NACIONAL

MEC empossa reitora do Instituto Federal Farroupilha

O ministro da Educação, Camilo Santana, empossa, nesta quinta-feira, 21 de agosto, em Santa Maria (RS), a professora Nídia Heringer no cargo de reitora do Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia Farroupilha (IFFar). Ainda na cidade, o ministro visitará a Universidade Federal de Santa Maria. Em Porto Alegre, a agenda contemplou também visita ao Instituto Estadual de Educação General Flores da Cunha. 

Em 2024, Heringer foi reconduzida ao cargo de reitora pela comunidade acadêmica por meio de eleição que definiu os novos dirigentes para o mandato 2025-2029. Doutora e mestre em letras pela Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul (PUCRS), ela é professora do IFFar desde a criação da instituição.  

21/08/2025 - Solenidade De Posse da Professora Nídia Heringer do Instituto Federal de Educação Ciência e Tecnologia Farroupilha (Iffar). Fotos: Luís Fortes/MEC

Expansão – Com recursos do novo Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), estão sendo construídos dois novos campi do IFFar nas cidades de Caçapava do Sul e São Luiz Gonzaga, com investimento de R$ 25 milhões para cada unidade. As obras já estão sendo executadas com previsão de ficarem prontas em junho de 2026.  

Na ação de consolidação do Novo PAC, são R$ 29,2 milhões de investimento na infraestrutura das unidades existentes. Entre 2023 e 2025, já foram repassados R$ 17,7 milhões. Até 2026, estão previstos outros R$ 11,5 milhões. Os recursos contemplam a construção de restaurantes estudantis, bibliotecas, estruturas acadêmicas e administrativas, dentre outras obras.  

Atualmente, o IFFar possui 11 campi, além dos dois novos que estão sendo construídos. Ao todo, são ofertados 196 cursos e 12.288 vagas anuais. Estudam hoje no instituto 19.777 alunos. A instituição possui 755 professores em seu quadro de profissionais e 660 servidores técnicos-administrativos.  

Escola – Durante agenda, Santana visitou o Instituto Estadual de Educação General Flores da Cunha, situado em Porto Alegre (RS). Na ocasião ele conheceu o laboratório de biologia do instituto, conversou com estudantes do 3º ano e deu entrevista para os alunos da escola no IE Podcast.   
O Instituto Estadual de Educação General Flores da Cunha é uma escola pública estadual que oferece ensino fundamental (anos iniciais e finais), ensino médio, educação de jovens e adultos (EJA), curso técnico subsequente ao ensino médio e formação em magistério. A instituição foi criada em 1869 como escola normal, sendo por décadas a única escola formadora de professores da capital gaúcha.  

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Em 1939, passou a ser oficialmente reconhecida como instituto, ampliando sua atuação para além da formação docente, tornando-se também um centro de estudos especializados, laboratório pedagógico, teatro infantil e espaço de inovação educacional. Sua sede, projetada por um renomado arquiteto e escultor espanhol radicado em Porto Alegre, é um patrimônio tombado pelo município desde 1997 e pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico do Estado (Iphae) desde 2006. 

Em fevereiro de 2024, o instituto foi reinaugurado após uma ampla reforma viabilizada por um investimento de R$ 23,4 milhões do governo estadual. A nova estrutura contempla 20 salas de aula, refeitório, banheiros, ginásio com quadra poliesportiva e palco, auditório com capacidade para 392 pessoas, além de três laboratórios especializados de química, biologia e artes/serigrafia. Os alunos também dispõem de três quadras esportivas descobertas, cozinha e pátio. Em breve, o espaço voltará a abrigar um museu e retomará seu papel como centro de formação de professores, reafirmando seu compromisso com a educação e a memória pedagógica da cidade. 

UFSM – O ministro também visitará a Universidade Federal de Santa Maria, que foi a primeira universidade pública criada no interior, fora de uma capital brasileira. Isso representou um marco importante no processo de interiorização do ensino universitário no Brasil. A UFSM conta com três campi: em Frederico Westphalen, em Palmeira das Missões e em Cachoeira do Sul. Para garantir a consolidação da UFSM, o MEC, por meio do Novo PAC, está investindo R$ 22,4 milhões em 13 obras, das quais nove já estão em licitação.  

A atuação da UFSM se destaca na área da saúde na formação de médicos em diversas especialidades, como atenção à saúde da mulher e da criança; atenção à saúde mental; cirurgia e anestesiologia; clínica médica de pequenos animais; cardiologia; cirurgia de cabeça e pescoço; cirurgia do aparelho digestivo; cirurgia do trauma; clínica médica; coloproctologia; dermatologia, ecocardiografia, endoscopia, geriatria, ginecologia, entre outros. 

