NACIONAL

Ministério do Turismo apresenta Novo Fungetur e casos de sucesso no Salão do Turismo

O Núcleo do Conhecimento, espaço de debates do 9º Salão do Turismo, em São Paulo (SP), foi palco do painel “O Novo Fungetur na Prática: Casos de Sucesso”, onde o Ministério do Turismo destacou a importância da linha de crédito para fomentar negócios do setor em todo o país. A conversa teve a participação de Elisabete Baptista, coordenadora de Crédito e Microcrédito do órgão, além de representantes de agentes financeiros parceiros, que compartilharam experiências de empreendedores apoiados pelo Fundo Geral de Turismo.

O Fungetur é um instrumento especial de financiamento vinculado ao Ministério do Turismo que proporciona suporte a empreendimentos turísticos estratégicos para capital de giro, a aquisição de equipamentos e obras. Entre 2023 e 2025, o Fundo já registra 4.577 operações contratadas, totalizando R$ 2,13 bilhões em crédito. O destaque foi para pequenas empresas, que concentraram R$ 831,5 milhões, e microempresas, que receberam R$ 330 milhões.

“Nossos números demonstram que estamos buscando atender, prioritariamente, os menores negócios, que precisam de mais apoio para se consolidar”, ressaltou a coordenadora Elisabete Baptista. Ela frisou que o Fundo também oferece condições especiais para financiar atividades de mulheres que atuam no turismo, a exemplo do prazo seis meses de carência e amortização após o nascimento ou a adoção de filhos.

A experiência prática das instituições financeiras que operam o Fungetur mostrou como o crédito vem transformando realidades locais. Samara Sartin, da cooperativa Cresol Baser, destacou que a parceria com o Fundo já resultou em mais de 2.400 contratos. A lista de negócios apoiados inclui o Geoparque Subterrâneo de Ametista do Sul (RS), a Redivo Pousada Rural, em Lauro Müller (SC), e o Tiquim de Minas, na cidade de Carangola (MG).

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SUPORTE – Vinícius Garcia, representante da Desenvolve SP, agência de fomento vinculada à Secretaria de Desenvolvimento Econômico do Estado de São Paulo, expôs o impacto do Fungetur principalmente no fortalecimento de pequenas e médias empresas locais.

Um dos exemplos é o Lito Palace Hotel, tradicional empreendimento familiar inaugurado em 1976, no município de Registro (SP). Graças ao crédito do Fungetur, o hotel expandiu e iniciou a construção de uma nova unidade em Cajati, também no Vale do Ribeira, com capacidade para 150 hóspedes. “Tivemos uma linha de financiamento adaptada às nossas necessidades, com taxas competitivas e um prazo adequado para pagamento. O apoio foi essencial para manter nossos padrões de qualidade e eficiência”, destacou o fundador do hotel, Wilton Tanaka.

CADASTUR – No Núcleo do Conhecimento do Salão, o Ministério do Turismo também destacou a modernização do Cadastur, o Cadastro de Prestadores de Serviços Turísticos do órgão. A ferramenta formaliza, legaliza e promove a qualidade dos serviços turísticos no Brasil, oferecendo aos inscritos benefícios a exemplo do acesso a financiamentos do Fungetur e a participação em programas federais de qualificação profissional.

A atualização do sistema tem como foco a transformação digital, tornando os processos totalmente eletrônicos e acessíveis por meio da conta Gov.br. Com isso, prestadores de serviços e guias de turismo passam a contar com mais eficiência, segurança e agilidade no registro, renovação e acompanhamento de seus cadastros.

“Trouxemos ainda novidades como a inclusão do produtor rural e das associações, que agora também podem se cadastrar no sistema. Tudo isso já está disponível de forma operacional e poderá ser feito de maneira digital pelo Cadastur”, adiantou Angela Cascão, coordenadora de Apoio à Formalização dos Prestadores de Serviços Turísticos no Ministério do Turismo.

