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Ministro Celso Sabino destaca crescimento histórico do turismo nacional em participação no Seminário Esfera Rio de Janeiro

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O ministro do Turismo, Celso Sabino, participou nesta sexta-feira (28.11) do painel de abertura do Seminário Esfera Rio de Janeiro. O evento reuniu lideranças políticas, empresariais e da sociedade para debater temas estratégicos para o desenvolvimento do estado e do país, como segurança pública, turismo, cidades conectadas e soluções que integrem investimentos públicos e privados.

Em sua fala, o ministro destacou o momento histórico vivido pelo setor no Brasil. Segundo ele, o país está muito próximo de alcançar a marca de 10 milhões de visitantes internacionais até o final de 2025, resultado impulsionado por políticas públicas integradas, expansão da malha aérea, promoção internacional e maior articulação com estados e municípios.

“O turismo segue como um dos vetores mais dinâmicos da economia brasileira e desempenha papel essencial no desenvolvimento econômico e social. É um setor capaz de atrair investimentos, gerar emprego e renda e conectar soluções entre o público e o privado”, afirmou Sabino.

O ministro também ressaltou a importância estratégica do Rio de Janeiro para o turismo brasileiro. Apenas este ano, o estado já recebeu mais de 1,7 milhão de turistas estrangeiros, reforçando sua posição como uma das principais portas de entrada no país.

“O Rio de Janeiro é um cartão postal internacional. Turistas de diversas partes do nosso país e do mundo querem conhecer as belezas da cidade maravilhosa”, complementou.

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O painel mediado pela CEO da Esfera Brasil, Camila Camargo Dantas, contou também com a presença do prefeito da capital carioca, Eduardo Paes. Em sua fala, Paes destacou a revitalização do Porto Maravilha como um marco para o turismo na cidade. “Sem dúvida essa revitalização foi um passo importante para que o Rio abraçasse ainda mais seus cartões postais”, afirmou o prefeito.

VITRINE – A cidade do Rio de Janeiro lidera o ranking global de destinos mais procurados para as festas de fim de ano. De acordo com levantamento da Embratur, a procura por voos internacionais para o Brasil no período cresceu 35,3%, com destaque para mercados da América do Sul e da Europa.

A pesquisa da Agência mostra que o Rio de Janeiro é o estado do Brasil mais desejado pelos viajantes internacionais entre 21 de dezembro de 2025 e 4 de janeiro de 2026, com um crescimento de 26% na reserva de passagens aéreas, em relação ao período equivalente do ano anterior. Para se ter uma ideia de que o País promete ter um Natal e Réveillon de sucesso em 2025, até 30  de setembro já foram emitidos 189.107 bilhetes aéreos de todo o mundo com destino ao Brasil, contra 148.957 em 2024, o que representa, até o momento, um crescimento de 27%.

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TURISTRÔMETRO – O Brasil já registra 8 milhões de turistas internacionais viajando por diferentes destinos. Para acompanhar a entrada desses visitantes no país, a Embratur, com o apoio do Ministério do Turismo, instalou turistrômetros em Brasília (DF) e no Rio de Janeiro (RJ). A partir de projeções de inteligência artificial, os painéis atualizarão, em tempo real, a chegada de novos visitantes até o Réveillon. A iniciativa visa dar visibilidade diária ao fluxo de visitantes estrangeiros, que já superou todos os índices da série histórica.

ESFERA BRASIL – O Esfera Brasil é uma organização criada para fomentar o pensamento e o diálogo sobre o Brasil, reunindo empresários, empreendedores e a classe produtiva. A missão é engajar líderes em prol do Brasil, gerando discussões que levem à construção de um país melhor. A Esfera Brasil atua como polo aglutinador do empreendedorismo nacional, promovendo diálogos entre empresas, governos e instituições e estimulando debates produtivos.

A participação do ministro no Seminário Esfera Rio de Janeiro reafirma o compromisso do Ministério do Turismo com políticas que fortaleçam o setor, ampliem oportunidades e impulsionem o crescimento sustentável em todo o país.