A universidade faz a supervisão acadêmica do Programa Mais Médicos (PMM), da Residência Uniprofissional em Área da Saúde, Residência Médica, Residência Multiprofissional. Ao todo, são 12 Programas de Residência Uni e Multiprofissional na área da saúde. 

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Financiamento – O estado do Rio Grande do Sul conta com investimentos pelo Novo PAC voltados à educação básica, à educação superior e à educação profissional e tecnológica (EPT), com investimento total de R$ 1,2 bilhão. Para as novas escolas de educação básica, creches e a compra de 120 ônibus escolares, estão sendo destinados R$ 490,7 milhões. Serão construídas 72 creches e 12 escolas de tempo integral.    

Já para a EPT estão sendo destinados R$ 218 milhões, para a criação de novos campi e para a melhoria e a ampliação das unidades existentes. Com a expansão, são construídos cinco campi: Caçapava do Sul e São Luiz Gonzaga, do IFFar; Porto Alegre – Zona Norte e Gramado, do Instituto Federal do Rio Grande do Sul (IFRS); e São Leopoldo, do IF Sul-rio-grandense (IFSul).  

A educação superior no estado conta com recursos de R$ 568 milhões para a expansão da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), em Caxias do Sul (RS), além da consolidação dos campi das seguintes instituições: Universidade Federal do Rio Grande (Furg); Universidade Federal do Pampa (Unipampa); Universidade Federal de Santa Maria (UFSM); Universidade Federal de Pelotas (UFPel); Universidade Federal de Ciências da Saúde de Porto Alegre (UFCSPA); e Universidade Federal da Fronteira Sul (UFFS). Os investimentos do MEC contemplam obras em instituições federais de 51 municípios, com construção de salas de aula, bibliotecas, restaurantes estudantis, laboratórios, reformas, dentre outras.   

Ações de recuperação – Desde 2024, quando o estado enfrentou problemas climáticos que destruíram escolas, hospitais e vias urbanas, o MEC tem atuado na reconstrução da educação no Rio Grande do Sul. Por meio de crédito extraordinário, foram destinados R$ 489 milhões para reconstrução e reformas de instituições públicas de educação. Do total disponibilizado por meio de três medidas provisórias para a educação do Rio Grande do Sul em 2024, foram empenhados R$ 364 milhões. 

Assessoria de Comunicação Social do MEC, com informações da Secretaria de Educação Superior (Sesu)  

Fonte: Ministério da Educação

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NACIONAL

Como escolas e famílias formam novos leitores

A formação de leitores começa muito antes da alfabetização. O contato com livros, histórias, brincadeiras e manifestações artísticas desde a primeira infância é um direito fundamental das crianças e uma etapa essencial para o desenvolvimento. Nesse contexto, a implementação de políticas públicas possibilita a ampliação do acesso à literatura e garante que mais crianças tenham oportunidades de vivenciar a leitura. Para fortalecer essas ações, o Ministério da Educação (MEC) está formando a Comunidade Nacional de Gestores de Políticas de Primeira Infância. Municípios, estados e o Distrito Federal podem aderir à iniciativa até 31 de julho. 

Coordenada pela Subsecretaria da Política Nacional Integrada da Primeira Infância (SNPPI), a comunidade reúne gestores públicos responsáveis por políticas destinadas a bebês e crianças de até seis anos. A proposta busca fortalecer a implementação da Política Nacional Integrada da Primeira Infância (PNIPI) por meio de cooperação entre os entes federados, troca de experiências e desenvolvimento de capacidades institucionais para planejar, executar, monitorar e avaliar ações voltadas à infância. 

A importância dessa articulação entre políticas públicas, escolas, famílias e comunidade destacou-se na 24ª Festa Literária Internacional de Paraty (Flip). Ao longo da programação da Flipinha e da FlipEduca, educadores, escritores e artistas compartilharam experiências que mostram como o incentivo à leitura desde os primeiros anos de vida pode transformar a relação das crianças com a aprendizagem e a cultura. 

Para a atriz, educadora e pesquisadora em teatro, música, dança e literatura Cláudia Ribeiro, arte e educação caminham juntas no desenvolvimento infantil. Em seu trabalho, ela dirige grupos de teatro compostos por crianças, no contraturno escolar, que produzem espetáculos apresentados em escolas do município. A iniciativa aproxima os estudantes à literatura por meio da interpretação, criatividade e experiência artística, ao mesmo tempo em que incentiva a leitura e fortalece a participação das famílias no processo educativo. 

