NACIONAL
MEC conhece projetos de inovação do Instituto Federal do Tocantins
O ministro da Educação, Camilo Santana, visitou o Instituto Federal do Tocantins (IFTO), Campus Palmas, nesta quinta-feira, 5 de fevereiro, para conhecer projetos de inovação desenvolvidos por estudantes, servidores e pesquisadores da instituição. A agenda integrou uma série de compromissos do ministro no estado e destaca iniciativas voltadas à inclusão, ao desenvolvimento regional e ao fortalecimento da educação profissional e tecnológica.
Durante a visita, foram apresentados projetos que unem tecnologia, sustentabilidade e impacto social. Entre eles está o Glossário em Libras do curso de zootecnia, elaborado por estudantes surdos, que criam sinais na Língua Brasileira de Sinais (Libras) para termos técnicos da zootecnia e da agronomia, ampliando o acesso ao conteúdo acadêmico. Também ganha destaque o Trilhas Douradas, que traduz pontos turísticos do Jalapão (TO) para Libras, promovendo acessibilidade e inclusão no turismo regional. Outras iniciativas incluem o projeto Guardiões do Cerrado e o Beepona, dispositivo tecnológico desenvolvido no Laboratório IF Maker, do Campus Araguaína, para a coleta de própolis de abelhas nativas com menor risco de contaminação.
“Eu tenho muito orgulho dos nossos institutos federais, que são um patrimônio, pela qualidade na formação dos nossos alunos, pela qualidade do ensino técnico e pela formação de graduação. Por isso eu sempre digo que o único caminho para um país, um estado, um município se desenvolverem é investindo na educação. A educação transforma vidas e dá oportunidades. Esse é um grande projeto e que tem sido ampliado cada vez mais com investimentos, por parte do presidente Lula”, destacou Santana.
Impressionado com os trabalhos, o ministro destacou a importância de projetos como o Produzir para Libertar, ação de extensão que, em parceria com a Receita Federal, reúne mulheres em situação de vulnerabilidade para confeccionar produtos têxteis a partir da descaracterização de cargas apreendidas, gerando renda e inclusão social. “É um projeto que recebe doação de camisas apreendidas de pirataria, e que, através do programa Mulheres Mil, são transformadas por mulheres da comunidade e viram produtos para garantir renda a essas mulheres. Outro projeto que conheci e achei muito interessante foi o projeto Tabaco Verde, que também é feito em parceria com a Receita Federal, com cigarros apreendidos, que são transformados em adubo orgânico para a produção de algumas culturas”, explicou.
Na área de inovação de baixo custo para a agricultura familiar, o EggScam Ovoscópio utiliza madeirite, luz de LED e revestimento em couro sintético para análise de ovos, oferecendo uma solução eficiente e acessível para produtores.
IFTO – Com 12 campi, o IFTO oferta 152 cursos e disponibiliza 5.596 vagas anuais. Atualmente, a instituição conta com 16.161 estudantes matriculados, 689 docentes e 559 técnicos administrativos em educação.
Expansão e Consolidação – Para a expansão dos institutos federais, o governo federal anunciou a construção de mais de 100 novas unidades em todo o país, com recursos do Novo Programa de Aceleração do Crescimento (Novo PAC), totalizando R$ 2,5 bilhões. A previsão é criar mais de 142 mil novas vagas de educação profissional e tecnológica. Cada campus recebe investimento médio de R$ 25 milhões e terá capacidade de atender, em média, 1.400 estudantes.
No Tocantins, o IFTO está recebendo R$ 25 milhões para a construção e a aquisição de equipamentos do novo Campus Tocantinópolis.
Para a consolidação das unidades existentes, o Novo PAC destina R$ 1,4 bilhão à melhoria e à ampliação da infraestrutura, com foco na construção de restaurantes estudantis, bibliotecas, salas de aula, laboratórios e quadras poliesportivas. Para o IFTO, o investimento soma R$ 45,2 milhões. Entre 2023 e 2025, já foram repassados R$ 36,5 milhões, sendo R$ 3 milhões de aditivo, com previsão de mais R$ 11,3 milhões.
