NACIONAL
Ministro Silvio Costa Filho assina Termo de Compromisso para modernização do Aeroporto de Varginha
O Ministério de Portos e Aeroportos (MPor) oficializou a assinatura do Termo de Compromisso para a implantação do sistema PAPI, tecnologia fundamental para aumentar a segurança nas aproximações e pousos de aeronaves no Aeroporto Major Brigadeiro Trompowsky. O investimento, de R$ 1.576.882,20 em recursos do Fundo Nacional de Aviação Civil (Fnac), permitirá a aquisição, instalação e homologação do equipamento nas cabeceiras 22/04, abrindo caminho para operações mais seguras, previsíveis e modernas.
Além do avanço imediato, o anúncio confirma Varginha na nova carteira de investimentos da Secretaria de Aviação Civil (SAC). Em parceria com o LabTrans/UFSC, o governo prepara o Projeto Básico que vai orientar futuras obras de reforma e ampliação da infraestrutura aeroportuária, estudos previstos para conclusão em 2027.
Ao celebrar o anúncio, o ministro Silvio Costa Filho destacou o papel estratégico do aeroporto. “Varginha é um polo regional, com influência direta sobre 53 municípios. Esse investimento não beneficia apenas a cidade, mas toda a região. O PAPI é mais do que um equipamento técnico, é um passo decisivo para ampliar a conectividade, a segurança e o desenvolvimento”, afirmou.
O prefeito de Varginha, Leonardo Ciacci enfatizou que o anúncio representa mais do que tecnologia representa avanço. “É nos municípios que a vida acontece e onde as transformações começam. Esses investimentos precisam continuar chegando e se traduzindo em mais qualidade de vida para a população”, afirmou.
O ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira, também presente, reforçou a importância da entrega. “O sistema PAPI será fundamental para reforçar a segurança das operações aéreas no Aeroporto de Varginha. Esse é um avanço importante para Minas Gerais e para toda a aviação regional”, destacou.
Polo econômico e logístico
Com operação regular e classificado no cenário Base do Plano Aeroviário Nacional (PAN), o Aeroporto de Varginha movimenta cerca de 100 mil passageiros por ano, número que pode dobrar até 2035 com a modernização da infraestrutura e a ampliação da conectividade aérea.
Durante a cerimônia, autoridades destacaram como o investimento reforça o compromisso do Governo Federal com o desenvolvimento da aviação regional. A deputada federal Greyce Elias destacou o impacto do investimento. “O PAPI vai ampliar a capacidade de navegação aérea com mais segurança, o que é essencial para atrair investimentos, turismo e novas oportunidades”, disse.
Varginha é um dos principais centros logísticos do sul de Minas Gerais. A cidade, referência nacional na produção e exportação de café, concentra operações que movimentam emprego, renda e desenvolvimento. Com o novo investimento, o aeroporto se prepara para consolidar seu papel como porta de entrada e saída para negócios, turismo e circulação regional, elevando o padrão de segurança e eficiência das operações.
Assessoria Especial de Comunicação Social
Ministério de Portos e Aeroportos
Fonte: Portos e Aeroportos
NACIONAL
Dia do Escritor: a escola na formação de leitores e escritores
Onde há um escritor, é possível encontrar ao menos um leitor. É no contato com livros, histórias, poemas, ilustrações e diferentes manifestações artísticas que crianças e adolescentes ampliam o repertório cultural, desenvolvem a imaginação e descobrem que também podem criar e contar suas próprias histórias. Celebrado em 25 de julho, o Dia do Escritor convida a refletir sobre o papel da escola, das famílias e dos mediadores de leitura na formação de novas gerações de leitores e autores.
A data foi escolhida em homenagem ao I Festival do Escritor Brasileiro, promovido pela União Brasileira de Escritores (UBE), em 25 de julho de 1960. Mais de seis décadas depois, a literatura segue ocupando espaços de encontro, diálogo e aprendizagem, um exemplo é a 24ª Festa Literária Internacional de Paraty (Flip), que ocorre até domingo (26), em Paraty (RJ).
O Dia do Escritor também celebra quem transforma experiências, memórias e observações em histórias capazes de ampliar o olhar dos leitores sobre o mundo. Para a escritora Socorro Acioli, vencedora do Prêmio Jabuti, traduzida para diversos países e autora de obras como A Cabeça do Santo, escrever é, antes de tudo, um exercício de sensibilidade e observação.
“O escritor é alguém que observa o mundo de uma maneira mais atenta e mais profunda. Tenho muito orgulho da minha profissão e do efeito que aquilo que escrevemos pode causar nas pessoas. Espero que o Brasil se torne cada vez mais um país de leitores”.
