NACIONAL
MEC debate educação como eixo de sustentabilidade e cidadania
O Ministério da Educação (MEC) participou nesta quinta-feira, 29 de maio, do 9º Congresso Internacional de Controle e Políticas Públicas (CICPP), que ocorreu em Manaus (AM). O evento visa debater os desafios da governança em tempos de emergência climática e de preparação para a 30ª Conferência das Nações Unidas sobre o Clima (COP 30), que acontecerá em novembro, em Belém (PA).
Com o tema central “Desenvolvimento e Controle: Políticas Públicas Descentralizadas e a COP 30”, o congresso foi promovido pelo Tribunal de Contas do Estado do Amazonas (TCE/AM), em parceria com o Instituto Rui Barbosa (IRB). Considerado um dos eventos mais importantes na área do controle e fiscalização da Administração Pública do país, o congresso também reúne representantes de tribunais de contas, gestores públicos, acadêmicos, pesquisadores e especialistas de diversas áreas.
O secretário-executivo adjunto do MEC, Gregório Grisa, apresentou a palestra “A sustentabilidade e a educação: um diálogo de cidadania” no evento. Em sua apresentação, Grisa destacou que a crise climática representa atualmente um dos maiores desafios enfrentados pela educação no Brasil. Segundo ele, dados recentes revelam que 77% das escolas brasileiras não possuem plano de emergência em caso de desastres naturais e 64,8% não contam com áreas verdes adequadas. Além disso, 78% das escolas localizadas nas regiões mais quentes do país têm pouca ou nenhuma cobertura vegetal, comprometendo o bem-estar de estudantes e profissionais da educação.
Diante desse cenário, o secretário pontuou que o MEC tem reforçado o papel da educação como agente transformador. Para ele, educar para a cidadania e para a sustentabilidade é um compromisso com a justiça social, a dignidade humana e o futuro das próximas gerações.
“As políticas do MEC estão atravessadas pela questão da sustentabilidade e pela questão ambiental. Seja por meio dos materiais didáticos, da formação continuada, mesmo o PAC, por meio das obras, priorizando projetos sustentáveis. Então, você tem esse mote do encontro”, afirmou. “Temos a necessidade de ampliar o orçamento para a educação, justamente porque a infraestrutura é limitada na educação básica. Temos dificuldade de ter áreas verdes, fomento a hortas escolares que dependem de espaço e infraestrutura. Há ainda o desafio do saneamento básico em algumas escolas. É um quadro complexo de orçamento limitado”, completou o secretário-executivo.
Atuação – Na palestra, Grisa apresentou como o MEC tem atuado, em diversas frentes, para enfrentar os problemas climáticos que afetam escolas públicas em todo Brasil e integrar a sustentabilidade à prática educacional. A Amazônia também sofreu com a seca extrema, comprometendo a navegação dos rios, o transporte escolar e a oferta dos serviços públicos nas regiões mais remotas.
Em 2024, o Rio Grande do Sul enfrentou a maior enchente de sua história, impactando mais de 975 escolas e 350 mil alunos. A resposta do MEC incluiu o investimento de R$ 350 milhões para recuperação das redes municipal e estadual, bem como dos institutos e universidades federais no estado.
Outras ações foram a oferta do Curso de Aperfeiçoamento em Equidade e Qualidade da Educação no Brasil e a criação do Pacto Nacional pela Recomposição das Aprendizagens, que tem como objetivo apoiar estados, municípios e o Distrito Federal na recomposição das aprendizagens dos estudantes da educação básica.
Educação superior – Gregório Grisa abordou na sua explanação o avanço significativo na pós-graduação na área ambiental. Segundo ele, entre 1998 e 2023, o número de programas dedicados a temas ambientais cresceu de 18 para 221. A presença da pós-graduação na Amazônia Legal também foi ampliada, com 432 programas atualmente ativos. Segundo o ministro, esse crescimento fortalece a produção científica.
