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Governo Federal lança Programa Solo Vivo em parceria com IFMT

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O presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, lançou o Programa Solo Vivo, no último sábado, 24 de maio, no assentamento Santo Antônio da Fartura, em Campo Verde (MT). A iniciativa fortalece a agricultura familiar e beneficia estudantes do Instituto Federal de Mato Grosso (IFMT), autarquia vinculada ao Ministério da Educação (MEC). O programa conta com investimento inicial de R$ 42,8 milhões do governo federal. 

O projeto é elaborado pelo Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) em parceria com o IFMT e a Federação dos Trabalhadores na Agricultura do Estado de Mato Grosso (Fetagri-MT). O objetivo é recuperar áreas degradadas destinadas à agricultura familiar mato-grossense, com vistas a melhorar a qualidade dos solos, aumentar a produtividade das lavouras, fortalecer a geração de renda e promover a permanência das famílias no campo. 

O programa piloto já contempla 10 assentamentos distribuídos em diferentes municípios do estado: Alto Araguaia, Campo Verde, Poconé, Rosário Oeste, Barra do Bugres, São Félix do Araguaia, Matupá, Juína, Pontes e Lacerda e São José dos Quatro Marcos. 

Atualmente, 42% dos cerca de 29 mil estudantes do IFMT estão ligados ao eixo de recursos naturais, que abrange cursos como agronomia, zootecnia e técnico em agropecuária. Este último é o mais procurado, considerando as dimensões territoriais e as características socioeconômicas de Mato Grosso. A maioria das pessoas envolvidas no Solo Vivo são estudantes do IFMT. Eles são responsáveis pelas visitas às propriedades, coletas, diagnósticos e análises laboratoriais. 

Na primeira etapa de implementação do programa, serão atendidas entre 800 e 1.000 famílias, em propriedades com média de 10 a 15 hectares cada, dentro de assentamentos. Nos 10 assentamentos atendidos, foram beneficiadas 331 propriedades (47,6% do total), com a coleta de 694 amostras de solo (45,4%). Só no assentamento Santo Antônio da Fartura, cerca de 60,9% das propriedades foram atendidas, o que representa aproximadamente 80 famílias beneficiadas. Atualmente, o projeto conta com 82 bolsistas ativos, sendo 43 estudantes do IFMT, dos quais 22 são alunos do ensino médio, o que reforça o papel essencial da educação pública e da juventude na transformação da agricultura familiar no estado. 

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Durante a cerimônia de lançamento, também foram entregues máquinas agrícolas e retroescavadeiras – ação que integra o Programa Solo Vivo –, além de 78 títulos para assentamentos de reforma agrária. Durante discurso, o presidente Lula destacou que as entregas representam um passo importante para reduzir as desigualdades do campo, melhorando o acesso às tecnologias.O Programa Solo Vivo está sendo lançado na véspera do Dia do Trabalhador Rural, em um assentamento que chama Santo Antônio da Fartura. Fico especialmente feliz com isso, porque esse programa vai gerar a fartura que as famílias do campo merecem e que o Brasil precisa. 

Para Lula, o programa é mais um passo para garantir mais igualdade e segurança alimentar. “Na hora que você permite que a tecnologia que os grandes usam chegue aos pequenos, os pequenos terão chance de produzir a mesma quantidade e com muito mais amor, porque não estão pensando só em vender, estão pensando em coisas para comer também. Isso é um dado diferente. Portanto, essa entrega de títulos e essa entrega de máquinas é um novo começo das coisas que vão acontecer no Brasil”, disse Lula. 

Estudos técnicosO IFMT é responsável por realizar estudos técnicos, análises laboratoriais e orientar as práticas de correção do solo. Em parceria com o Mapa, fortalece o papel da extensão tecnológica no atendimento às demandas sociais e econômicas do estado. O apoio governamental promove atividades de extensão que ampliem o acesso dos agricultores ao serviço público. 

Os estudantes envolvidos em todas as etapas do projeto participam das coletas em campo, das análises em laboratório, do desenvolvimento de tecnologias e da criação de soluções digitais, como o aplicativo SolIF, desenvolvido dentro do IFMT. Esse acompanhamento é a base para que o Mapa possa implementar ações de correção e manejo do solo, fundamentais para transformar a realidade produtiva dos agricultores familiares. 

O reitor do IFMT, Julio César dos Santos, afirmou que o instituto será parceiro ativo do Solo Vivo para recuperar terras degradadas e promover emprego, renda e qualidade de vida no campo. Segundo ele, em breve, o programa será expandido para 32 assentamentos. 