Flip – Com a poeta Orides Fontela como autora homenageada, a edição de 2026 da Flip reúne mais de 600 atividades espalhadas pela cidade, como mesas literárias, oficinas e ações educativas da Flipinha e FlipEduca voltadas especialmente para crianças, jovens, educadores e famílias.
Ao longo da programação educativa, escritores, ilustradores e pesquisadores mostraram que formar leitores vai muito além de ensinar a ler. Significa despertar a curiosidade, incentivar a criatividade e mostrar que toda pessoa pode encontrar, na literatura, uma forma de compreender o mundo e de expressar a própria experiência.
Essa é a visão da poeta, professora, tradutora e pesquisadora Nina Rizzi, autora de obras como Tambores pra N’zinga, A Melhor Mãe do Mundo e Elza, a Voz do Milênio. Responsável também por traduzir para o português autores como bell hooks, Alice Walker e James Baldwin, ela acredita que o primeiro passo para formar escritores é fazer com que cada estudante reconheça o valor da própria voz. “José Saramago dizia que, para ser escritor, basta escrever. Eu acredito piamente nisso. Todos nós temos uma história para contar e só a gente pode contar essa história”.
Para Nina, a escola amplia horizontes quando apresenta aos estudantes diferentes autores, culturas e formas de escrever, permitindo que cada criança encontre referências com as quais possa se identificar. “A minha dica para educadores é oferecer aos estudantes uma infinidade de histórias: poesia, romance, conto, distopia, escritores do Sul, do Nordeste, do Norte, escritores brancos, pretos e indígenas. Além de celebrar as histórias que os próprios estudantes estão contando, lembrando que todos nós podemos contar as nossas histórias”.
A formação de leitores também passa pela convivência com diferentes linguagens artísticas. Atriz, educadora e pesquisadora nas áreas de teatro, música, dança e literatura, Cláudia Ribeiro defende que o contato com a arte desde a infância fortalece a criatividade, a sensibilidade e a construção de vínculos entre as crianças. “Ver crianças envolvidas com arte, leitura, ludicidade e criatividade nas escolas é o adubo necessário para essa semente florescer e trazer bons frutos para a nossa sociedade”.
Além das palavras, as imagens também exercem um papel importante na aproximação das crianças com os livros. Autora, ilustradora e roteirista, Janaína Tokitaka foi head writer da animação Clube da Anittinha, desenvolveu produções para diversas plataformas de streaming, seu livro Pedro Vira Porco-Espinho recebeu uma tiragem de dois milhões de exemplares distribuídos em todo o país, e foi finalista do Prêmio Jabuti de 2020 com sua obra Ovo de Pégaso.
Segundo ela, as ilustrações ajudam a transformar a leitura em uma experiência mais envolvente e despertam o interesse das crianças pelas histórias. “A imagem tem o poder de encantar, de tornar reais palavras que, às vezes, não são tão concretas. Ela tem um potencial imersivo muito grande, e dar esse repertório visual para as crianças também é muito importante”.
Ao construir suas narrativas, Janaína procura partir de perguntas simples que despertem a imaginação dos pequenos leitores. “Eu gosto de partir do ‘E se…?’. E se um dinossauro aparecesse no café da manhã? E se você acordasse em um mundo onde só tem gatos? São perguntas que despertam curiosidade e fazem as crianças quererem seguir na leitura até o final”.
Para a autora, esse processo só acontece graças ao trabalho cotidiano desenvolvido nas escolas por professores, bibliotecários e mediadores de leitura. “Eu acredito muito no papel do formador de leitores no Brasil. Sem vocês, a nossa literatura não circula. São profissionais de extrema importância”.
As reflexões compartilhadas durante a Flip mostram que formar leitores é um processo que começa cedo e envolve o acesso aos livros, às artes e às diferentes formas de narrar o mundo. Quando a escola cria espaços para a leitura, a escrita, a contação de histórias, a ilustração e a imaginação, ela também incentiva crianças e jovens a perceberem que suas próprias vivências merecem ser registradas e compartilhadas.
Neste Dia do Escritor, a literatura é celebrada não apenas como produção artística, mas como uma ferramenta de educação, cidadania e desenvolvimento humano. Ao estimular o gosto pela leitura desde a infância, escolas, famílias e mediadores ajudam a formar leitores mais críticos, criativos e participativos, além de escritores das próximas gerações.
Assessoria de Comunicação Social do MEC
Fonte: Ministério da Educação
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