NACIONAL

Webinário apresenta Protocolos de Identificação e Resposta ao Racismo

O Ministério da Educação (MEC) realizou, na quinta-feira, 18 de junho, um webinário sobre os Protocolos de Identificação e Resposta ao Racismo. O objetivo do encontro foi apresentar os instrumentos que buscam contribuir para evitar a omissão ou a insegurança na tomada de decisões diante de casos de racismo em escolas de educação básica, criando condições institucionais para que a resposta seja consistente, responsável e orientada por diretrizes comuns. A transmissão está disponível no canal do MEC no YouTube. 

Durante o webinário, a secretária de Educação Continuada, Alfabetização de Jovens e Adultos, Diversidade e Inclusão (Secadi) do MEC, Zara Figueiredo, destacou a importância da implementação dos protocolos em todas as etapas da educação básica. Em sua fala, pontuou a importância de uma abordagem diferenciada por etapa de ensino e convocou gestores, gestoras e docentes para o engajamento ativo. “Os protocolos devem ser incorporados à vida escolar, devem ser inseridos no planejamento educacional, nas reuniões dos professores, nas reuniões das redes de ensino, para que eles sejam um instrumento vivo, que integre todas as ações de uma educação antirracista”, destacou. 

Falando sobre a educação infantil e os anos iniciais do ensino fundamental, a professora Kiusam Oliveira contextualizou a implementação do protocolo a partir da perspectiva das crianças negras e do seu direito à educação antirracista. “A infância negra está sendo empurrada para fora da escola, empurrada pelo apelido, quando soltam a mão na fila e pela professora que viu e fingiu não ver. Sem protocolo, a escola entrega o caso do racismo à sorte”, exemplificou. 

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a especialista Tatiana Cosentino apresentou as especificidades do protocolo para crianças de zero a cinco anos e lembrou como a identidade racial se forma na primeira infância. “O protocolo reconhece a centralidade da educação infantil como um momento em que nós construímos as primeiras experiências com o mundo e os impactos positivos e negativos desse processo que marca toda a nossa vida. E, infelizmente, as experiências de racismos e de discriminação vão ocorrer no espaço escolar e na educação infantil”, pontuou. 

Para Mara Evaristo, especialista nos anos iniciais do ensino fundamental, a formação continuada de professores é crucial para o processo de implementação das orientações do MEC: “O racismo não é uma abstração. Ele tem rosto, nome, idade, história e consequências reais. A educação é o primeiro passo para romper a invisibilidade do racismo”. 

Na pauta da reunião, foram abordados os seguintes temas: perspectiva teórica e política sobre a implementação dos protocolos nas escolas; como implementar o Protocolo na educação infantil: especificidades da etapa, linguagem lúdica e corporal, identidade racial na primeira infância, papel das famílias e estratégias pedagógicas; e como implementar o protocolo nos anos iniciais do ensino fundamental: especificidades curriculares, representatividade nos materiais, formação de professores, articulação com a Base Nacional Comum Curricular (BNCC) e a Lei 10.639/03. 

O próximo webinário ocorrerá no dia 2 de julho, para abordar os anos finais do ensino fundamental e o ensino médio. 

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Protocolos Os protocolos buscam contribuir para evitar a omissão ou a insegurança na tomada de decisões diante de casos de racismo em escolas de educação básica, criando condições institucionais para que a resposta seja consistente, responsável e orientada por diretrizes comuns. Os materiais estão disponíveis na página da Política Nacional de Equidade, Educação para as Relações Étnico-Raciais e Educação Escolar Quilombola (Pneerq), no portal do MEC.    

O objetivo é que, ao incorporar e operacionalizar esses protocolos, as redes e instituições de ensino do país encontrem neles uma ferramenta eficaz, com linguagem simples, que possa ser bem compreendida por todos os atores que compõem a comunidade escolar.   

Os documentos estão organizados nos seguintes temas: Protocolo de identificação e resposta ao racismo na educação infantil; Protocolo de identificação e resposta ao racismo nos anos iniciais do ensino fundamental; Protocolo de identificação e resposta ao racismo nos anos finais do ensino fundamental; e Protocolo de identificação e resposta ao racismo no ensino médio.   