“Esse trabalho ajuda a formar a plateia e despertar o interesse das crianças ao incentivá-las a produzir arte e, principalmente, a entrar no mundo da leitura. No teatro, eu estou sempre incentivando o ato de ler, porque é importante ler o texto, entender o personagem, interpretar as intenções das falas. Quando as famílias entendem que esse processo de junção de arte e educação é muito produtivo e benéfico para as crianças, elas dão a mão para a gente, enquanto educadoras e artistas, e aí a criança só tem a ganhar com tudo isso”. 

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As experiências apresentadas na Flip reforçam que o acesso à literatura também passa pelo fortalecimento dos vínculos familiares. A escritora, poeta e produtora cultural Elisa Pereira, que vive em Paraty e é autora do livro infantil Quintal do Vô Benê, explica que o contato com os livros pode começar ainda na primeira infância – e até antes do nascimento. Em sua obra, ela escolheu retratar um avô como personagem central para destacar que o cuidado, o afeto e a transmissão de conhecimentos também fazem parte do papel dos homens na criação das crianças. 

“Eu acho que é fundamental. Eu cresci, na verdade, sem essa vivência. Eu não tive mãe ou pai que lessem para mim, mas eu percebo a diferença entre crianças que, desde pequenas – hoje em dia, a gente sabe que pode ler até para os bebês –, tiveram acesso à leitura, e crianças que não tiveram. Eu acho que é fundamental o papel da mãe, do pai e dos cuidadores, de uma forma geral, nessa formação de leitores”. 

A professora da rede municipal do Rio de Janeiro Glaucia Abreu, que atua com contação de histórias e literatura na infância, observa que muitas crianças têm seu primeiro contato sistemático com os livros no ambiente escolar. Segundo ela, o hábito da leitura nem sempre está presente no ambiente familiar, o que amplia o papel da escola em despertar a imaginação, a criatividade e o interesse pela literatura. Ao mesmo tempo, ela ressalta que esse trabalho alcança melhores resultados quando a família também participa desse processo. 

“Muitas das vezes, a escola introduz esse papel por meio de uma contação simples ou, às vezes, uma contação para dormir para crianças que não vivenciaram isso. Então, a escola está cumprindo um papel que é básico, que aflora a criatividade da criança, assim como a capacidade de ela desenvolver a imaginação e a fantasia, que faz parte do universo infantil. A gente precisa incentivar isso além das portas da escola. A gente precisa incentivar isso na base familiar”. 

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Cooperação – Os relatos apresentados durante a Flip dialogam com os objetivos da Comunidade Nacional de Gestores de Políticas de Primeira Infância, criada pelo MEC para fortalecer políticas públicas voltadas aos primeiros anos de vida. 

Instituída pela Portaria nº 540/2026, a comunidade reúne gestores públicos indicados pelos municípios, estados e Distrito Federal em uma rede de cooperação federativa. A iniciativa busca fortalecer as capacidades institucionais dos entes para planejar, executar, monitorar e avaliar políticas públicas destinadas a bebês e crianças de até seis anos, além de promover a troca de experiências, a difusão de conhecimentos técnicos e o aprimoramento contínuo das ações voltadas à primeira infância. 

A comunidade está estruturada em dois eixos. O primeiro, Pactuação e Articulação Federativa, prevê oficinas, encontros técnicos e seminários para discutir iniciativas, projetos e programas voltados à primeira infância e incentivo à cooperação entre os entes federativos. Já o eixo Desenvolvimento de Capacidades Institucionais contempla a criação de instrumentos de gestão, protocolos, sistemas de informação, monitoramento e avaliação, além da oferta de ações formativas voltadas ao fortalecimento das capacidades individuais e coletivas da gestão pública. 

As experiências compartilhadas por educadores, artistas e escritores na Flip mostram que formar leitores desde a primeira infância depende da atuação conjunta de escolas, famílias, espaços culturais e políticas públicas. Ao criar uma rede permanente de cooperação entre gestores, a Comunidade Nacional de Gestores de Políticas de Primeira Infância busca fortalecer essa articulação para que mais crianças tenham acesso a experiências de leitura, cultura e aprendizagem desde os primeiros anos de vida. 

Assessoria de Comunicação Social do MEC 

Fonte: Ministério da Educação

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