Por Lívia Albernaz 

Assessoria de Comunicação do Ministério do Turismo 

Fonte: Ministério do Turismo

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Mulher Indígena: educação, protagonismo e enfrentamento à violência

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A partir de 2026, o dia 5 de setembro reúne dois marcos dedicados às mulheres indígenas. A data, tradicionalmente reconhecida como o Dia Internacional da Mulher Indígena, passa a ser também o Dia Nacional de Proteção e Combate à Violência contra as Mulheres e Meninas Indígenas, instaurado pela Lei nº 15.382/2026

A celebração internacional foi instituída em 1983, durante a Segunda Reunião de Organizações e Movimentos das Américas, realizada em Tiwanaku, na Bolívia. A data homenageia Bartolina Sisa, mulher indígena aimara que liderou movimentos de resistência ao domínio espanhol no Alto Peru, atual Bolívia, e foi assassinada em 1782. 

No Brasil, a criação da data nacional acrescenta ao 5 de setembro uma dimensão específica de proteção e enfrentamento à violência contra mulheres e meninas indígenas. 

A valorização e a proteção das mulheres indígenas também passam pela garantia de acesso a direitos e pela possibilidade de ocupar diferentes espaços da sociedade. Na educação, essas trajetórias podem ser vistas no ingresso e na permanência das mulheres indígenas em escolas e universidades, onde levam consigo saberes, conhecimentos e experiências construídas em seus territórios. 

Educação e Protagonismo – A trajetória de Luizete Nukini ajuda a mostrar como a educação pode transformar trajetórias individuais e ampliar possibilidades para as comunidades indígenas. Natural de Mâncio Lima, no Acre, e integrante do povo Nukini, chegou à Universidade de Brasília (UnB) para cursar farmácia depois de uma trajetória escolar marcada por limitações de acesso. 

Na infância, Luizete estudou em uma escola composta por apenas uma sala, onde estudantes de diferentes séries compartilhavam o espaço e tinham aulas com uma única professora. Anos depois, já adulta, retomou o projeto de ingressar no ensino superior. Foi aprovada no processo seletivo e passou a integrar a universidade. 

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Para a estudante, a chegada à universidade representa também uma possibilidade de inspirar outras meninas e crianças de sua comunidade a reconhecerem a educação como um caminho possível. “Assim como eu consegui, como eu estou conseguindo, elas também têm essa capacidade, principalmente nós, como mulheres”. 

Hoje, Luizete busca aproximar os conhecimentos adquiridos na formação acadêmica dos saberes tradicionais de sua comunidade. Entre seus futuros projetos está a produção de uma cartilha sobre plantas medicinais, construída a partir do diálogo entre os conhecimentos aprendidos na universidade e aqueles transmitidos pelas demais gerações. 

A experiência também evidencia como a presença de mulheres indígenas em espaços de formação pode contribuir para ampliar referências para outras gerações. Para Luizete, ocupar a universidade representa também a possibilidade de levar novos conhecimentos para sua comunidade e fortalecer os vínculos com os saberes tradicionais. 

A diretora de Políticas de Educação Escolar Indígena no Ministério da Educação (MEC), Rosani Kamuri Kaingang, também destaca a importância da presença de mulheres indígenas em diferentes espaços da sociedade. 

“Apoiar a presença das indígenas mulheres em todos os espaços de poder é garantir o rompimento de um silenciamento histórico e é fortalecer a nossa luta pela valorização das nossas línguas, dos nossos territórios, das nossas culturas e das nossas tradições”. 

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Proteção Contra Violência – A instituição do Dia Nacional de Proteção e Combate à Violência contra as Mulheres e Meninas Indígenas estabelece um marco para ampliar a atenção à proteção desse público e ao enfrentamento das diferentes formas de violência. 

A escolha do 5 de setembro conecta essa agenda à memória de Bartolina Sisa e à trajetória histórica de resistência das mulheres indígenas. A data passa, assim, a reunir duas dimensões: o reconhecimento do protagonismo das mulheres indígenas e a necessidade de garantir seus direitos e sua proteção. 

No campo educacional, essa perspectiva também envolve assegurar condições para que meninas e mulheres indígenas possam acessar, permanecer e avançar em suas trajetórias escolares e acadêmicas, preservando os vínculos com seus territórios, culturas e comunidades. 

A data reforça ainda a importância de reconhecer as mulheres indígenas como sujeitos de direitos e protagonistas na construção de seus próprios caminhos, seja nas comunidades, nas escolas, nas universidades ou em espaços de participação e decisão. 

Multimídia

 Assista ao vídeo:

Assessoria de Comunicação Social do MEC, com informações da Secretaria de Educação Continuada, Alfabetização de Jovens e Adultos, Diversidade e Inclusão (Secadi) 

Fonte: Ministério da Educação

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