NACIONAL
MEC discute incentivo ao esporte na educação integral
O Ministério da Educação (MEC) realizou, nesta terça-feira, 30 de junho, o seminário de lançamento da ação “Esporte e Movimento – Caminhos para a Educação Integral”. A iniciativa tem como objetivo fortalecer o papel do esporte, da atividade física, do movimento e do lazer como dimensões estruturantes da educação integral, apoiando as redes de ensino na qualificação e ampliação das oportunidades educativas e no desenvolvimento integral dos estudantes.
A ação será desenvolvida em parceria com as universidades federais de Pelotas (UFPel) e do Paraná (UFPR), integra um dos eixos do programa Escola em Tempo Integral e segue as Diretrizes Operacionais da Educação Integral em Tempo Integral. Segundo a diretora de Políticas e Diretrizes da Educação Integral Básica, Tereza Farias, a integração entre o governo federal e as universidades contribui para a potencialização de medidas que impactam a vida de crianças e adolescentes.
“Esta ação tem sido costurada há muito tempo, por muitas mãos, e tem como foco trazer melhorias na educação básica pública. É um trabalho calcado na formação dos sujeitos. A educação em tempo integral amplia conhecimentos e contribui para o aprimoramento em âmbito cognitivo, educacional e socioemocional dos alunos”, disse a diretora.
Entre as diretrizes que norteiam a política está a intersetorialidade, que busca incentivar e apoiar parcerias entre escolas, equipamentos públicos, organizações da sociedade civil e coletivos comunitários atuantes nos territórios. A proposta é fortalecer a articulação entre diferentes níveis de governo e regiões, promovendo a atuação integrada entre secretarias e demais órgãos públicos.
Durante o encontro virtual, transmitido pelo canal oficial do MEC no YouTube, representantes da pasta e de universidades federais, assim como profissionais do esporte discutiram o fortalecimento do esporte na educação como instrumento para a democratização do ensino e para a promoção da diversidade, da cooperação e do desenvolvimento dos estudantes do ensino básico.
Para a secretária extraordinária da Copa do Mundo Feminina de Futebol de 2027, Juliana Agatte, a parceria com o MEC para incentivar a prática esportiva entre meninas da rede pública pode deixar um legado duradouro, tanto nas escolas de tempo integral quanto nas comunidades. Ela acrescentou que a realização da Copa do Mundo Feminina poderá servir de incentivo para ampliar o acesso das meninas ao esporte, além de promover sua inclusão e participação no futebol.
Também participaram do evento a ex-ministra do Esporte, Ana Moser; o ex-reitor da Universidade Federal de Pelotas (UFPel), Pedro Hallal; o coordenador do Instituto de Pesquisa Inteligência Esportiva da UFPR (IPIE), Fernando Marinho Mezzadri; e a professora do Instituto Federal de Brasília (IFB), Ana Elenara.
Expansão – No seminário, foram apresentados dados sobre a expansão das matrículas nas escolas de tempo integral nos últimos quatro anos. Entre 2021 e 2025, houve um aumento de 10,7% no número de crianças e adolescentes matriculados nessa modalidade: são 10,1 milhões de estudantes em escolas de tempo integral, o que corresponde a 25,8% dos alunos da rede pública.
Os números demonstram que as metas do Plano Nacional de Educação (PNE) estão sendo alcançadas. A Meta 6 estabelece que, em até cinco anos, pelo menos 50% das escolas públicas ofereçam educação em tempo integral, atendendo, no mínimo, 35% dos estudantes da educação básica. Ao final da vigência do PNE, em 2036, a previsão é alcançar pelo menos 65% das escolas e 50% dos alunos.
A coordenadora de Educação Integral em Tempo Integral do MEC, Aline Zero Soares, destacou que a expansão da educação em tempo integral envolve não apenas o aumento da carga horária, mas também a expansão dos currículos e das experiências pedagógicas dos estudantes na escola.
Assessoria de Comunicação Social do MEC, com informações da Secretaria de Educação Básica (SEB)
Fonte: Ministério da Educação
NACIONAL
MEC inaugura obras de revitalização de seu edifício Anexo I
O Ministério da Educação (MEC) entregou, nesta terça-feira, 30 de junho, a primeira etapa da obra de revitalização dos edifícios anexos da pasta. Após passar por reformas entre janeiro e junho de 2026, o edifício Anexo I é o primeiro a ficar pronto, garantindo mais segurança, acessibilidade, sustentabilidade, eficiência operacional e preservação do patrimônio arquitetônico do ministério.