Agenda – A agenda institucional do ministro Camilo Santana em Tocantins incluiu sua participação nesta quarta-feira (4) na solenidade de posse da professora Maria Santana Ferreira dos Santos Milhomem no cargo de reitora da Universidade Federal do Tocantins (UFT), em Palmas. Na quinta-feira (5), o ministro realizou visita às obras de construção do Bloco de Salas de Aula (3P) do Centro de Ciências Agrárias (CCA) da Universidade Federal do Norte do Tocantins (UFNT), em Araguaína, acompanhando o andamento de investimentos na infraestrutura acadêmica.
Resumo | Mais educação para o Tocantins
Assessoria de Comunicação Social do MEC, com informações da Secretaria de Educação Profissional e Tecnológica (Setec)
Fonte: Ministério da Educação
NACIONAL
Ideb: Alagoas inicia análise de resultados nas redes
O Ministério da Educação (MEC) iniciou o Brasil Aprende+, estratégia nacional criada para apoiar os estados, os municípios e o Distrito Federal na transformação dos resultados do Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb) 2025 em ações de melhoria da aprendizagem. A iniciativa orienta as redes a analisar os dados, identificar desafios, definir prioridades e elaborar planos de ação de acordo com a realidade de cada território.
A mobilização será desenvolvida em oito etapas, que vão da análise dos resultados ao acompanhamento das ações realizadas pelas escolas. O encontro realizado na terça-feira (25) reuniu o MEC, a Secretaria de Estado da Educação de Alagoas (Seduc/AL), a presidência estadual da União Nacional dos Dirigentes Municipais de Educação (Undime), além de secretários e representantes técnicos dos municípios alagoanos. O objetivo foi apresentar a estratégia nacional e os materiais que serão disponibilizados, bem como aprofundar a discussão sobre os indicadores de aprendizagem, com foco no ensino fundamental.
Durante a reunião, a superintendente de Desenvolvimento do Ensino Infantil, Fundamental e Políticas Educacionais da Secretaria de Estado da Educação de Alagoas (Seduc), Fabiana Dias, destacou a evolução dos resultados educacionais do estado e reforçou o compromisso da secretaria em ampliar os avanços na aprendizagem dos estudantes. Ela também colocou a Seduc à disposição para colaborar com as redes representadas e ressaltou a importância da iniciativa apresentada.
Representando a Undime, Neilton Nunes destacou a importância da mobilização dos municípios para a melhoria da aprendizagem e avaliou que os resultados do Ideb refletem o trabalho realizado pelas redes, que passaram a analisar seus dados e identificar caminhos para avançar. Ele ressaltou ainda o esforço conjunto de dirigentes municipais, professores, equipes pedagógicas, gestores escolares e estudantes na construção dos resultados alcançados por Alagoas.
A estratégia será apresentada em 27 encontros técnicos estaduais, envolvendo os 26 estados e o Distrito Federal. Ao longo do processo, as redes terão acesso a ferramentas, painéis de dados e materiais para apoiar gestores, coordenadores pedagógicos e professores na implementação e no acompanhamento das ações.
Alagoas – De 2023 a 2025, em uma escala de 0 a 10, o Ideb do ensino fundamental de Alagoas passou de 6 para 6,4 nos anos iniciais e de 5 para 5,3 nos anos finais. Já o Ideb do ensino médio passou de 4,1 para 4,3. Na rede pública do estado, o resultado passou de 5,7 para 6,3 nos anos iniciais; de 4,8 para 5,1 nos anos finais; e de 4 para 4,2 no ensino médio. Com esses resultados, o Ideb alcançou, nas três etapas avaliadas, os maiores valores da série histórica iniciada em 2005.