O fomento à produção científica sobre a Amazônia rendeu frutos. Em 2024, 48% dos artigos científicos publicados foram de autores brasileiros. Em 1994, eram somente 15%. A Universidade Federal do Pará (UFPA) liderou as publicações, com 531 publicações, seguida pela Universidade de São Paulo (USP), com 505, e Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (Inpa) com 340. De acordo com Santana, a pesquisa sobre Amazônia é cada vez mais produzida na própria região por pesquisadores conectados com seus contextos socioculturais e ambientais, um marco de soberania científica.
MEC na COP30 – Foi ressaltado ainda o protagonismo brasileiro no enfrentamento das mudanças climáticas por meio da educação. O MEC assumirá um papel de destaque na Conferência das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas (COP30), reafirmando o compromisso do Brasil com a sustentabilidade e a justiça climática, a partir de uma abordagem educacional transformadora e inclusiva. O evento será realizado em Belém (PA), entre os dias 10 e 21 de novembro deste ano.
Uma das principais iniciativas apontadas é a 6a Conferência Nacional Infantojuvenil pelo Meio Ambiente (CNIJMA), que será realizada em parceria com o Ministério do Meio Ambiente. A proposta é mobilizar as escolas brasileiras, especialmente do ensino fundamental II, para desenvolverem estratégias pedagógicas que respondam aos desafios das mudanças climáticas em seus territórios.
A meta é envolver 24 mil das 62 mil escolas dessa etapa de ensino e cerca de mil participantes na fase nacional – entre estudantes de 11 a 14 anos, educadores, acompanhantes e observadores internacionais. A etapa final da conferência está prevista para acontecer entre 6 e 10 de outubro de 2025.
Outro destaque é o Programa Educação para a Cidadania e a Sustentabilidade, construído em parceria com o Supremo Tribunal Federal (STF), o Conselho Nacional de Justiça (CNJ) e o Conselho Nacional do Ministério Público. O objetivo é desenvolver competências essenciais à cidadania, participação democrática e sustentabilidade, com orientações nacionais, materiais técnicos e apoio pedagógico para todas as etapas da educação básica.
O MEC também atua no Programa Nacional de Educação Ambiental Escolar (ProNEA), voltado para o fortalecimento institucional das redes de ensino públicas e privadas. O intuito é integrar práticas pedagógicas com foco em justiça climática, promovendo uma educação ambiental crítica, participativa e comprometida com os direitos humanos e o futuro sustentável.
Como forma de engajar as comunidades escolares, o MEC promove o Dia da Virada Climática nas Escolas – uma mobilização nacional em que escolas de todo o país promoverão atividades interdisciplinares e ações práticas de enfrentamento à crise climática, envolvendo estudantes, professores, famílias e a comunidade local.
Outras ações citadas na palestra foram a criação e divulgação do Prêmio Chico Mendes da Virada Climática nas Escolas, que reconhecerá boas práticas de educação ambiental; e o lançamento do Edital nº 01 de Sustentabilidade Ambiental de Creches e Escolas Públicas Brasileiras, para incentivar projetos estruturais e pedagógicos com foco em sustentabilidade.
O MEC ainda oferecerá cursos de formação continuada para educadores e comunidades escolares e busca consolidar a Rede da Juventude Negra e Indígena pelo Clima, promovendo equidade e representatividade nos debates ambientais.
Durante a COP30, o Brasil será sede de importantes eventos coordenados pelo MEC, como o Dia da Educação na COP30, reforçando o papel da educação no cumprimento da Agenda 2030; a Reunião de Ministros da Educação sobre Emergência Climática, com o Brasil atuando como articulador global; e o Painel de Monitoramento da Educação Verde, em parceria com a Unesco, para acompanhar a implementação de políticas sustentáveis na educação.
