NACIONAL

Ministério do Turismo lança guia para atendimento a turistas neurodivergentes

O Ministério do Turismo lança nesta quinta-feira (7), às 14h, no Salão do Turismo, em Fortaleza (CE), o “Guia Para Atender Bem Turistas Neurodivergentes” – uma iniciativa inédita que reúne orientações práticas para qualificar o atendimento e tornar experiências turísticas mais acessíveis em todo o país.

Acesse o Guia AQUI.

Para o ministro do Turismo, Gustavo Feliciano, a elaboração do guia representa mais um passo para democratizar o turismo no Brasil.

“Esse material vai contribuir para que todos vivam as experiências turísticas com conforto, respeito e dignidade. Essa é uma diretriz do governo do presidente Lula, de cuidar das pessoas e ampliar o acesso a direitos”, afirmou.

O documento foi desenvolvido a partir de uma pesquisa nacional conduzida pela Universidade do Estado do Amazonas (UEA) em parceria com o Ministério do Turismo.

O levantamento foi realizado entre fevereiro e março de 2026 e contou com 761 participantes, entre pessoas neurodivergentes (como autistas, pessoas com TDAH e dislexia) e familiares e profissionais da área.

Barreiras além da estrutura

Os dados mostram que as dificuldades enfrentadas por turistas neurodivergentes vão além da estrutura física e estão, principalmente, na forma como a experiência é planejada, comunicada e conduzida.

A análise identificou que o atendimento e o preparo das equipes são os fatores de maior impacto na experiência turística. Entre os principais problemas apontados pelos participantes da pesquisa estão:

– 90,1% relataram julgamentos relacionados a comportamentos neurodivergentes.

– 89,8% apontaram que funcionários não compreendem suas necessidades.

– 87,5% citaram falta de flexibilidade no atendimento.

– 83,7% relataram ausência de acolhimento e respeito ao informar necessidades.

– 79% apontaram falta de respeito à autonomia e à dignidade.

– 77,5% indicaram ausência de espaços adequados para regulação sensorial.

– 77% destacaram dificuldade com tempo de espera sem previsibilidade.

– 71,5% relataram falta de informação sobre adaptações disponíveis.

’Experiência ruim’

O levantamento também mostrou que experiências negativas afetam diretamente a reputação dos destinos turísticos. Segundo a pesquisa, mais de 80% das pessoas neurodivergentes e familiares afirmaram que uma experiência ruim pode reduzir a recomendação daquele destino.

Equipe despreparada

Outro dado que chamou a atenção dos pesquisadores foi que a principal medida apontada para melhorar a experiência turística de pessoas neurodivergentes é o preparo das equipes. O treinamento dos profissionais foi citado como prioridade por 44,6% das pessoas neurodivergentes, 55,6% dos familiares e 63,3% dos profissionais entrevistados.

Barulho intenso

Os fatores sensoriais seguem como determinantes na experiência turística. O barulho intenso foi citado por 72,7% dos participantes como um dos principais gatilhos de desconforto durante viagens e atividades.

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Além disso, mais de 70% afirmaram que estímulos como luz intensa, som alto, excesso de movimento, filas, aglomerações e mudanças inesperadas comprometem diretamente a permanência e o bem-estar nos espaços turísticos.

A pesquisa também identificou que ambientes imprevisíveis, excesso de informação visual e ausência de orientação clara ampliam quadros de ansiedade, insegurança e sobrecarga sensorial.

Diante desse contexto, o guia propõe medidas práticas para reduzir esses impactos, especialmente em eventos, atrativos turísticos, meios de hospedagem, aeroportos, restaurantes e grandes espetáculos.

Algumas dessas soluções já começam a aparecer no Brasil. Alguns aeroportos, por exemplo, contam com salas sensoriais para acolher pessoas que precisam de um ambiente mais controlado e com mais conforto.

A proposta do Ministério do Turismo é ampliar esse tipo de prática em todo o Brasil e estimular o setor a adotar adaptações simples, mas capazes de transformar a experiência do visitante.