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NÚCLEO DO CONHECIMENTO – Um dos destaques do Ministério do Turismo no Salão, o Núcleo do Conhecimento promove palestras e debates com especialistas, acadêmicos e profissionais do setor. O espaço, que comporta quase mil pessoas, dispõe de cinco ambientes diferentes, onde são apresentadas 40 palestras sobre inovação, tendências e políticas públicas, oferecendo ao público uma verdadeira imersão em conteúdos estratégicos para o desenvolvimento do turismo.

SALÃO – Com o tema “Diversidade, Inclusão e Sustentabilidade no Turismo”, o 9º Salão do Turismo reúne as 27 Unidades da Federação em uma grande vitrine de gastronomia, cultura, artesanato, experiências imersivas e oportunidades de negócios.

Promovido pelo Ministério do Turismo, o evento integra, também, a estratégia do Feirão do Turismo: Conheça o Brasil, fortalecendo a comercialização de destinos e produtos de todo o país, alinhado ao Plano Nacional do Turismo 2024-2027 e ao Programa de Regionalização, com foco na geração de emprego e renda no setor.

PARCERIA – O 9º Salão do Turismo: Conheça o Brasil é organizado em parceria com o Governo do Estado de São Paulo e a Prefeitura Municipal de São Paulo. O evento conta, ainda, com o apoio do SESC, SENAC e do Sebrae Nacional, além de parceiros como Embratur, Itaipu Binacional, Banco do Brasil e Caixa Econômica Federal.

Por Thais Rosa
Assessoria de Comunicação do Ministério do Turismo

Fonte: Ministério do Turismo

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Como escolas e famílias formam novos leitores

A formação de leitores começa muito antes da alfabetização. O contato com livros, histórias, brincadeiras e manifestações artísticas desde a primeira infância é um direito fundamental das crianças e uma etapa essencial para o desenvolvimento. Nesse contexto, a implementação de políticas públicas possibilita a ampliação do acesso à literatura e garante que mais crianças tenham oportunidades de vivenciar a leitura. Para fortalecer essas ações, o Ministério da Educação (MEC) está formando a Comunidade Nacional de Gestores de Políticas de Primeira Infância. Municípios, estados e o Distrito Federal podem aderir à iniciativa até 31 de julho. 

Coordenada pela Subsecretaria da Política Nacional Integrada da Primeira Infância (SNPPI), a comunidade reúne gestores públicos responsáveis por políticas destinadas a bebês e crianças de até seis anos. A proposta busca fortalecer a implementação da Política Nacional Integrada da Primeira Infância (PNIPI) por meio de cooperação entre os entes federados, troca de experiências e desenvolvimento de capacidades institucionais para planejar, executar, monitorar e avaliar ações voltadas à infância. 

A importância dessa articulação entre políticas públicas, escolas, famílias e comunidade destacou-se na 24ª Festa Literária Internacional de Paraty (Flip). Ao longo da programação da Flipinha e da FlipEduca, educadores, escritores e artistas compartilharam experiências que mostram como o incentivo à leitura desde os primeiros anos de vida pode transformar a relação das crianças com a aprendizagem e a cultura. 

Para a atriz, educadora e pesquisadora em teatro, música, dança e literatura Cláudia Ribeiro, arte e educação caminham juntas no desenvolvimento infantil. Em seu trabalho, ela dirige grupos de teatro compostos por crianças, no contraturno escolar, que produzem espetáculos apresentados em escolas do município. A iniciativa aproxima os estudantes à literatura por meio da interpretação, criatividade e experiência artística, ao mesmo tempo em que incentiva a leitura e fortalece a participação das famílias no processo educativo. 

“Esse trabalho ajuda a formar a plateia e despertar o interesse das crianças ao incentivá-las a produzir arte e, principalmente, a entrar no mundo da leitura. No teatro, eu estou sempre incentivando o ato de ler, porque é importante ler o texto, entender o personagem, interpretar as intenções das falas. Quando as famílias entendem que esse processo de junção de arte e educação é muito produtivo e benéfico para as crianças, elas dão a mão para a gente, enquanto educadoras e artistas, e aí a criança só tem a ganhar com tudo isso”. 