No evento, serão apresentados projetos de sustentabilidade por estudantes da educação profissional e tecnológica, mostrando iniciativas concretas de jovens em suas comunidades. Haverá também o lançamento do livro Impacto da Pós-Graduação Brasileira na Agenda 2030, destacando a contribuição da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes) e das universidades brasileiras para a agenda global de sustentabilidade.
Com essas iniciativas, o MEC reafirma a centralidade da educação como instrumento estratégico no combate às mudanças climáticas e na construção de um futuro justo, solidário e sustentável. O protagonismo brasileiro na COP30 será marcado não apenas pela presença institucional, mas pela mobilização de milhões de estudantes e educadores em todo o país.
Assessoria de Comunicação Social do MEC
Fonte: Ministério da Educação
NACIONAL
Parques nacionais registram recorde de turistas; confira o TOP 10
O turismo de natureza no Brasil atingiu patamares históricos, com viajantes buscando cada vez mais experiências autênticas e conexão com o meio ambiente. Em 2025, os Parques Nacionais registraram recorde de mais de 11,8 milhões de visitantes, quase um milhão a mais que o registrado em 2024, que foi de 10,9 milhões.
O aumento de 8% na visitação foi impulsionado por um conjunto de destinos que se destacam pela beleza e pela diversidade de atividades oferecidas.
“O viajante de hoje está esgotado da rotina acelerada e das telas. Ele quer experiências autênticas, quer se conectar com a natureza, quer saúde e bem-estar. Os recordes de visitação nos Parques Nacionais provam que preservar a natureza é o melhor caminho para gerar emprego, renda e desenvolvimento para a nossa população”, defende o ministro do Turismo, Gustavo Feliciano.
Mas, afinal, quais foram os destinos preferidos? Para inspirar o seu próximo roteiro, o Ministério do Turismo preparou o ranking dos mais visitados, revelando as belezas e os atrativos que conquistam o coração de milhões de viajantes. Confira:
1 – Parque Nacional da Tijuca (RJ): Registrando mais de 4,9 milhões de visitantes no ano passado, é o lar da maior floresta urbana replantada do mundo. O parque oferece trilhas, cachoeiras, mirantes panorâmicos e abriga o icônico Cristo Redentor, permitindo caminhadas e escaladas em meio a uma metrópole.
2 – Parque Nacional do Iguaçu (PR): Famoso pela Trilha das Cataratas e pela passarela da Garganta do Diabo, o destino atraiu mais de 2,2 milhões de pessoas em 2025. Os visitantes desfrutam do Macuco Safari, de sobrevoos de helicóptero, de trilhas na mata e da recém-inaugurada rota da Usina São João.
3 – Parque Nacional de Jericoacoara (CE): Mais de 1,3 milhão de visitantes conheceram esse destino paradisíaco consolidado, que é impulsionado por atrativos como a Pedra Furada, a Árvore da Preguiça e os manguezais do Rio Guriú, além de ser uma referência mundial para o kitesurf.
4 – Parque Nacional Marinho de Fernando de Noronha (PE): O coração ecológico do arquipélago atraiu 792 mil turistas, que puderam usufruir da famosa Baía do Sancho e de cenários perfeitos para o mergulho e para o contato com tartarugas e golfinhos.
5 – Parque Nacional da Serra da Bocaina (RJ/SP): Um refúgio de Mata Atlântica que preserva a histórica Trilha do Ouro, cachoeiras exuberantes e uma rica biodiversidade. Em 2025, atraiu mais de 727 mil amantes do ecoturismo.
6 – Parque Nacional dos Lençóis Maranhenses (MA): Esse paraíso único, reconhecido como Patrimônio Natural da Humanidade pela Unesco, deslumbrou mais de 654 mil turistas no ano passado com sua imensidão de dunas de areia branca recortadas por lagoas de águas doces.
7 – Parque Nacional da Restinga de Jurubatiba (RJ): Considerado o trecho de restinga mais bem preservado de todo o Brasil, o local atraiu mais de 335 mil visitantes no ano passado. Além das lagoas, os turistas puderam conferir de perto o refúgio que abriga diversas espécies da fauna e da flora, muitas delas endêmicas ou ameaçadas de extinção.