Transformando a experiência

O guia evidencia que algumas soluções práticas são de baixo custo, mas de alto impacto, organizadas em três eixos principais: ambiente sensorial, comunicação e previsibilidade da informação, além da capacitação das equipes.

Entre as recomendações estão:

– Organização de fluxos e rotas alternativas para reduzir aglomerações.

– Criação de áreas de pausa e regulação sensorial.

– Possibilidade de pausa e retorno durante atividades.

– Sinalização clara de saídas e rotas alternativas.

– Comunicação antecipada sobre intensidade sonora, estímulos visuais e tempo de espera.

– Disponibilização de mapas, roteiros e informações prévias sobre o ambiente.

– Uso de linguagem simples, direta e acessível.

– Treinamento contínuo das equipes para acolhimento adequado.

– Flexibilização de procedimentos e atendimentos.

– Criação de ambientes mais previsíveis e organizados.

O material também recomenda medidas como redução de música ambiente, disponibilização de protetores auriculares, oferta de áreas silenciosas, controle de iluminação e informações prévias sobre possíveis gatilhos sensoriais.

Para a coordenadora da pesquisa, a professora doutora Marklea da Cunha Ferst, o principal diferencial do guia está na transformação de evidências em ação concreta.

“O que a pesquisa mostra é que a inclusão no turismo não depende apenas de grandes mudanças estruturais. Pequenos ajustes, quando bem orientados, podem gerar impactos significativos na experiência”, explicou.

Participante do levantamento, a gerente de operações Anna Perez Iturres destacou a importância de ampliar o debate sobre o tema no setor turístico.

“Pouco se fala do autista como turista. Quando vi a pesquisa, achei importante contribuir para dar visibilidade a essas pessoas”, afirmou.

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SOBRE O SALÃO DO TURISMO – Em sua histórica 10ª edição, o Salão do Turismo desembarca pela primeira vez no Nordeste, transformando Fortaleza na capital do turismo brasileiro. 

Realizado pelo Ministério do Turismo, com apoio do Governo do Estado do Ceará e Prefeitura da Cidade de Fortaleza, o evento é uma vitrine viva das 27 unidades da Federação, promovendo uma imersão que une o sabor da gastronomia regional, a riqueza do artesanato e o pulsar das manifestações culturais com o que há de mais moderno em tecnologia e inovação no setor. 

Mais do que uma exposição, o evento é o ponto de encontro estratégico para o trade e uma viagem completa pelo Brasil; tudo em um só lugar.

NÚCLEO DO CONHECIMENTO – Um dos destaques do Ministério do Turismo no Salão, o Núcleo do Conhecimento promove palestras e debates com especialistas, acadêmicos e profissionais do setor. O espaço conta com oito ambientes diferentes, onde serão apresentadas mais de 80 palestras sobre inovação, tendências e políticas públicas, oferecendo ao público uma verdadeira imersão em conteúdos estratégicos para o desenvolvimento do turismo.

PROGRAME-SE:

Data: 7 a 9 de maio

Local: Centro de Eventos do Ceará, em Fortaleza

Entrada: Gratuita e aberta ao público.

Como se inscrever

Para participar do evento é necessário se inscrever. O cadastro pode ser feito aqui. A entrada é gratuita.

Passo a passo:

  • Acesse www.gov.br/turismo/pt-br/salaodoturismo
  • Na aba “Inscreva-se”, clique em “Visitantes”.
  • Informe seu e-mail ou WhatsApp e siga as instruções 
  • Insira seu nome, e-mail e CPF
  • Em seguida escolha as atividades das quais deseja participar (Se quiser apenas circular pelo Salão, deslize até o fim)
  • Informe a data de nascimento e o nome da mãe

Pronto! Inscrição realizada. Um QR Code será gerado e também enviado por e-mail para ser apresentado na entrada do evento.

Programação para o público

Como chegar: Confira as rotas para o Centro de Eventos.