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As experiências apresentadas na Flip reforçam que o acesso à literatura também passa pelo fortalecimento dos vínculos familiares. A escritora, poeta e produtora cultural Elisa Pereira, que vive em Paraty e é autora do livro infantil Quintal do Vô Benê, explica que o contato com os livros pode começar ainda na primeira infância – e até antes do nascimento. Em sua obra, ela escolheu retratar um avô como personagem central para destacar que o cuidado, o afeto e a transmissão de conhecimentos também fazem parte do papel dos homens na criação das crianças. 

“Eu acho que é fundamental. Eu cresci, na verdade, sem essa vivência. Eu não tive mãe ou pai que lessem para mim, mas eu percebo a diferença entre crianças que, desde pequenas – hoje em dia, a gente sabe que pode ler até para os bebês –, tiveram acesso à leitura, e crianças que não tiveram. Eu acho que é fundamental o papel da mãe, do pai e dos cuidadores, de uma forma geral, nessa formação de leitores”. 

A professora da rede municipal do Rio de Janeiro Glaucia Abreu, que atua com contação de histórias e literatura na infância, observa que muitas crianças têm seu primeiro contato sistemático com os livros no ambiente escolar. Segundo ela, o hábito da leitura nem sempre está presente no ambiente familiar, o que amplia o papel da escola em despertar a imaginação, a criatividade e o interesse pela literatura. Ao mesmo tempo, ela ressalta que esse trabalho alcança melhores resultados quando a família também participa desse processo. 

“Muitas das vezes, a escola introduz esse papel por meio de uma contação simples ou, às vezes, uma contação para dormir para crianças que não vivenciaram isso. Então, a escola está cumprindo um papel que é básico, que aflora a criatividade da criança, assim como a capacidade de ela desenvolver a imaginação e a fantasia, que faz parte do universo infantil. A gente precisa incentivar isso além das portas da escola. A gente precisa incentivar isso na base familiar”. 

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Cooperação – Os relatos apresentados durante a Flip dialogam com os objetivos da Comunidade Nacional de Gestores de Políticas de Primeira Infância, criada pelo MEC para fortalecer políticas públicas voltadas aos primeiros anos de vida. 

Instituída pela Portaria nº 540/2026, a comunidade reúne gestores públicos indicados pelos municípios, estados e Distrito Federal em uma rede de cooperação federativa. A iniciativa busca fortalecer as capacidades institucionais dos entes para planejar, executar, monitorar e avaliar políticas públicas destinadas a bebês e crianças de até seis anos, além de promover a troca de experiências, a difusão de conhecimentos técnicos e o aprimoramento contínuo das ações voltadas à primeira infância. 

A comunidade está estruturada em dois eixos. O primeiro, Pactuação e Articulação Federativa, prevê oficinas, encontros técnicos e seminários para discutir iniciativas, projetos e programas voltados à primeira infância e incentivo à cooperação entre os entes federativos. Já o eixo Desenvolvimento de Capacidades Institucionais contempla a criação de instrumentos de gestão, protocolos, sistemas de informação, monitoramento e avaliação, além da oferta de ações formativas voltadas ao fortalecimento das capacidades individuais e coletivas da gestão pública. 

As experiências compartilhadas por educadores, artistas e escritores na Flip mostram que formar leitores desde a primeira infância depende da atuação conjunta de escolas, famílias, espaços culturais e políticas públicas. Ao criar uma rede permanente de cooperação entre gestores, a Comunidade Nacional de Gestores de Políticas de Primeira Infância busca fortalecer essa articulação para que mais crianças tenham acesso a experiências de leitura, cultura e aprendizagem desde os primeiros anos de vida. 

Assessoria de Comunicação Social do MEC 

Fonte: Ministério da Educação

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