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“O governo federal entende a importância da educação, da pesquisa, da extensão e foi bater na porta do Instituto Federal de Mato Grosso, convidando a nossa instituição para ser parceira em um lindo projeto de geração de emprego, renda, qualidade de vida, dignidade e esperança, fomento às cadeias produtivas, que é o programa Solo Vivo”, disse o reitor. 

Durante a cerimônia, Lula acompanhou de perto a coleta de amostras de solo realizada pelo IFMT. Os estudantes João Vitor Bespalluk, aluno de agronomia no campus Juína, e Ana Carla Tenório Sousa, aluna do curso técnico em agropecuária no campus Confresa, apresentaram ao presidente o processo de coleta e diagnóstico, impressionando-o com o trabalho desempenhado.  

Em outro momento, representando o projeto Solo Vivo, os estudantes Joaquim Daniel Nicolau dos Santos, do curso técnico em agropecuária, e Dayane Meury Marques Fortunatti, de agronomia, ambos do mesmo campus, participaram da entrega de cestas com alimentos da agricultura familiar. Para a agricultora Olivede de Alcântara, que vive no assentamento Santo Antônio da Fartura, o Solo Vivo vai ajudar a agilizar a produção. “Esses solos aqui dessa região são todos muito carentes. Recuperando esse solo você vai ter mais possibilidade, maior plantio, melhor qualidade de produção. Poder trabalhar sem gastar tanto na hora do plantio. Você usa semente e uma calagem de adubo está bom porque a terra já está bem boa”, disse. 

Curso onlineAlém do trabalho de campo e laboratório, o IFMT desenvolveu um curso online gratuito, “Metodologia Solo Vivo: Da Coleta de Amostras à Análise de Solo”, que já conta com mais de 180 inscritos. O curso, além de ser obrigatório para os bolsistas, também democratiza o acesso às metodologias aplicadas no projeto, ampliando o alcance da iniciativa. 

 

Assessoria de Comunicação Social do MEC, com informações do IFMT e da Secretaria de Comunicação Social da Presidência da República (Secom/PR) 

Fonte: Ministério da Educação

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Diagnóstico Equidade 2026 mostra avanço das políticas de educação étnico-racial

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Os dados do Diagnóstico Equidade 2026, realizado pelo Ministério da Educação (MEC), por meio da Secretaria de Educação Continuada, Alfabetização de Jovens e Adultos, Diversidade e Inclusão (Secadi), mostram que as estratégias de equidade racial estão cada vez mais presentes nos estados e municípios brasileiros. Entre 2024 e 2026, o percentual de redes municipais que declararam contar com áreas especificas para a gestão dessas ações passou de 15% para 42%; entre as redes estaduais, o indicador chegou a 100% em 2026.  

Esse diagnóstico é uma iniciativa criada em 2024 pelo MEC, pondo fim a uma lacuna de dados cuja ausência comprometia a capacidade estatal de promoção da equidade. Em sua segunda edição, o diagnóstico manteve participação próxima à universalidade, com resposta ao questionário de 97% das redes municipais e 100% das redes estaduais. O resultado está ligado ao primeiro biênio de execução da Política Nacional de Equidade, Educação para as Relações Étnico-Raciais e Educação Escolar Quilombola (Pneerq), em regime de colaboração interfederativa. 

Do ponto de vista institucional, por exemplo, houve um aumento no percentual de redes de ensino com áreas específicas para fazer a gestão de ações de equidade racial. Entre 2024 e 2026, o número saiu de 15% para 42% entre os municípios, e alcançou 100% em 2026 entre as redes estaduais. Além disso, a presença de normativa local relacionada à promoção da educação para as relações étnico-raciais (Erer) passou de 43% para 55% entre municípios e de 74% para 93% entre as redes estaduais. 

Os dados também mostram crescimento percentual de redes municipais que realizam campanhas de declaração racial, ação para promover o reconhecimento e a valorização das identidades étnico-raciais, bem como para permitir análises educacionais racializadas cada vez mais precisas. O levantamento revela que este crescimento foi de 66% para 86% em dois anos nas redes municipais, e de 63% para 93% nas redes estaduais. 

Houve também uma redução do percentual de estudantes sem declaração racial no Censo Escolar entre 2023 e 2025, representando uma queda de 24% para 10%, sendo que o indicador vinha se mantendo constante em torno de 26%, nos anos anteriores.  