Os dados serão utilizados como ponto de partida para o trabalho do Brasil Aprende+ no estado. A partir da análise dos resultados, as redes serão apoiadas na identificação dos principais desafios de aprendizagem e na construção ou revisão de seus planos de ação. Os documentos deverão definir prioridades, estratégias e resultados esperados com base nas evidências de cada território.
Para os municípios prioritários, o MEC disponibilizará ainda uma área específica no Sistema Integrado de Monitoramento, Execução e Controle (Simec), destinada ao detalhamento das ações relacionadas à recomposição das aprendizagens.
Ideb Nacional – Entre 2023 e 2025, o Ideb nacional também avançou nas três etapas avaliadas, considerando as redes públicas e privadas. Em uma escala de 0 a 10, o índice passou de 6,0 para 6,3 nos anos iniciais do ensino fundamental, de 5,0 para 5,3 nos anos finais e de 4,3 para 4,5 no ensino médio.
Considerando apenas a rede pública, o Ideb passou de 5,7 para 6,1 nos anos iniciais, de 4,7 para 5,0 nos anos finais e de 4,1 para 4,3 no ensino médio. Com esses resultados, o país alcançou, nas três etapas, os maiores valores da série histórica iniciada em 2005.
Os resultados do Ideb e do Sistema de Avaliação da Educação Básica (Saeb) 2025 foram divulgados em 5 de agosto pelo MEC, por meio do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep).
Brasil Aprende+ – Entre os instrumentos previstos pelo Brasil Aprende+ está uma caixa de ferramentas, com painéis interativos, relatórios personalizados por rede de ensino, materiais orientadores, guias e ferramentas para gestores escolares, coordenadores pedagógicos e professores.
Ainda em agosto, o painel de priorização vai disponibilizar dados de todas as escolas do país. A ferramenta permitirá comparar os resultados de 2025 e a trajetória das unidades entre 2023 e 2025, ajudando a identificar escolas com resultados baixos, queda ou estagnação no desempenho.
Na segunda semana de setembro, será realizado o Dia D, mobilização nacional para apropriação dos resultados nas escolas. Cada rede poderá escolher a data, entre 8 e 11 de setembro, para reunir gestores, coordenadores pedagógicos e professores, analisar o desempenho dos estudantes, identificar lacunas de aprendizagem e definir prioridades.
Depois do Dia D, cada escola será estimulada a elaborar seu próprio plano de ação, conectado à realidade da unidade e integrado ao planejamento da rede. O trabalho será acompanhado ao longo do ano, com apoio do MEC na análise das evidências e no direcionamento de formação, apoio técnico e financeiro e outras políticas e programas, conforme os desafios identificados.
O Brasil Aprende+ integra o Pacto Nacional pela Recomposição das Aprendizagens, política construída em colaboração com o Conselho Nacional de Secretários de Educação (Consed) e a Undime para apoiar os entes federativos na recomposição das aprendizagens de estudantes da educação básica. A iniciativa busca contribuir para a redução das desigualdades e o fortalecimento da equidade na educação.
Ideb – O Índice de Desenvolvimento da Educação Básica, criado em 2007, no âmbito do Plano de Desenvolvimento da Educação (PDE), é um indicador que combina o desempenho dos estudantes em Língua Portuguesa e Matemática no Saeb com as taxas de aprovação apuradas pelo Censo Escolar, permitindo acompanhar a qualidade da educação básica brasileira. Integra o conjunto de indicadores utilizados para o monitoramento das metas educacionais previstas no Plano Nacional de Educação (PNE). Considerando que a vigência do PNE foi prorrogada até 31 de dezembro de 2025, o índice permanece como referência para o monitoramento das políticas educacionais e para a avaliação dos avanços e desafios na consecução dos objetivos estabelecidos pelo PNE durante o período de vigência.
Assessoria de Comunicação Social do MEC, com informações da Secretaria de Educação Básica (SEB)
Fonte: Ministério da Educação
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