguintes iniciativas, além da PND: Bolsa Mais Professores, Pé-de-Meia Licenciaturas, Portal de Formação, bem como ações de valorização em parceria com bancos públicos e outros ministérios.   

 

Assessoria de Comunicação Social do MEC, com informações da Secretaria-Executiva (SE)

Fonte: Ministério da Educação

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Alexandre Pires é alvo da PF em nova fase da Operação Disco de Ouro

Investigação apura suspeitas de lavagem de dinheiro e irregularidades na comercialização e exportação de cassiterita ligada ao garimpo ilegal na Terra Yanomami

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A Polícia Federal deflagrou nesta quarta-feira (23) a segunda fase da Operação Disco de Ouro, que tem o cantor Alexandre Pires entre os alvos de mandados de busca e apreensão. A investigação apura a atuação de uma organização suspeita de envolvimento em lavagem de capitais, falsidade ideológica e outros crimes relacionados à comercialização e exportação de minério. Segundo a PF, o grupo teria movimentado e ocultado mais de US$ 48 milhões por meio de empresas brasileiras e estrangeiras, operações financeiras internacionais, contas de terceiros e mecanismos informais de transferência de valores.

Nesta segunda etapa, foram expedidos 12 mandados de busca e apreensão e 17 ordens de sequestro de bens e valores pela Justiça Federal. A investigação também apura o uso de documentos com informações falsas para conferir aparência de regularidade a operações relacionadas à cadeia de comercialização e exportação de minério.  

Alexandre Pires e o empresário Matheus Possebon já haviam sido alvos da primeira fase da operação, realizada em dezembro de 2023. Na ocasião, policiais federais fizeram buscas no navio em que o cantor estava, no litoral de São Paulo, enquanto Possebon foi preso durante a ação. A investigação apontava suspeitas relacionadas à comercialização de cassiterita extraída ilegalmente da Terra Indígena Yanomami, em Roraima.  

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Segundo as apurações divulgadas pela PF, o minério teria sido declarado como se tivesse origem em uma área regular de garimpo em Itaituba, no Pará. A investigação aponta que essa origem constaria apenas em documentos utilizados para conferir aparência legal ao material.

Alexandre Pires passou a ser investigado após a identificação de movimentações financeiras relacionadas a uma mineradora. Na primeira fase, a PF apontou o recebimento de cerca de R$ 1 milhão relacionado à empresa. Com o avanço das investigações, também foram identificadas outras movimentações financeiras que passaram a ser analisadas pelos investigadores.  

A defesa do cantor nega qualquer envolvimento com atividades ilegais e afirma que a relação profissional mantida com Matheus Possebon se limitava à intermediação da venda de shows. Segundo os advogados, não havia outra relação jurídica ou comercial entre os dois além daquela ligada à atividade artística de Alexandre Pires. A defesa também declarou que o cantor confia no esclarecimento dos fatos durante a investigação.  

A Polícia Federal informou que os investigados poderão responder, conforme a participação atribuída a cada um, por crimes como lavagem de capitais, organização criminosa, falsidade ideológica e operação irregular de instituição financeira, além de outras infrações que eventualmente sejam identificadas no decorrer das investigações.  

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