O secretário executivo do MEC, Rodolfo Cabral, afirmou que a reabertura do prédio faz parte de um ciclo, que teve início em 2023, de entregas para a reestruturação da instituição e que inclui também melhorias no Centro de Formação e Desenvolvimento dos Trabalhadores em Educação do Ministério da Educação (Cetremec). O Anexo II do ministério deve ser reformado até o fim do ano.
“Reconstruir este ministério vai além das políticas públicas da educação: é também pensar nos servidores. Por isso, reestruturamos a carreira dos nossos colaboradores, pensando no bem-estar de cada um deles. Fomos um dos primeiros ministérios a implementar o fim na escala 6×1 para terceirizados. E, agora, essas melhorias também chegam à estrutura. Foram R$ 30 milhões investidos para os ajustes na parte elétrica, acessibilidade e paisagismo, promovendo um espaço mais acolhedor e à altura de todos os funcionários que compõem o MEC”, afirmou Cabral.
A intervenção permitiu adequar o edifício às normas contemporâneas de ocupação de prédios públicos, segurança e acessibilidade, assegurando melhores condições de trabalho para os trabalhadores do MEC e de atendimento aos cidadãos que utilizam suas instalações.
Na primeira etapa, foi priorizada a modernização da infraestrutura predial com foco em segurança e eficiência energética. Foram substituídos ou implantados integralmente os sistemas de energia elétrica; climatização (ar-condicionado); detecção e combate a incêndio; automação predial; controle eletrônico de acesso e monitoramento por câmeras. Os resultados esperados incluem redução estimada de até 40% no consumo de energia associado aos sistemas elétricos e de climatização; redução dos custos operacionais; e menor impacto ambiental. O retorno estimado dos investimentos ocorrerá em aproximadamente oito anos.
O edifício Anexo I passa a contar também com cafeteria do MEC – Educafé; Sala de Apoio à Amamentação do MEC e novas copas coletivas. Houve ainda revitalização dos banheiros; requalificação dos espaços de circulação e convivência; assim como adequação dos ambientes às normas de ocupação de edifícios públicos. Além disso, foram implementados piso e mapa tátil; rampa de acessibilidade; adequação das rotas acessíveis; melhoria da sinalização e da orientação dos usuários. A sustentabilidade foi contemplada com lixeiras para coleta seletiva; lixeiras de coleta seletiva e de resíduos tóxicos provenientes de cigarros (bitucas); sinalização voltada à conscientização ambiental; normas de prevenção e combate a incêndio; e padrões contemporâneos de gestão e segurança predial.
Segundo a subsecretária de gestão administrativa do MEC, Jussara Cardoso, a reforma foi necessária para reforçar a segurança e o bem-estar dos colaboradores: “as estruturas antigas estavam defasadas, porque o prédio tem 45 anos. A partir desse processo, começamos a trabalhar com a preservação do patrimônio histórico e pensar em novos espaços para a qualidade de vida dos trabalhadores. O outro prédio deve ser entregue no dia do aniversário de 96 anos do MEC, em 14 de novembro”, adiantou.
A etapa da revitalização do edifício Anexo II envolve a implantação de espaço de convivência para os trabalhadores, do laboratório EducaLab e de novos auditórios destinados à realização de eventos e atividades institucionais.
Autores do projeto – A revitalização conciliou modernização da infraestrutura e valorização do patrimônio tombado, a partir das seguintes ações: recuperação do concreto aparente, originalmente concebido para a edificação, de modo que intervenções incompatíveis realizadas ao longo dos anos foram removidas; requalificação do paisagismo original concebido por Oscar Niemeyer; e instalação de painel de azulejos do artista brasiliense João Henrique, em homenagem ao arquiteto João Filgueiras Lima (Lelé), coautor do projeto do edifício ao lado de Niemeyer.
Assessoria de Comunicação Social do MEC, com informações da Subsecretaria de Gestão Administrativa (SGA)
Fonte: Ministério da Educação
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