As publicações integram as ações da Pneerq, política fundamental para a efetiva implementação da Lei nº 10.639/2003, que tornou obrigatório o ensino das histórias e das culturas afro-brasileiras e africanas em todas as escolas públicas e privadas de ensino fundamental e médio no Brasil.  

Assessoria de Comunicação Social do MEC, com informações da Secretaria de Educação Continuada, Alfabetização de Jovens e Adultos, Diversidade e Inclusão (Secadi) 

Fonte: Ministério da Educação

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NACIONAL

Museu Nacional lança duas exposições inéditas

O Museu Nacional da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), entidade vinculada ao Ministério da Educação (MEC), abriu novamente as portas de sua sede histórica, o Paço de São Cristóvão, para um reencontro com a sociedade. Com o apoio do MEC e outras instituições parceiras, o espaço recebe uma programação especial composta por duas exposições inéditas, distribuídas em seis salas do edifício, que seguem em processo de reconstrução. 

A iniciativa é fruto do Projeto Museu Nacional Vive e marca o avanço nas obras, que agora se concentram na parte posterior do palácio, permitindo a circulação segura de visitantes na área frontal. 

As exposições celebram o caráter educativo e de pesquisa do museu, aproximando a população do fazer científico. Desenvolvida pelas equipes da própria instituição, a mostra “Bastidores da Ciência” revela o trabalho diário dos pesquisadores. O público poderá conhecer de perto as técnicas de restauração, paleoarte, taxidermia e conservação. Um dos momentos mais emocionantes da visitação é a exposição de instrumentos musicais produzidos pelo luthier (artesão de instrumentos musicais) Davi Lopes, a partir de madeiras resgatadas das chamas do incêndio ocorrido no Museu, em 2018. 

Já a mostra “Rescaldo das Memórias” ocupa o exato local onde o incêndio teve início, ainda exibindo vigas de aço retorcidas pelo calor. A exposição individual do artista plástico Vik Muniz traz fotografias e esculturas feitas com cinzas e fragmentos do próprio palácio. O objetivo é propor uma reflexão sobre o poder da memória e a capacidade de reconstrução coletiva. 

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Investimentos – O MEC tem garantido repasses destinados à reconstrução e modernização do Museu Nacional. De 2023 até junho de 2026, as dotações orçamentárias do Governo do Brasil ultrapassam os R$ 70 milhões. Foram investidos aproximadamente R$ 17,9 milhões em 2023; R$ 30,5 milhões em 2024; R$ 14,2 milhões em 2025; e mais de R$ 8 milhões já garantidos na dotação atualizada de 2026. Entre as entregas recentes, destaca-se a conclusão das obras dos módulos laboratoriais anexos do museu, que contaram com um investimento de R$ 2,5 milhões por meio do Novo Programa de Aceleração do Crescimento (Novo PAC). A pasta assegurou, ainda, a recomposição do orçamento discricionário da UFRJ em 2026, com o aporte de mais R$ 28,1 milhões, ampliando o orçamento de 2026 para R$ 416,1 milhões, visando à continuidade dos serviços e o pleno funcionamento das atividades de ensino, pesquisa e extensão da universidade.

Serviço 

Exposições “Bastidores da Ciência” e “Rescaldo das Memórias” 
Data: 21 de junho a 30 de agosto 
Horário: Terça a domingo, das 10h às 16h  
Local: Museu Nacional da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) 
Endereço: Quinta da Boa Vista, s/n, São Cristóvão, Rio de Janeiro (RJ) 
Valor: grátis, com retirada de ingressos pela Sympla 

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Detalhes

  • Ingressos para as sessões de cada semana estarão disponíveis a partir das 13h de cada segunda-feira; 
  • No domingo (21/6), o acesso será livre a partir das 9h, sem necessidade de retirada de ingressos; 
  • Visitas em Libras com tradução para o português aos sábados, das 13h às 15h, a partir de 27/6; 
  • Visitas de pessoas com deficiência mental/intelectual e/ou transtornos do neurodesenvolvimento em horários exclusivos: sempre às sextas-feiras e aos domingos, das 9h às 10h, a partir de 26/6. Esses públicos são bem-vindos em qualquer outro dia e horário; 
  • Agendamento de grupos escolares e de projetos sociais: [email protected]

Assessoria de Comunicação Social do MEC, com informações da Secretaria de Educação Superior (Sesu) 

Fonte: Ministério da Educação

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