Fortaleza: Dicas do que curtir na cidade durante o evento.

Por Natália Moraes
Assessoria de Comunicação Social do Ministério do Turismo

Assessoria de Comunicação do Ministério do Turismo no evento:

João Pedrini: (63) 99125-9853

Natália Moraes: (61) 99202-7509

Marco Guimaraes: (61) 99689-4646

Lianne Ceará: (88) 99901-3201

Victor Mayrink: (61) 99161-3220

Fonte: Ministério do Turismo

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NACIONAL

Secretário de Aviação destaca agenda de transformação do setor em debate sobre planejamento estratégico na Anac

O secretário nacional de Aviação Civil do Ministério de Portos e Aeroportos (MPor), Daniel Longo, participou, na quarta-feira (6), do primeiro dia do evento “Desafios da Aviação Civil para os próximos 5 anos”, promovido pela Agência Nacional de Aviação Civil (Anac). O encontro marca o início dos debates para a construção do Planejamento Estratégico 2027–2030 da agência.  

Durante o painel, o secretário destacou a Agenda ConectAR, iniciativa do ministério que reúne 38 medidas para promover o crescimento sustentável da aviação civil. A agenda prevê ações voltadas à redução de custos, ampliação da conectividade, estímulo à concorrência e fortalecimento da segurança jurídica.  

Segundo Daniel Longo, a Agenda ConectAR reflete os principais desafios que o setor precisará enfrentar nos próximos anos. Entre eles, o aumento da competitividade, a atração de novos operadores aéreos e a redução dos custos estruturais da aviação brasileira. “O setor aéreo brasileiro precisa de um ambiente mais competitivo e economicamente sustentável”, afirmou Longo.  

O secretário também defendeu maior aproximação entre o setor e a sociedade. Segundo ele, é necessário ampliar o entendimento sobre o funcionamento da aviação civil para reduzir a judicialização e qualificar o debate público sobre os desafios da atividade.  

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Outro ponto destacado foi a capacidade da Anac de se adaptar às políticas públicas formuladas pelo Governo Federal, preservando sua autonomia técnica e administrativa. Como exemplo, Daniel Longo citou o programa AmpliAR, voltado à expansão dos investimentos privados em aeroportos regionais, e o debate sobre a flexibilização das regras para aeroportos autorizados operarem voos regulares.  

“A agência não atua no vácuo. Ela possui autonomia, mas também executa diretrizes de política pública definidas pela administração direta. Isso exige capacidade de adaptação, colaboração institucional e construção conjunta de soluções regulatórias”, disse.  

O painel também contou com representantes do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), do Ministério da Fazenda e do Tribunal de Contas da União (TCU).  

Representando o BNDES, Maurício Henriques afirmou que a expansão da aviação regional depende da criação de novos mecanismos de financiamento adequados à realidade do setor. Segundo ele, o banco já apoia a aquisição de aeronaves produzidas no Brasil, mas ainda há desafios para financiar aeronaves menores e usadas, comuns na aviação regional.  

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Maurício Henriques também destacou que a descarbonização e a eletrificação da aviação já fazem parte do planejamento estratégico do banco. “A eletrificação da aviação é um caminho longo, mas precisamos começar a construí-lo agora. O Brasil tem vantagens importantes, como a capacidade tecnológica da indústria aeronáutica nacional”, afirmou.  

Já o auditor do TCU, Carlos Modena, destacou a credibilidade institucional da Anac como um dos principais ativos da aviação civil brasileira. Segundo ele, preservar um ambiente regulatório estável é essencial para garantir a expansão sustentável do setor.  

“O Brasil ainda possui um enorme potencial de crescimento na aviação civil. A manutenção de um ambiente regulatório estável e confiável é decisiva para ampliar o acesso da população ao transporte aéreo”, declarou.  

Assessoria Especial de Comunicação Social  
Ministério de Portos e Aeroportos 

Fonte: Portos e Aeroportos

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