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Os novos dados apresentam um crescimento da maturidade de organização das redes em diferentes frentes e que a temática da equidade racial entrou no centro da agenda da política pública, demonstrando as ações da Pneerq e de mecanismos indutores, tais como o Selo Petronilha Beatriz Gonçalves e Silva e a complementação-VAAR Fundeb da União. 

O Diagnóstico Equidade 2026 tem o objetivo de identificar diferentes aspectos da implementação de políticas equitativas no país, particularmente aquelas ligadas à promoção da educação para as relações étnico-raciais, em cumprimento à Lei 10.639/03, modificada pela Lei 11.645/08, e ao fortalecimento da educação escolar quilombola. 

Equidade racial no planejamento educacional – No indicador de incorporação da equidade racial como objetivo presente no Plano de Ações Articuladas (PAR), as redes municipais passaram de 30% para 67%. Nas redes estaduais, o avanço foi de 56% para 93%. Esse panorama revela a preocupação crescente das redes de ensino em planejar e buscar apoio técnico e financeiro para estratégias de enfrentamento das desigualdades. 

Formação em relações étnico-raciais – Outro indicador que apresentou avanço foi o percentual de redes municipais de ensino que ofereceram formações, seminários, oficinas e palestras sobre equidade racial, passou de 48%, no ano de 2024, para 69%, em 2026. Todas as redes estaduais declararam realizar essa oferta. Esse resultado demonstra que o tema da equidade racial também foi inserido no planejamento formativo das secretarias, ação crucial para trabalhar a difusão de práticas pedagógicas antirracistas entre os professores da rede pública. 

Monitoramento das Leis de Erer – O diagnóstico permitiu identificar o acompanhamento da implementação das leis nº 10.639/2003 e nº 11.645/2008. O indicador passou de 18% para 34% para as redes municipais, e de 30% para 59% para as redes estaduais. O monitoramento permite às redes identificarem escolas onde há maior dificuldade de execução de práticas pedagógicas de educação para as relações étnico-raciais e gargalos operacionais, e assim planejar de forma mais efetiva as estratégias para cumprimento das leis. 

Identificação e resposta ao racismo e injúria racial – Cresceu também a adoção de protocolos para casos de racismo ou injúria racial nas redes estaduais, de 59% para 93% (mais de 30 pontos percentuais). Nas redes municipais, o percentual saiu de 36% para 53%. Nesse contexto, o Ministério da Educação publicou, em 2026, uma série de protocolos nacionais, os quais podem servir de referência para o trabalho das escolas públicas. 

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Práticas de gestão – O conjunto de perguntas com menor avanço no período foi o relacionado à dimensão das práticas de gestão das redes de ensino em relação a suas escolas. Acerca da evolução das respostas sobre protocolos de resposta ao racismo e de campanhas de declaração racial, que fazem parte desta dimensão, o Diagnóstico de Equidade 2026 permitiu identificar que alguns indicadores cruciais ainda não avançaram como o esperado. 

Os pontos de atenção para o próximo ciclo estão na implementação de estratégias de incentivos às escolas e aos professores para a implementação da educação para as relações étnico-raciais, bem como a consideração de conhecimentos sobre Erer nos processos seletivos de professores e diretores escolares. No período, passou de 44% para 74% o percentual de redes estaduais que incluíram a avaliação de conhecimentos sobre relações étnico-raciais nos processos de escolha da gestão escolar. 

Metodologia – O levantamento contou com 44 perguntas dirigidas às Secretarias de Educação de estados, municípios e do Distrito Federal. Foram realizadas 32 questões sobre Educação para as Relações Étnico-Raciais (Erer) e 12 sobre Educação Escolar Quilombola (EEQ). 

Para acompanhar os resultados, as informações foram organizadas em indicadores que avaliaram áreas como gestão, formação de profissionais, materiais didáticos, financiamento, avaliação e monitoramento. Os índices recebem notas de 0 a 100.  

As respostas foram declaradas pelos responsáveis pelas secretarias de educação ou, no caso dos municípios, pela prefeitura, o que contribui para a confiabilidade das informações. O questionário e os indicadores foram construídos com a participação de especialistas, pesquisadores e profissionais com experiência em políticas de equidade racial e combate ao racismo. 

Resultados do Diagnóstico de Equidade 2026 

Assessoria de Comunicação Social do MEC, com informações da Secadi

Fonte: Ministério da Educação

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