NACIONAL

MEC dialoga sobre o novo Escolas Interculturais de Fronteira

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O Ministério da Educação (MEC), por meio da Secretaria de Articulação Intersetorial e com os Sistemas de Ensino (Sase), da Assessoria Internacional e da Secretaria-Executiva, realizou, nos dias 16, 17 e 18 de dezembro, três webinários para dar continuidade às reuniões e às visitas técnicas que dialogaram sobre o desenho e a implementação do novo Programa Escolas Interculturais de Fronteira (Peif). 

Os webinários tiveram como tema os programas: Escolas Interculturais e de Fronteira na Fronteira Franco-Brasileira e Escolas Interculturais e de Fronteira em Diálogo com a Rede Unifronteira. 

O diretor de Articulação Intersetorial da Sase, Antonio Claret Campos Filho, destacou que “a retomada do Peif incluiu a escuta qualificada, por meio de visitas técnicas como a que realizamos em Foz do Iguaçu, apoiados pela Universidade da Integração Latino-Americana e pelo Itaipu-Parquetec. O caráter nacional do Peif requer o respeito à diversidade territorial, pois a diversidade de cada território, as realidades, os desafios e as potencialidades são muito diferentes e devem suscitar respostas em prol dos estudantes que vivem nas fronteiras”. 

Encontros – Realizado no dia 16 de dezembro, o primeiro encontro abordou o tema Programa Escolas Interculturais e de Fronteira na Fronteira Franco-Brasileira, destacando experiências e desafios da cooperação educacional transfronteiriça. O evento contou com a participação da adida de Cooperação Educativa da Embaixada da França no Brasil, Chloé Davezac, além de representantes da Secretaria de Estado da Educação do Amapá (Seed-AP), da Região Acadêmica da Guiana e da Universidade Federal do Amapá (Unifap) – Campus Oiapoque. 

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O segundo webinário ocorreu no dia 17 de dezembro e discutiu sobre o Programa Escolas Interculturais e de Fronteira em Diálogo com a Rede Unifronteira. Participaram da reunião representantes da Universidade Federal da Integração Latino-Americana (Unila), da Comissão de Relações Internacionais da Associação Nacional dos Dirigentes das Instituições Federais de Ensino Superior (Andifes) e da Universidade Federal de Rondônia (Unir), que discutiram a articulação do programa com as universidades federais e as redes de internacionalização.  

Encerrando a programação, no dia 18 de dezembro, o terceiro encontro tratou da produção de materiais didáticos bilíngues e interculturais. No encontro, foram apresentados materiais interculturais voltados à saúde, ao bem-estar de povos indígenas e ao acolhimento de estudantes migrantes e refugiados. Participaram representantes da Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco) no Brasil, da Universidade Federal de Santa Maria (UFSM) e da Secretaria de Educação Básica (SEB) do MEC.  

Os webinários reforçaram o compromisso do MEC com a educação intercultural, multilíngue e inclusiva nas regiões de fronteira, consolidando subsídios técnicos e institucionais para a implementação do novo programa. 

Assessoria de Comunicação Social do MEC, com informações da Sase 

Fonte: Ministério da Educação

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NACIONAL

MME abre consulta sobre regras de comercialização, armazenamento e mercado livre de energia

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O Ministério de Minas e Energia (MME) abriu, nesta segunda-feira (24/8), consulta pública para receber contribuições sobre a minuta de decreto que atualiza as regras de comercialização e de exploração dos serviços e instalações de energia elétrica. O texto adapta os Decretos nº 5.163/2004, nº 2.655/1998 e nº 5.177/2004 às mudanças introduzidas pela Lei nº 15.269/2025 e prepara a regulamentação para a abertura integral do mercado de energia.

A consulta ficará aberta por 45 dias. A iniciativa integra a implementação da reforma do setor elétrico e submete ao debate público tanto os ajustes exigidos pela nova legislação quanto outros pontos relevantes para o funcionamento do mercado. Consumidores, empresas, entidades setoriais e órgãos públicos poderão apresentar contribuições para o aperfeiçoamento da proposta.

Entre os principais temas, a minuta coloca em discussão a flexibilização da regra que exige de consumidores e distribuidoras a contratação da totalidade de sua carga. Também propõe critérios para a comprovação de lastro de venda em contratos bilaterais de agentes armazenadores, revê as diretrizes para os limites mínimo e máximo do Preço de Liquidação das Diferenças (PLD) e permite reavaliar a periodicidade da contabilização e da liquidação do Mercado de Curto Prazo (MCP).

Mercado livre e armazenamento

Na frente de abertura do mercado, a proposta atualiza os prazos de migração para o Ambiente de Contratação Livre (ACL) e de retorno ao Ambiente de Contratação Regulada (ACR) dos consumidores atendidos em tensão igual ou superior a 2,3 kV. O texto também trata da dispensa de comprovação de lastro pelo supridor de última instância, agente responsável por assegurar o atendimento ao consumidor em situações excepcionais, e reabre a discussão sobre o enquadramento do consumidor parcialmente livre.

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O armazenamento de energia passa a ser incorporado de forma expressa à regulamentação. A minuta cria, na Câmara de Comercialização de Energia Elétrica (CCEE), a classe dos armazenadores autônomos na categoria de comercialização e prevê representação obrigatória para os agentes que comercializarem energia. Também permite que as condições gerais de acesso à rede contemplem requisitos de controle, capacidade, flexibilidade e armazenamento.

Para os supridores de última instância, a proposta determina a contabilização separada de despesas e custos. O texto ainda incorpora os novos limites legais de revisão da garantia física, inclui a flexibilidade entre as formas de contratação

de reserva de capacidade e retira o prazo mínimo de suprimento da energia proveniente de novos empreendimentos de geração.

Preços, encargos e contratação das distribuidoras

A minuta também revê regras de encargos e operação. Entre elas está a alocação dos Encargos dos Serviços do Sistema (ESS) de natureza elétrica conforme o consumo medido do autoprodutor, em alinhamento ao Acórdão nº 1.631/2026 do plenário do Tribunal de Contas da União (TCU). A proposta prevê ainda a cobertura, pelo ESS, de cortes de geração provocados por indisponibilidade externa ou por razões de confiabilidade elétrica, nos termos da legislação.

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Para as distribuidoras, o texto torna obrigatória a participação no Mecanismo de Compensação de Sobras e Déficits (MCSD) antes dos leilões de energia. O mecanismo permite que as empresas compensem entre si sobras e déficits contratuais antes de recorrer a novas compras. Também estão em discussão a simplificação do critério usado na apuração da exposição contratual, o submercado de entrega dos Contratos de Comercialização de Energia no Ambiente Regulado (CCEAR) e o uso da origem da demanda, como reposição, recuperação ou crescimento do mercado, para definir se a contratação será feita em leilões de energia existente ou nova.

A revisão inclui ainda novas definições para autoprodutor, armazenador e supridor de última instância, novos parâmetros para a operação do Sistema Interligado Nacional (SIN) e para o cálculo do PLD e o compartilhamento, entre consumidores dos mercados regulado e livre, dos efeitos financeiros da sobrecontratação ou da exposição involuntária das distribuidoras decorrentes da migração de consumidores.

Acesse aqui o Portal de Consulta Pública do MME.

Assessoria Especial de Comunicação Social – MME
Telefone: (61) 2032-5759 | (61) 99129-3578 (fins de semana e feriados)
E-mail: [email protected]

Fonte: Ministério de Minas e Energia

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