8 – Parque Nacional da Serra dos Órgãos (RJ): Visitado por mais de 330 mil pessoas em 2025, o local é reconhecido como um dos melhores destinos do país para os amantes de esportes de montanha, abrigando a maior rede de trilhas do Brasil, com mais de 200 quilômetros de percursos para todos os níveis de dificuldade.
9 – Parque Nacional de Ubajara (CE): Situado na Serra da Ibiapaba, o local surpreendeu seus mais de 238 mil turistas com uma paisagem única que mescla elementos da Caatinga e da Mata Atlântica. O grande destaque da unidade é a imponente Gruta de Ubajara, que pode ser acessada por meio de caminhadas acompanhadas por condutores credenciados.
10 – Parque Nacional de Brasília (DF): O coração da capital federal abriga um verdadeiro oásis de Cerrado que convida ao relaxamento. Famoso por suas piscinas de água corrente, o parque atraiu mais de 235 mil pessoas em 2025.
Tendência mundial – A busca por parques nacionais reflete um movimento global no comportamento dos viajantes. A 7ª edição da Revista Tendências do Turismo 2026, lançada pelo Ministério do Turismo, pela Embratur e pela Braztoa, aponta a conexão com a natureza e a busca por saúde e bem-estar como os pilares das viagens atuais.
“O mundo inteiro está redescobrindo o valor do turismo de natureza, e o Brasil tem tudo para liderar esse movimento global. Nós não oferecemos apenas um cenário bonito, oferecemos a biodiversidade mais rica do planeta. Estar alinhado a essa tendência significa transformar o nosso maior patrimônio em desenvolvimento sustentável, mostrando que o futuro do turismo mundial passa, necessariamente, por aqui”, afirma Gustavo Feliciano.
Ficou curioso para saber o que mais vai movimentar as viagens no próximo ano? Acesse aqui a Revista Tendências do Turismo 2026.
Além dos parques nacionais, outras Unidades de Conservação também se destacaram pela diversidade de experiências oferecidas aos turistas em 2025. Confira alguns desses destinos que vêm impulsionando o turismo de natureza no Brasil:
– APA da Baleia Franca (SC): O grande destaque é a observação de baleias-franca. A área também é muito procurada para caminhadas nas praias.
– Monumento Natural do Rio São Francisco (BA/SE): O local encanta pelos grandiosos cânions e pelos passeios de barco e catamarã pelas águas verdes do “Velho Chico”.
– APA de Fernando de Noronha (PE): Essa Área de Proteção Ambiental permite o convívio direto com vilas charmosas e praias intocadas, integrando a comunidade local e o turismo de base sustentável na ilha.
– Reserva Extrativista Marinha de Arraial do Cabo (RJ): A Resex protege o “Caribe Brasileiro” ao garantir a sustentabilidade da pesca artesanal e, ao mesmo tempo, encantar os turistas com passeios náuticos, praias de areia branca e águas transparentes.
Movimentação econômica – O sucesso da visitação não é apenas de público. A atividade turística nas áreas protegidas gera um impacto econômico direto e significativo em todo o país. Segundo o estudo “Contribuições do Turismo em Unidades de Conservação para a Economia Brasileira”, elaborado pelo ICMBio, os turistas injetaram R$ 40,7 bilhões em vendas e geraram uma contribuição de R$ 20,3 bilhões ao Produto Interno Bruto (PIB) do país.
Além disso, o setor sustentou mais de 332,5 mil postos de trabalho nacionalmente e gerou R$ 9,8 bilhões em renda para as famílias locais. O cenário, de acordo com o ministro Gustavo Feliciano, atesta a vocação do Brasil para o turismo sustentável.
Por Victor Mayrink
Assessoria de Comunicação Social do Ministério do Turismo
Fonte: Ministério do Turismo
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